Entendamo-nos:
a LÍNGUA PORTUGUESA não é propriedade de bandalhos nem serve para negociatas.
quinta-feira, maio 14, 2015
sábado, fevereiro 07, 2015
Ou se acha graça ou não. Achei alguma - e como sempre nestes assuntos, não sei exactamente bem porquê (a
pequenez do mundo, a profusão de referências?), quando percebi que a mulher do
primeiro-ministro inglês é bisneta de Enid Bagnol (Lady Jones) a autora de, entre outras coisas, The Chalk Garden que foi uma amiga e quase noiva de Antoine
Bibesco, por sua vez um dos grandes amigos de Proust (o que tentou arrancar de Gide - um bom exemplo da miopia da intelectualidade oficial - a
publicação do Côté de Chez Swann). Bibesco acabou por casar com uma filha do 1º ministro britânico Asquith e a sua filha, Priscilla, foi afilhada de Proust e da Rainha Alexandra, mas a Princesa Bibesco nunca referia the Proust conection.
Coisas que se sabem quando se lêem, sem rebuço, as cartas dos outros e se lêem os obituários.
Coisas que se sabem quando se lêem, sem rebuço, as cartas dos outros e se lêem os obituários.
quarta-feira, dezembro 31, 2014
quarta-feira, dezembro 24, 2014
domingo, novembro 16, 2014
domingo, outubro 26, 2014
A última leitura foi o último livro do Murakami, Colorless Tsukuru Tazaki and His Years of Pilgrimage
Esta peça de Liszt - le mal du pays a que estão sujeitos de diversos modos os peregrinos - perpassa pela obra. A interpretação preferida pelo autor é esta de Lazar Berman. Além dele, apenas Claudio Arrau poderia aliar o domínio técnico à sentimentalidade com resguardo do mau gosto (não posso deixar de pensar no trabalho que temos a delimitar os sentimentos da falta de gosto).
Esta peça de Liszt - le mal du pays a que estão sujeitos de diversos modos os peregrinos - perpassa pela obra. A interpretação preferida pelo autor é esta de Lazar Berman. Além dele, apenas Claudio Arrau poderia aliar o domínio técnico à sentimentalidade com resguardo do mau gosto (não posso deixar de pensar no trabalho que temos a delimitar os sentimentos da falta de gosto).
domingo, agosto 03, 2014
domingo, abril 20, 2014
terça-feira, dezembro 24, 2013
Natal 2013
O temporal tem sido medonho. A energia eléctrica falhou há uma meia hora.
Escrevo do IPad, tirando algum prazer do facto de dispor de perto de mil minutos de ligação móvel.
E tudo isto, e o que falta de disposição de explicar o desaparecimento dos "posts", para desejar a todos os leitores e ex-leitores deste "blog"
um
SANTO NATAL!
domingo, setembro 22, 2013
Este blog faz hoje 10 anos.
Tempo mais do que suficiente para que o A. - hoje com letra grande - do seu início seja já um pouco diferente de quem escreve estas linhas comemorativas.
O entusiasta bloguista já não habita aqui.
Uma vista de olhos: estão longe os quinhentos e muitos "posts" de 2008, o ano mais ocupado. Em 2012, foram menos de cem e este ano ainda não foram trinta, sequer!
Faria todo o sentido acabar, verificada a caducidade de uma vontade, se não fosse ela menos do A. do que deste blog lui-même (que é, também, a mais do que um repositório das crenças e aflições do escrevedor - que acaba de verificar, com algum espanto, aliás, que são muitas as datas de dias seus atribulados que no Impensável são serenos, amenos, dias), vontade de blog que parece querer erigir-se, por piedosa vaidade e omissão, em testemunho da divulgação da internet em Portugal - e da passagem dos primeiros entusiasmos.
E aqui fica ele, por isso, monumentando, como parece querer, ao modo de um velho chafariz pitoresco que as pessoas visitam. Sempre foi bucólico.
Tempo mais do que suficiente para que o A. - hoje com letra grande - do seu início seja já um pouco diferente de quem escreve estas linhas comemorativas.
O entusiasta bloguista já não habita aqui.
Uma vista de olhos: estão longe os quinhentos e muitos "posts" de 2008, o ano mais ocupado. Em 2012, foram menos de cem e este ano ainda não foram trinta, sequer!
