Pequeno intervalo:
este governo é medíocre.
Não é com cachopos - como dizia há dias um trasmontano - e vigaristas que se sai daqui.
O resto...
segunda-feira, setembro 10, 2012
quinta-feira, setembro 06, 2012
quarta-feira, setembro 05, 2012
Factos
1 Num país com fogos violentos, a locutora, com um ar tristonho, avisa que o bom tempo vai acabar para a semana. A frivolidade desta gente é inacreditável!
2 O tédio pode ter horas de grande agitação.
3 Creio que tenho de me considerar um fraco leitor - uma denominação que considerava, ainda há pouco tempo, poder vir a ser-me aplicável. Mas a verdade é que há muito tempo que não sou o "ávido leitor" da adolescência.
1 Num país com fogos violentos, a locutora, com um ar tristonho, avisa que o bom tempo vai acabar para a semana. A frivolidade desta gente é inacreditável!
2 O tédio pode ter horas de grande agitação.
3 Creio que tenho de me considerar um fraco leitor - uma denominação que considerava, ainda há pouco tempo, poder vir a ser-me aplicável. Mas a verdade é que há muito tempo que não sou o "ávido leitor" da adolescência.
segunda-feira, setembro 03, 2012
domingo, setembro 02, 2012
O déficit está fora de controlo. Nada de surpreendente: mesmo quando se pretende que tudo mude para que tudo fique na mesma - na fórmula do Príncipe de Lampedusa, que o actual governo português parece ter adoptado - é necessário mudar alguma coisa.
E nada foi feito para além de meter a mão nas algibeiras dos portugueses - o que, infelizmente, não constitui uma mudança.
E nada foi feito para além de meter a mão nas algibeiras dos portugueses - o que, infelizmente, não constitui uma mudança.
sábado, setembro 01, 2012
sexta-feira, agosto 17, 2012
Festejos de Verão
Le temps fuit et sans retour
Emporte nos tendresses,
Loin de cet heureux séjour
Le temps fuit sans retour.
Zéphyrs embrasés,
Versez-nous vos caresses,
Zéphyrs embrasés,
Donnez-nous vos baisers!
vos baisers! vos baisers! Ah!
Belle nuit, ô nuit d'amour,
Souris à nos ivresses,
Nuit plus douce que le jour,
Ô belle nuit d'amour!
Ah! Souris à nos ivresses!
Nuit d'amour, ô nuit d'amour!
Ah! ah! ah! ah!! ah! ah! ah! ah! ah
Les contes d'Hoffmann
Jacques Offenbachah!
Le temps fuit et sans retour
Emporte nos tendresses,
Loin de cet heureux séjour
Le temps fuit sans retour.
Zéphyrs embrasés,
Versez-nous vos caresses,
Zéphyrs embrasés,
Donnez-nous vos baisers!
vos baisers! vos baisers! Ah!
Belle nuit, ô nuit d'amour,
Souris à nos ivresses,
Nuit plus douce que le jour,
Ô belle nuit d'amour!
Ah! Souris à nos ivresses!
Nuit d'amour, ô nuit d'amour!
Ah! ah! ah! ah!! ah! ah! ah! ah! ah
Les contes d'Hoffmann
Jacques Offenbachah!
sexta-feira, agosto 03, 2012
segunda-feira, julho 23, 2012
Até onde podemos traçar a linha da única religião portuguesa, o culto do estado?
D. João II ou o Marquês de Pombal que mataram com abundância - e o segundo fez uma inexplicada grande fortuna - são figuras impingidas aos portugueses como grandes estadistas.
Camilo Castelo Branco denunciou o culto republicano do Pombal, mas creio que estava a ser optimista: o culto da brutalidade e autoritarismo estatais são devoções nacionais.
Agora, mesmo sem personificações plausíveis, crê-se ainda assim nesta divindade até à extorsão total.
O FMI, que já terá percebido o carácter profundamente perverso da religião de estado portuguesa, preveniu que a diminuição do déficit (uma heresia, afinal) teria de ser feita pelo lado da receita.
Será uma tarefa quase impossível.
D. João II ou o Marquês de Pombal que mataram com abundância - e o segundo fez uma inexplicada grande fortuna - são figuras impingidas aos portugueses como grandes estadistas.
Camilo Castelo Branco denunciou o culto republicano do Pombal, mas creio que estava a ser optimista: o culto da brutalidade e autoritarismo estatais são devoções nacionais.
