quinta-feira, setembro 13, 2012

Aqui

A mais importante e notável meditação sobre o nosso destino próximo.

A ver absolutamente, esta entrevista da Dra. Manuela Ferreira Leite.

segunda-feira, setembro 10, 2012

Pequeno intervalo:
este governo é medíocre.
Não é com cachopos - como dizia há dias um trasmontano - e vigaristas que se sai daqui.
O resto...

quinta-feira, setembro 06, 2012

1 Este calor usurpa a tepidez deste tempo,  a melhor época do ano, calma, serena. 

2 Muitas vezes volto aos livros que não li.

quarta-feira, setembro 05, 2012

Em tudo o que não se traduza em pagar encomendas, Portugal parece estar a caminho do 3º mundo.
Factos

1 Num país com fogos violentos,  a locutora, com um ar tristonho, avisa que o bom tempo vai acabar para a semana. A frivolidade desta gente é inacreditável!

2 O tédio pode ter horas de grande agitação.

3 Creio que tenho de me considerar um fraco leitor - uma denominação que considerava,  ainda há pouco tempo, poder vir a ser-me aplicável. Mas a verdade é que há muito tempo que não sou o "ávido leitor" da adolescência.

segunda-feira, setembro 03, 2012

Sem ter dado por isso, e sem qualquer preparação, entre gavetas e coisas velhas.
Acabo a ler Krapp's Last Tape.

Now the day is over,
Night is drawing nigh-igh,
Shadows--(coughing, then almost inaudible)--of the evening
Steal across the sky.

domingo, setembro 02, 2012

O déficit está fora de controlo. Nada de surpreendente: mesmo quando se pretende que tudo mude para que tudo fique na mesma - na fórmula do Príncipe de Lampedusa, que o actual governo português parece ter adoptado - é necessário mudar alguma coisa.
E nada foi feito para além de meter a mão nas algibeiras  dos portugueses - o que, infelizmente, não constitui uma mudança.

sexta-feira, agosto 17, 2012

Festejos de Verão

Le temps fuit et sans retour
Emporte nos tendresses,
Loin de cet heureux séjour
Le temps fuit sans retour.

Zéphyrs embrasés,
Versez-nous vos caresses,
Zéphyrs embrasés,
Donnez-nous vos baisers!
vos baisers! vos baisers! Ah!

Belle nuit, ô nuit d'amour,
Souris à nos ivresses,
Nuit plus douce que le jour,
Ô belle nuit d'amour!
Ah! Souris à nos ivresses!
Nuit d'amour, ô nuit d'amour!
Ah! ah! ah! ah!! ah! ah! ah! ah! ah

Les contes d'Hoffmann
Jacques Offenbachah!

sexta-feira, agosto 03, 2012

O distância do poder - mesmo quando provocada por um exílio voluntário - não assegura, por si, qualquer lucidez no juízo do mundo.. A sapiência da renúncia deve esgotar-se em si mesma e, quando perfeita torna o mundo supérfluo, não mais "compreensível".

segunda-feira, julho 23, 2012

Até onde podemos traçar a linha da única religião portuguesa, o culto do estado?
D. João II ou o Marquês de Pombal que mataram com abundância - e o segundo fez uma inexplicada grande fortuna - são figuras impingidas aos portugueses como grandes estadistas.
Camilo Castelo Branco denunciou o culto republicano do Pombal, mas creio que estava a ser optimista: o culto da brutalidade e autoritarismo estatais são devoções nacionais.
Agora, mesmo sem personificações plausíveis, crê-se ainda assim nesta divindade até à extorsão total.
O FMI, que já terá percebido o carácter profundamente perverso da religião de estado portuguesa, preveniu que a diminuição do déficit (uma heresia, afinal) teria de ser feita pelo lado da receita.
Será uma tarefa quase impossível.

quarta-feira, julho 11, 2012

Nortada, como sempre, no Verão de Portugal. Na segunda quinzena de Julho, o vento caía e vinha calor, os dias mais quentes do ano. Depois, com Agosto, o vento voltava, de noroeste, atlântico e fresco.

quinta-feira, julho 05, 2012

O estado português distorceu até despedaçar o mercado de arrendamento. Fê-lo à custa do direito de propriedade, pela limitação da liberdade contratual. Parte foi oportunismo, parte falta de princípios e o restante aquele misto de ignorância e construtivismo social - que, em Portugal, esquerda e direita partilham. O resultado de tudo isso, para além da liquidação física das cidades, com a perda de património cultural material e imaterial, foi forçar os portugueses à compra de casa, para que milhares deles não tinham meios. Agora, querem devolver aos bancos as casas que deixaram de poder pagar e o Poder, que é sempre generoso com o dinheiro e direitos alheios, quer alterar o regime da garantia das obrigações. Acontece, porém, que lá fora, os credores (que vivem no estranho mundo dos adultos), ao perceberem este delírio manso - mas devastador dos mais elementares e universais princípios do direito dos contratos, acabaram de explicar aos bancos portugueses que terão de assinalar as imparidades (perdas) que surgirão dessa mudança de regime, o que pode atrasar em anos a possibilidade de poderem financiar-se, por eles, no mercados, com a consequente escassez de crédito ... Por uma vez estes imbecis vão perceber algo de muito simples: não há vantagens sem desvantagens. Perceberão?

quarta-feira, julho 04, 2012

As últimas notícias da partícula de Deus
do Público


«Suponhamos que o Higgs é um jornalista e que as outras partículas subatómicas são figuras políticas que atravessam uma sala (o Universo). O movimento - a velocidade de deslocação - de cada político dentro do grupo de jornalistas (o campo de Higgs) será mais ou menos lento dependendo do número de jornalistas que os querem entrevistar e que se aglutinam à sua volta.

Quanto mais jornalistas (mais Higgs) o político tiver a travar a sua passagem, maior o peso mediático desse político... ou seja, maior a massa dessa partícula. Pelo contrário, um político que ninguém está interessado em entrevistar será mais leve (terá menos massa) e poderá deslocarse no meio dos jornalistas sem abrandar tanto, interagindo muito menos com o campo de Higgs.»

Impossível que o Impensavel não assinalasse a suspeita desta descoberta.


Nota: As notícias em inglês contêm estranhas palavras  (e.g. "physics", "science") que aqui são tidas por "arcaísmos".