sábado, janeiro 30, 2010

Por aqui, cheguei aqui, a este post sobre a Condessa de Grefulhe.
O extraordinário artefacto para o frio foi inútil, por mais eficaz que termicamente tenha sido: Proust já morrera há muito nesse ano de 1942.

quinta-feira, janeiro 28, 2010

Azul magnificente e frio.

Lá fora (onde a realidade vive) parece que não acreditam muito nas boas intenções governamentais.

quarta-feira, janeiro 27, 2010

Notas ao café, depois de almoço
Tal como havia predito, as agências de rating e os mercados - que, tendo às vezes as suas rêveries, são essencialmente sensatos - reagiram mal ao subterfúgio infantil governamental que dá pelo nome de Orçamento.
Creio que este governo precisará de ser demitido e substituído por outro que tome as medidas necessárias.

Ainda não li as reacções ao Orçamento, mas 1%* parece-me um nada, com «Tudo como dantes. Quartel-Geneneral em Abrantes»

Antevejo más notícias das agências de rating.

Talvez o exterior imponha qualquer coisa.

Não se lobriga sombra de estadista.

A manhã está bonita e fria.

Notas ao café, depois de almoço

Tal como havia predito, as agências de rating e os mercados - que, tendo às vezes as suas rêveries, são essencialmente sensatos - reagiram mal aos subterfúgios infantis acolhidos no dá pelo nome de Orçamento.
Creio que este governo precisará de ser demitido e substituído por outro que tome as medidas necessárias.
*Segundo alguns, fictício.

terça-feira, janeiro 26, 2010

segunda-feira, janeiro 25, 2010

O novo joguinho do iphone : trata-se de fazer de Deus, tentando evitar que os homens construam a torre de Babel. À disposição, o dedo de Deus, que esmaga os homens, e outros atributos da fúria divina: raios, dilúvios, ventos destruidores, chuva de fogo e terramotos.
O jogador ajuda o inimigo, Deus, e ganha quanto mais matar dos seus semelhantes e evitar a construção de Babel.
Um jogo para uma sociedade laica que vê Deus como o adversário, de facto um diabolos, uma adversidade à felicidade humana.
É o nº 1 de vendas em França.
O meu score é de 737 cretinos mortos dos mais diversos modos.
É. Lá, como aqui, é um castigo para a gente ver a Verdade.

sexta-feira, janeiro 22, 2010

Será que é no final de Si Versailles* m'était conté, que Madame de Sévigné, dirigindo-se a Le Grand Turenne, Molière, Madame de Montespan, Fénelon diz com éclat e agudeza que «Louis XIV c'est nous»?
Quando vejo, hoje, esta gente a clamar contra a liberdade, do Soares de Chávez e dos que se calaram com o fim do Jornal de Sexta, à demais gentalha preocupada com a privacidade do primeiro-ministro, que se insurge contra a jurisprudência dos tribunais internacionais em matéria de liberdade de expressão, ou o quase geral silêncio perante a proposta de tribunais especiais para julgar jornalistas, quando penso na impassibilidade quase geral perante ignomínias difíceis de encontrar por esse hemisferio norte, lembro-me do mot de esprit da Marquesa e penso que também todos eles - quase todos nós - podiam exclamar o que só os cegos não querem ver: Salazar fomos nós, somos todos nós - sem ao menos o cepticismo lúcido dele.
Depois de escrever este post li este, soberbo; por qualquer motivo, lembrei-me deste que escrevi.

quinta-feira, janeiro 21, 2010

Assuntos do dia
Escutas:
Ouvi tudo. Valem por bibliotecas. Gostei muito do ouvir Pinto da Costa, parece-me uma pessoa paciente e com humor.
«Passos Coelho»:
A Tóbis já fez melhor. O argumento ressente-se das várias autorias, de vez em quando torna-se inverosímil. A interpretação é muito rígida e empastelada, não flui (como se diz agora).
Às vezes tenho quase pena de não ser de esquerda. Se fosse, podia acreditar na máquina de terramotos de norte-americana. E tudo ficava, de algum modo, mais fácil.

terça-feira, janeiro 19, 2010

À parte o ligeiramente ridículo que é uma república laica conceder Grã-Cruzes da Ordem de Cristo, é agradável ver Pedro Santana Lopes condecorado.

