quinta-feira, junho 06, 2013
Junho. O tempo passa.
Há dias, um político perguntava-se sobre o porquê do salazarismo ter demorado tanto.
Entretanto, na televisão, uma criada de Salazar veio visitar o Palácio de S. Bento.
Conta hábitos frugais e o relato das poupanças faz ressaltar a ironia: na altura, Portugal crescia quase 10% ao ano... Hoje, o inquilino de um palácio de São Bento sofisticado dirige um país falido.
Está-se a pensar nestes desconsertos quando se vê a empregada que, na Feira do Livro, encontrou, ocasionalmente, Santana Lopes, que ocupou o mesmo lugar de Salazar: a chefia do governo português.
Não sei porquê penso no monólogo de Alfred Doolittle, pai de Elisa.
A questão é que indignos ou dignos, a apoiar - ou tolerar - uma ditadura ou a viver em democracia, as necessidades são as mesmas - e cada vez temos menos.
quarta-feira, maio 22, 2013
Ver o afã com que em alguns blogs ditos conservadores se aceita a adopção por homossexuais.
Em alguns deles chega a ser doloroso observar quanto querem agradar aos donos da agenda política. Seria caso para dizer, aos pais adoptivos.
Interessante ainda verificar como a adopção é menos vista no que tem de sacrifício por outrém, pela criança adoptada - como bem lembra Scruton - em detrimento da concepção que mais se aproxima da ficção jurídica romana, em que um filho adoptivo servia sobretudo os interesses do pai, de que constituia, muitas vezes, um troféu.
A Varela, como já se deram conta os mais inteligentes, é uma representante fiel do regime - possidónio, falido e caduco - a que não falta o habitual ódio ao ar fresco).
Por isso, já começaram as operações de contenção de danos - que vão ao ponto de retratar Varela como "tia da linha", quando se trata, bem pelo contrário , de alguém que vive - tudo leva a crer que bem - republicana e laicamente à conta de uma universidade pública.
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terça-feira, maio 07, 2013
quinta-feira, abril 25, 2013
À tarde, encontrei uns botões-de-punho caros, comprados há 2 ou 3 anos, e que tinha esquecido completamente.
Proibi-me lamentos por uns tempos.
Ah, o 25 de Abril: há uns anos, quando foi, pensei tratar-se do desaparecimento do último travão do "desenvolvimento". O fim do estado autoritário seria o caminho aberto para a agradável prosperidade europeia.
Estamos falidos e temos um estado que faria a inveja de Pombal e da Inquisição (os dois deram-se sempre bem, aliás, para quem ache o par desconchavado).
Proibi-me lamentos por uns tempos.
Ah, o 25 de Abril: há uns anos, quando foi, pensei tratar-se do desaparecimento do último travão do "desenvolvimento". O fim do estado autoritário seria o caminho aberto para a agradável prosperidade europeia.
Estamos falidos e temos um estado que faria a inveja de Pombal e da Inquisição (os dois deram-se sempre bem, aliás, para quem ache o par desconchavado).
segunda-feira, abril 15, 2013
É uma afirmação um pouco temerária* num blog: estes anos produziram em Portugal uma geração e meia (e contaminou outra) que, mesmo por entre os escombros, se delicia a auto-celebrar-se.
A coisa não é apenas portuguesa, mas por cá ganhou dimensões de monstruosidade.
É um espectáculo deprimente ver o que esta gente se cumprimenta, o que esta gente se admira e se estima e se festeja!
* De facto, sê-lo-ia, se o blog tivesse leitores.
A coisa não é apenas portuguesa, mas por cá ganhou dimensões de monstruosidade.
É um espectáculo deprimente ver o que esta gente se cumprimenta, o que esta gente se admira e se estima e se festeja!
* De facto, sê-lo-ia, se o blog tivesse leitores.
sábado, abril 13, 2013
quinta-feira, abril 04, 2013
quinta-feira, fevereiro 14, 2013
segunda-feira, fevereiro 11, 2013
sexta-feira, fevereiro 01, 2013
terça-feira, janeiro 22, 2013
segunda-feira, janeiro 14, 2013
quarta-feira, janeiro 02, 2013
«Agora, é evidente que, de três, uma: ou o
Brasil vai propor uma revisão do AO, ou tratará de a empreender pro domo
sua sem ouvir os outros países de língua portuguesa, ou fará como em
1945, deixando-o tornar-se letra morta por inércia pura e simples. No
primeiro caso, mostra-se a razão que tínhamos ao insistir na suspensão
do AO, a tempo, para revisão e correcção. A iniciativa deveria ter sido
portuguesa e muitos problemas teriam sido evitados. No segundo caso,
mostra-se além disso que continuamos a ser considerados um país pronto a
agachar-se à mercê das conveniências alheias. Com a desculpa, a raiar
um imperialismo enjoativo, da "unidade" da língua, em Portugal haverá
sempre umas baratas tontas disponíveis para se sujeitarem ao que quer
que o Brasil venha a resolver quanto à sua própria ortografia. Foi o que
se passou em 1986 e 1990. No terceiro caso, mostra-se ainda que
ficaremos reduzidos a uma insignificância internacional que foi criada
por nós mesmos.»
Vasco Graça Moura, no Diário de Notícias de hoje. Aqui.
Vasco Graça Moura, no Diário de Notícias de hoje. Aqui.
sábado, dezembro 29, 2012
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