Faria todo o sentido acabar, verificada a caducidade de uma vontade, se não fosse ela menos do A. do que deste blog lui-même (que é, também, a mais do que um repositório das crenças e aflições do escrevedor - que acaba de verificar, com algum espanto, aliás, que são muitas as datas de dias seus atribulados que no Impensável são serenos, amenos, dias), vontade de blog que parece querer erigir-se, por piedosa vaidade e omissão, em testemunho da divulgação da internet em Portugal - e da passagem dos primeiros entusiasmos.
E aqui fica ele, por isso, monumentando, como parece querer, ao modo de um velho chafariz pitoresco que as pessoas visitam. Sempre foi bucólico.
segunda-feira, setembro 16, 2013
The Outing*
An outburst of anger near the road, a refusal to speak on the path, a silence in the pine woods, a silence across the old railroad bridge, an attempt to be friendly in the water, a refusal to end the argument on the flat stones, a cry of anger on the steep bank of dirt, a weeping among the bushes.
Lydia Davis
Davis é a minha descoberta literária mais reconfortante dos últimos anos.
* Atente-se:
Outing
An outburst of anger near the road, a refusal to speak on the path, a silence in the pine woods, a silence across the old railroad bridge, an attempt to be friendly in the water, a refusal to end the argument on the flat stones, a cry of anger on the steep bank of dirt, a weeping among the bushes.
Lydia Davis
Davis é a minha descoberta literária mais reconfortante dos últimos anos.
* Atente-se:
Outing
1. An excursion, typically a pleasure trip.
2. A walk outdoors.
terça-feira, setembro 10, 2013
quinta-feira, julho 11, 2013
O que se segue é asqueroso e imoral, é a negação da democracia e do estado de direito.
(no Público de ontem)
O hábito de cozinhar as decisões nas lojas a recato do Povo, dá nisto
(e já têm o desplante de escrever estas obscenidades).
Acontece que entidades públicas não têm segredos privados, nem há decisões privadas de eleitos sobre coisas públicas - a não ser em casos excepcionalíssimos que não podem passar disso mesmo, de excepcionalíssimas excepções ao princípio do livre escrutínio popular - que é um direito e um dever de todos.
Aqui, para poder aquilatar, por si, do estado do assunto.
‹‹A câmara avançou agora para o Constitucional por considerar, segundo o
"Público", que a obrigatoriedade de divulgar este tipo de documentos
"abre caminho a que todas as decisões políticas e documentos que as
corporizam fiquem sujeitas ao escrutínio público e, eventualmente,
judicial, o que irá conduzir, inevitavelmente, à diminuição/perda da
autonomia que deve caracterizar o exercício do poder político".››
E rematam:
E rematam:
"Não se trata aqui de esconder o que quer que seja do domínio
público, trata-se é de proteger a reserva das discussões e documentos de
cariz político" destinados a ajudar na tomada de decisões, "essas sim
públicas", sustenta igualmente a autarquia.
O hábito de cozinhar as decisões nas lojas a recato do Povo, dá nisto
(e já têm o desplante de escrever estas obscenidades).
Acontece que entidades públicas não têm segredos privados, nem há decisões privadas de eleitos sobre coisas públicas - a não ser em casos excepcionalíssimos que não podem passar disso mesmo, de excepcionalíssimas excepções ao princípio do livre escrutínio popular - que é um direito e um dever de todos.
Aqui, para poder aquilatar, por si, do estado do assunto.
segunda-feira, julho 08, 2013
sábado, julho 06, 2013
quarta-feira, julho 03, 2013
O governo dissolve-se perante a inevitabilidade de, finalmente, ter de cortar a despesa do estado.
Há pouco, representantes do sistema - que deixaram esta gente a mandar nisto (sem perceber que, a partir de 2008, a coisa pública não podia estar nas mãos de gangsters políticos ou de ineptos) davam alguns sinais de vida, mas pode ser tarde de mais, até para eles.
Nota - o discurso do primeiro-ministro (mas toda a situação, não esquecendo o ministro dos negócios estrangeiros, longe de uma saída honrosa) é o espelho de uma infantilidade e imperícia políticas assustadoras.
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