E tal como ele, também nós estamos a ter o que merecemos.

segunda-feira, janeiro 18, 2010

Sim, com certeza. Felizmente.
Mas, para além do que imediatamente permitiu o aparecimento desta gente, seria conveniente ver bem como se criou o vácuo que tão avidamente esta gente preencheu.

sábado, janeiro 16, 2010

«Não chegámos por acaso ou de repente a esta situação quase catastrófica. Sem anos de erros sobre erros, de políticas suicidas, de incúria, de corrupção e de cegueira não nos tínhamos metido neste aperto. E, hoje, quando acabou o espaço e o tempo para qualquer espécie de dilação e paliativos, persistimos, com angústia ou sem ela, no oportunismo de sempre.
[...]
Discutir o Orçamento - e, pior ainda, segundo consta, um plano a longo prazo para "solidificar" as finanças públicas - sem uma palavra sobre a administração central e local, sobre a corrupção, sobre a justiça e, principalmente, sobre a eficácia e papel do Estado Providência, é um absurdo. As "vozes do derrotismo" são hoje, infelizmente, a "voz da realidade".»

Vasco Pulido Valente in «Público»



Die Blüte welk, das Leben alt

Original e tradução aqui.

quinta-feira, janeiro 14, 2010

«Lisboa e toda a zona em redor será, provavelmente, a praia de Madrid.»

António Mendonça, o ministro das Obras Públicas português

Retive este "e toda a zona em redor". Achei carinhoso que não quisesse excluir ninguém. Afinal, em Portugal não está tudo ao redor de Lisboa?
E não está mal, como desígnio nacional. Assim haja bolas de Berlim.
O google traz até este blog gente que procura cosmopolitismo.
Aqui, neste cantinho.
É cansativo viver neste país.
O Dr. Rangel aconselha firmeza ao PSD na questão orçamental. É um clássico.
O mesmo Dr. Rangel apoia incondicionalmente a candidatura do Dr. Victor Constâncio ao BCE. É outro clássico (por mim, não apoiaria a candidatura do Dr. Constâncio a nada que não fosse a reforma).
Tinha saudades de algum sol.

quarta-feira, janeiro 13, 2010

A Dra. Manuela Ferreira Leite e mais umas aves agoirentas corroboradas por estrangeiros, inimigos do governo da nação:

A agência de avaliação de risco de crédito Moody’s considera que a economia portuguesa está em risco de enfrentar uma “morte lenta”, à medida que deverá ter de dedicar uma fatia cada vez maior da riqueza que produz para pagar a sua dívida, com os investidores a passarem a exigir juros cada vez maiores para emprestarem dinheiro ao país.
A agência, uma das três tidas como referência nos mercados mundiais, apesar de não terem previsto a derrocada do sistema financeiro americano e britânico, faz esta apreciação também em relação à Grécia, num relatório emitido hoje em Londres e citado pela agência norte-americana Bloomberg.
Este cenário não é tido como inevitável, e a agência considera que Portugal, com uma dívida e défice públicos inferiores, tem uma janela de oportunidade maior do que a da Grécia, mas que “não vai estar aberta indefinidamente”.Este cenário não é tido como inevitável, e a agência considera que Portugal, com uma dívida e défice públicos inferiores, tem uma janela de oportunidade maior do que a da Grécia, mas que “não vai estar aberta indefinidamente”.
A agência chama também a atenção para que ambos Portugal e Grécia têm competitividades económicas estruturalmente baixas, mesmo em períodos de pujança económica, o que se traduziu em défices elevados. Além disso, o facto de terem respectivamente quatro e três milhões de cidadãos fora do país faz aumentar o risco de que em caso de aumento significativo de impostos a retoma dos fluxos de emigração sangre parte substancial do potencial económico, assinala o Diário Económico.
Esta semana, um analista da agência, Anthony Thomas, já tinha dado uma entrevista ao diário britânico “Financial Times” onde dizia que “se Portugal quer evitar uma redução do rating terá que tomar medidas significativas e credíveis para controlar o défice”.
A margem de prémio que os investidores exigem para comprar dívida pública portuguesa em vez de alemã duplicou desde 2008, estando 0,69 pontos percentuais.
A Moody’s já tinha lançado no Outono um alerta (“outlook”) negativo sobre as perspectivas para a sua classificação (“rating”) de Aa2 atribuída ao risco da dívida pública portuguesa. A classificação da Grécia foi cortada de A2 para A1 a 22 de Dezembro.