Agora, mesmo sem personificações plausíveis, crê-se ainda assim nesta divindade até à extorsão total.
O FMI, que já terá percebido o carácter profundamente perverso da religião de estado portuguesa, preveniu que a diminuição do déficit (uma heresia, afinal) teria de ser feita pelo lado da receita.
Será uma tarefa quase impossível.
quarta-feira, julho 11, 2012
terça-feira, julho 10, 2012
sábado, julho 07, 2012
quinta-feira, julho 05, 2012
O estado português distorceu até despedaçar o mercado de arrendamento. Fê-lo à custa do direito de propriedade, pela limitação da liberdade contratual. Parte foi oportunismo, parte falta de princípios e o restante aquele misto de ignorância e construtivismo social - que, em Portugal, esquerda e direita partilham.
O resultado de tudo isso, para além da liquidação física das cidades, com a perda de património cultural material e imaterial, foi forçar os portugueses à compra de casa, para que milhares deles não tinham meios.
Agora, querem devolver aos bancos as casas que deixaram de poder pagar e o Poder, que é sempre generoso com o dinheiro e direitos alheios, quer alterar o regime da garantia das obrigações.
Acontece, porém, que lá fora, os credores (que vivem no estranho mundo dos adultos), ao perceberem este delírio manso - mas devastador dos mais elementares e universais princípios do direito dos contratos, acabaram de explicar aos bancos portugueses que terão de assinalar as imparidades (perdas) que surgirão dessa mudança de regime, o que pode atrasar em anos a possibilidade de poderem financiar-se, por eles, no mercados, com a consequente escassez de crédito ...
Por uma vez estes imbecis vão perceber algo de muito simples: não há vantagens sem desvantagens. Perceberão?
quarta-feira, julho 04, 2012
As últimas notícias da partícula de Deus
do Público
«Suponhamos que o Higgs é um jornalista e que as outras partículas subatómicas são figuras políticas que atravessam uma sala (o Universo). O movimento - a velocidade de deslocação - de cada político dentro do grupo de jornalistas (o campo de Higgs) será mais ou menos lento dependendo do número de jornalistas que os querem entrevistar e que se aglutinam à sua volta.
Quanto mais jornalistas (mais Higgs) o político tiver a travar a sua passagem, maior o peso mediático desse político... ou seja, maior a massa dessa partícula. Pelo contrário, um político que ninguém está interessado em entrevistar será mais leve (terá menos massa) e poderá deslocarse no meio dos jornalistas sem abrandar tanto, interagindo muito menos com o campo de Higgs.»
Impossível que o Impensavel não assinalasse a suspeita desta descoberta.
Nota: As notícias em inglês contêm estranhas palavras (e.g. "physics", "science") que aqui são tidas por "arcaísmos".
do Público
«Suponhamos que o Higgs é um jornalista e que as outras partículas subatómicas são figuras políticas que atravessam uma sala (o Universo). O movimento - a velocidade de deslocação - de cada político dentro do grupo de jornalistas (o campo de Higgs) será mais ou menos lento dependendo do número de jornalistas que os querem entrevistar e que se aglutinam à sua volta.
Quanto mais jornalistas (mais Higgs) o político tiver a travar a sua passagem, maior o peso mediático desse político... ou seja, maior a massa dessa partícula. Pelo contrário, um político que ninguém está interessado em entrevistar será mais leve (terá menos massa) e poderá deslocarse no meio dos jornalistas sem abrandar tanto, interagindo muito menos com o campo de Higgs.»
Impossível que o Impensavel não assinalasse a suspeita desta descoberta.
Nota: As notícias em inglês contêm estranhas palavras (e.g. "physics", "science") que aqui são tidas por "arcaísmos".
segunda-feira, julho 02, 2012
O manjerico deste ano tinha-se transformado, à tarde, num chorão exangue, situação tão mais lamentável quanto a rega tinha sido pensada com cuidado, para evitar excessos.
Acudiu-se-lhe com água e, passado uma hora, pareceu começar a recompor-se, mas ainda sem deixar de inspirar os maiores cuidados.
Mas tudo correu bem e hoje lá está, fresco e viçoso. Para lhe prestar socorro ficou interrompida a leitura da Apologie que Montaigne faz de de Raimond Sebond, o teólogo natural.
Mas tudo correu bem e hoje lá está, fresco e viçoso. Para lhe prestar socorro ficou interrompida a leitura da Apologie que Montaigne faz de de Raimond Sebond, o teólogo natural.
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