domingo, Outubro 26, 2014

Muda a hora e hoje será quase noite às seis da tarde.
A última leitura foi o  último livro do Murakami, Colorless Tsukuru Tazaki and His Years of Pilgrimage

Esta peça de Liszt - le mal du pays a que estão sujeitos de diversos modos os peregrinos - perpassa pela obra. A interpretação preferida pelo autor é esta de Lazar Berman. Além dele, apenas Claudio Arrau poderia aliar o domínio técnico à sentimentalidade com resguardo do mau gosto (não posso deixar de pensar no trabalho que temos a delimitar os sentimentos da falta de gosto).


domingo, Agosto 03, 2014

1 de Agosto!


HENRI LABASQUE, “Scene de plage”, Oil on canvas – courtesy of the Guarisco Gallery, Washington DC. 

sexta-feira, Junho 06, 2014

domingo, Abril 20, 2014

Boa Páscoa!


Não, o Impensável não acabou. Deixou de ser um hábito, mas nada mais persistente e inesperado do  que um velho hábito.

terça-feira, Dezembro 24, 2013

Natal 2013

O temporal tem sido medonho. A energia eléctrica falhou há uma meia hora.
Escrevo do IPad, tirando algum prazer do facto de dispor de perto de mil minutos de ligação móvel. 
E tudo isto, e o que falta de disposição de explicar o desaparecimento dos "posts", para desejar  a todos os leitores e ex-leitores deste "blog" 
um
SANTO NATAL!

domingo, Setembro 22, 2013

Este blog faz hoje 10 anos.
Tempo mais do que suficiente para que o A. - hoje com letra grande - do seu início seja já um pouco diferente de quem escreve estas linhas comemorativas.

O entusiasta bloguista já não habita aqui.
Uma vista de olhos: estão longe os quinhentos e muitos "posts" de 2008, o ano mais ocupado. Em 2012, foram menos de cem e este ano ainda não foram trinta, sequer!

Faria todo o sentido acabar, verificada a caducidade de uma vontade, se não fosse ela menos do A. do que deste blog lui-même (que é, também, a mais do que um repositório das crenças e aflições do escrevedor  - que acaba de verificar, com algum espanto, aliás, que são muitas as datas de dias seus atribulados que no Impensável são serenos, amenos, dias), vontade de blog  que parece  querer erigir-se, por piedosa vaidade e omissão,  em testemunho da divulgação da internet em Portugal - e da passagem dos primeiros entusiasmos.

E aqui fica ele, por isso,  monumentando, como parece querer, ao modo de um velho chafariz pitoresco que as pessoas visitam. Sempre foi bucólico.



segunda-feira, Setembro 16, 2013

The Outing*

An outburst of anger near the road, a refusal to speak on the path, a silence in the pine woods, a silence across the old railroad bridge, an attempt to be friendly in the water, a refusal to end the argument on the flat stones, a cry of anger on the steep bank of dirt, a weeping among the bushes.

Lydia Davis

Davis é a minha descoberta literária mais reconfortante dos últimos anos.


* Atente-se:
 Outing
 1. An excursion, typically a pleasure trip.
 2. A walk outdoors.

terça-feira, Setembro 10, 2013

Ontem, de repente, um bem-estar, um frio...
É isso, ontem  tive frio. 
A civilização não tarda!

quinta-feira, Julho 11, 2013

O que se segue é asqueroso e imoral, é a negação da democracia e do estado de direito.

‹‹A câmara avançou agora para o Constitucional por considerar, segundo o "Público", que a obrigatoriedade de divulgar este tipo de documentos "abre caminho a que todas as decisões políticas e documentos que as corporizam fiquem sujeitas ao escrutínio público e, eventualmente, judicial, o que irá conduzir, inevitavelmente, à diminuição/perda da autonomia que deve caracterizar o exercício do poder político".››

E rematam:

"Não se trata aqui de esconder o que quer que seja do domínio público, trata-se é de proteger a reserva das discussões e documentos de cariz político" destinados a ajudar na tomada de decisões, "essas sim públicas", sustenta igualmente a autarquia. 

(no Público de ontem)

O hábito de cozinhar as decisões nas lojas a recato do Povo, dá nisto

(e já têm o desplante de escrever estas obscenidades).

Acontece que entidades públicas não têm segredos privados, nem há decisões privadas de eleitos sobre coisas públicas - a não ser em casos excepcionalíssimos que não podem passar disso mesmo, de excepcionalíssimas excepções ao princípio do livre escrutínio popular - que é um direito e um dever de todos.
Aqui, para poder aquilatar, por si, do estado do assunto.

segunda-feira, Julho 08, 2013

Creio que não é errado dizer, depois de ver a recepção  da ministra das finanças portuguesa lá fora, que Portas passou a vice-primeiro ministro de Maria Luís Albuquerque.

sábado, Julho 06, 2013


Sobre a crise: "foi tudo nervos", um grande ataque de nervos.

A Alemanha vela - felizmente.


quarta-feira, Julho 03, 2013

O governo dissolve-se perante a inevitabilidade de, finalmente, ter de cortar a despesa do estado.

Há pouco, representantes do sistema - que deixaram esta gente a mandar nisto (sem perceber que, a partir de 2008, a coisa pública  não podia estar nas mãos de gangsters políticos ou  de ineptos) davam alguns sinais de vida, mas pode ser tarde de mais, até para eles.

Nota - o discurso do primeiro-ministro (mas toda a situação, não esquecendo o ministro dos negócios estrangeiros, longe de uma saída  honrosa) é o espelho de uma infantilidade e imperícia políticas assustadoras.

terça-feira, Julho 02, 2013

Miguel Beleza cita Machado a propósito dos erros de Gaspar


Caminante, son tus huellas
el camino, y nada más;
caminante, no hay camino,
se hace camino al andar.
Al andar se hace camino,
y al volver la vista atrás
se ve la senda que nunca
se ha de volver a pisar.
Caminante, no hay camino,
sino estelas en la mar.


Uma novidade, num país de fatalistas.