terça-feira, janeiro 12, 2010

Antes de me deitar vi o twitter e apercebi-me duma discussão sobre aquele programa inconcebível, os Pros e contras. Tinha estado com a televisão fechada a ouvir a Antena2 e a ler. Li cinco horas seguidas, quase sem dar por isso, o que há muito não me acontecia.

segunda-feira, janeiro 11, 2010

Reflexões de pequeno investidor

As acções do BES recuperaram este ano muito menos do que as do BPI.
Uma injustiça que parece favorecer o banco do Dr. Fernando Ulrich, uma pessoa desagradável que tem faltado, por várias vezes, ao respeito devido ao Senhor Primeiro-Ministro e penalizado o banco do Dr. Ricardo Espiríto Santo Salgado, que sabe ver as virtudes dos nossos actuais governantes.
Eis um exemplo dos malefícios do mercado.

domingo, janeiro 10, 2010


Coisas do Domingo à tarde.
Isto é outra daquelas músicas francesas de agora.
A Mélanie Pain é uma daquelas francesas de sempre.

sábado, janeiro 09, 2010



Descobertas de novidades francesas, da nouvelle scène, esta noite.
A gestação em França é de anos, a adolescência começa depois da conclusão do bac. Alguns alternarão mesmo as primeiras incursões no pop com os Haute Études ou a Normale Supérior.

Mas pronto, é assim, eles são assim mesmo.

sexta-feira, janeiro 08, 2010

quinta-feira, janeiro 07, 2010

Após 5 anos, o governo socialista transformou Portugal numa tristonha parada de incongruências que passa por entre filas de desempregados sem esperança.

terça-feira, janeiro 05, 2010

Escreve-se agora que não somos um estado de direito. É claro que não somos um estado de direito (como desde há muitos anos se podia luminosamente perceber). Gostamos de enunciar princípios e ideias, desde que tudo seja gratuito: é-nos estranha a ideia de aceitar as consequências desagradáveis deles; no limite, aceitamos que valham no bom tempo. Ora, agora os tempos vão maus, só faltava a maçada dos princípios para ajudar à perdição da colheita. É a nossa ruralidade de país com pouca terra de boa semeadura, onde hoje, como ontem, há fome.
Sendo assim, a única novidade de vulto é terem ficado esta ordem de coisas, estes fingimentos arrebicados, para inglês ver, mais à vista.
De resto, nada que se não resolva em três parágrafos de surrobeco.
Há alguns protestos? Pois deixá-los haver, pensam eles para com os seus botões.

segunda-feira, janeiro 04, 2010

Há os convictos, mas campeiam os vendidos: dizem que «tem de ser» e na «inevitabilidade» da coisa com a etiqueta do preço dessas atoleimadas certezas ainda dependurada na rutilante sensatez que é suposto ornar quem se ocupa destas coisas grandes que não estão ao nosso alcance.
É muito cansativo viver num país subdesenvolvido e sem dignidade.

domingo, janeiro 03, 2010

sábado, janeiro 02, 2010