segunda-feira, abril 15, 2013

É uma afirmação um pouco temerária* num blog: estes anos produziram em Portugal uma geração e meia (e contaminou outra) que, mesmo por entre os escombros, se delicia a auto-celebrar-se.

A coisa não é apenas portuguesa, mas por cá ganhou dimensões de monstruosidade.

É um espectáculo deprimente ver o que esta gente se cumprimenta, o que esta gente se admira e se estima e se festeja!

* De facto, sê-lo-ia, se o blog tivesse leitores.

sábado, abril 13, 2013

Notas da noite

1 - a antropologia ou é uma ontologia ou;

2 - Bergman usa as interpretações de Fournier. Podiam ser outras? Não.

segunda-feira, fevereiro 11, 2013

sexta-feira, fevereiro 01, 2013

Diz-se: desvendou-se o mistério, a verdade foi conhecida. Ora, nada mais misterioso do que a verdade.

terça-feira, janeiro 22, 2013

Todas as novidades - Aveux et anathèmes de Cioran, no caso, paru 1987 - começam a estar demasiado distantes.

segunda-feira, janeiro 14, 2013

É a estação das notícias sobre a  "desolação que assola a paisagem".

No Portugal de hoje, no dia de hoje, muito sereno, tépido, luminoso, compreende-se que a desolação é das ideias, das instituições, da mediocridade das gentes.

quarta-feira, janeiro 02, 2013

«Agora, é evidente que, de três, uma: ou o Brasil vai propor uma revisão do AO, ou tratará de a empreender pro domo sua sem ouvir os outros países de língua portuguesa, ou fará como em 1945, deixando-o tornar-se letra morta por inércia pura e simples. No primeiro caso, mostra-se a razão que tínhamos ao insistir na suspensão do AO, a tempo, para revisão e correcção. A iniciativa deveria ter sido portuguesa e muitos problemas teriam sido evitados. No segundo caso, mostra-se além disso que continuamos a ser considerados um país pronto a agachar-se à mercê das conveniências alheias. Com a desculpa, a raiar um imperialismo enjoativo, da "unidade" da língua, em Portugal haverá sempre umas baratas tontas disponíveis para se sujeitarem ao que quer que o Brasil venha a resolver quanto à sua própria ortografia. Foi o que se passou em 1986 e 1990. No terceiro caso, mostra-se ainda que ficaremos reduzidos a uma insignificância internacional que foi criada por nós mesmos.»

Vasco Graça Moura, no Diário de Notícias de hoje.  Aqui.

sábado, dezembro 29, 2012

As minhas deambulações pelo Facebook e a militância no anti-acordismo ortográfico tornaram este blog um lugar mais solitário do que soía.

segunda-feira, dezembro 03, 2012

Francisco Sá Carneiro -  ontem, dia 2 de Dezembro, fez 33 anos que ganhou as eleições - representava o que eu pensava então que seria o futuro de Portugal: a condução dos assuntos do país entregue a uma geração culta e cosmopolita, que anos de oposição afastara de ideias de facilidade e que conhecia  o país.
Com a sua morte - num 4 de Dezembro - comecei a entrever um destino mais confuso - ou antes, a antever  a entrega do país a quem dele não tinha uma ideia, uma visão. Estava, porém,  longe de supor que assistiríamos à demissão de toda uma classe - e de uma geração ? - e à entrega do poder  a arrivistas  medíocres, uns deles a roçar a mera delinquência.
A miséria a que conduziram o país e agora impera - em todas as acepções do termo, já que é ela a soberana - se não contribuiu para que ao poder volte gente mais preparada e mais densa tem, ao menos, a vantagem de ter feito cessar o grotesto espectáculo da bulimia.
Mas quando voltaremos a ter um primeiro-ministro com biblioteca?

sábado, dezembro 01, 2012


VIVA O 1º DE DEZEMBRO!
VIVA PORTUGAL!
Portugueses celebremos
O dia da redenção,
Em que valentes guerreiros
Nos deram livre a Nação.

A fé dos campos de Ourique,
Coragem deu e valor,
Aos famosos de quarenta,
Que lutaram com ardor.

P'rá Frente ! P'rá Frente !
Repetir saberemos as proezas Portuguesas
Avante, Avante,
É voz que soará triunfal,
Vá avante mocidade de Portugal,
Vá avante mocidade de Portugal.

sexta-feira, novembro 09, 2012

Everything is what it is: liberty is liberty, not equality or fairness or justice or culture, or human happiness or a quiet conscience.

Sir Isaiah Berlin.

A lembrar hoje, que faz anos que caiu o Muro de Berlim

quinta-feira, novembro 01, 2012

Parece que estão cá uns senhores estrangeiros para reformarem o estado.
Acho bem.
Quem havia de o fazer?