quarta-feira, junho 20, 2012

                   Campainha e interruptor da luz de cabeceira de um  conhecido hotel português. A fotografia 
é de ontem.

«Bientôt minuit. C'est l'instant où le malade, qui a été obligé de partir en voyage et a dû coucher dans un hôtel inconnu, réveillé par une crise, se réjouit en apercevant sous la porte une raie de jour. Quel bonheur, c'est déjà le matin! Dans un moment les domestiques seront levés, il pourra sonner, on viendra lui porter secours. L'espérance d'être soulagé lui donne du courage pour souffrir. Justement il a cru entendre des pas; les pas se rapprochent, puis s'éloignent.
Et la raie de jour qui était sous sa porte a disparu. C'est minuit; on vient d'éteindre le gaz; le dernier domestique est parti et il faudra rester toute la nuit à souffrir sans remède.»

Proust, RTP, Du côté de chez Swann

segunda-feira, junho 18, 2012



In paradisum deducant te angeli
Ao paraíso possam os Anjos levar-te.
in tuo adventu 
À tua chegada
suscipiant te martyres,
recebam-te os Mártires,  
et perducant te 
e guiem-te
in civitatem sanctam Jerusalem. 
à cidade santa, Jerusalém.
Chorus angelorum te suscipiat, 
Recebam-te os coros dos Anjos,
et cum Lazaro quondam paupere 
e com Lázaro, outrora pobre, 
aeternam habeas requiem.
possas ter  o eterno descanso.

Em memória de LA.F. - um comentador deste "blog".


domingo, junho 10, 2012

                                                    DIA DE PORTUGAL E DE CAMÕES


sexta-feira, junho 08, 2012

Medina Carreira em entrevista ao “i” «Tenho para mim como certo que a origem da presente crise do Ocidente emerge da sua desindustrialização e da dependência energética, com custos crescentes. Foi isso que afundou as economias e foi esse afundamento que motivou os endividamentos já referidos, destinados a evitar uma quebra acentuada do padrão de vida ocidental. Entre nós, sentem-se também os efeitos da incompetência e da irresponsabilidade governativa vigente nos últimos anos. A fragilidade económica ocidental gerou os endividamentos e foram estes que originaram o subprime americano, tanto quanto a chamada crise das dívidas soberanas na Europa. A crise da zona euro surge na sequência desses factos. Sem se enfrentar esta realidade mais ampla, os esforços em curso na Europa do euro, mesmo que bem sucedidos, não evitarão a progressiva decadência do Ocidente. Neste emaranhado de circunstâncias, de que ainda não se fala em Portugal, as árvores são a austeridade, a falta de crescimento e o desemprego. Estão na orla da floresta e por isso são visíveis por todos. Mas a reviravolta do mundo, que é tudo o resto que a liberalização económica provocou, ultrapassa a Europa e o euro, e constitui a verdadeira floresta em que avançamos, desorientados.» Medina Carreira não é o senhor pitoresco, caturra e ultrapassado que nos avisava e tinha razão acerca dos “desafios” de Sócrates. Medina Carreira pensa, verdadeiramente, actividade que ocupa pouca gente em Portugal e menos ainda quando se trata de questionar a nossa civilização - ou aspectos dela - actividade deixada pouco mais o que à ficção científica.
Humberto Coelho pronunciou-se sobre a polémica que rodeia os jogadores. Espera-se, a todo o momento, uma reacção do secretário Viegas da cultura.

quarta-feira, junho 06, 2012

Les sanglots longs
Des violons
De l'automne
Blessent mon coeur
D'une langueur
Monotone.

Tout suffocant
Et blême, quand
Sonne l'heure,
Je me souviens
Des jours anciens
Et je pleure

Et je m'en vais
Au vent mauvais
Qui m'emporte
Deçà, delà,
Pareil à la
Feuille morte.

Os primeiros versos emitidos pela BBC anunciaram à resistência francesa a iminência do desembarque aliado.
Foi há 68 anos e convém não esquecer.

terça-feira, junho 05, 2012

domingo, junho 03, 2012

Seria Impensável não assinalar o 60º aniversário da subida ao trono da Rainha Isabel II, um exemplo de dignidade e estoicismo no desempenho do seu cargo.
God Save their gracious Queen!

sexta-feira, junho 01, 2012

Mesmo para quem discorde, o afirmado pela Dra. Teodora Cardoso exprime uma reflexão e uma preocupação com questões decididamente sérias, coisa rara entre nós.

quinta-feira, maio 31, 2012

Balanço do mês de Maio: gente medíocre espia gente medíocre. (A mediocridade é majestática em Portugal). Déficit orçamental e execução do orçamento em perigo. Reformas que, por pura cobardia, continuam por fazer. Um primeiro-ministro sem rasgo que não soube aproveitar a ocasião. Esperam-nos tristíssimos tempos.

terça-feira, maio 22, 2012

Da entrevista da Dra. Maria do Carmo Vieira: Grego clássico, em Portugal, já não haverá ninguém a aprender; Latim é uma disciplina de opção. Literatura Portuguesa idem. Pode-se ser professor de português sem ter estudado latim ou literatura portuguesa. Assim, através da estupifidicação, se prepara um país para a Ditadura.

domingo, maio 20, 2012

Quando alguém perguntar o que significa «deus ex machina» pode-se ensaiar uma resposta: "O trovão de Hollande" ou, em francês, La Tonerre de Hollande.
No caso, um deus vingador da vulgaridade.
Os Domingos estão menos insuportáveis. O  seu mal-estar espalhou-se pelos outros dias da semana.

terça-feira, maio 15, 2012

sábado, maio 12, 2012


Bernardo Sassetti  morreu na quinta-feira.
« Quand les dégoûtés s’en vont, il reste les dégoûtants»

sexta-feira, maio 11, 2012

What made telephone conversation so interesting to one of the main progenitors of “conversational analysis”—a discipline that looks for the deep structures in our everyday talk—was not that it represented some bold break from traditional human communication, but that it is, in essence, pure talk, not contaminated by the suggestive glance, the gesture of a hand, a person’s body torque. Sifting through hundreds of hours of actual recorded calls from an array of sources, Schegloff rigorously dissected the dynamics in play when two people who cannot see each other talk: the turn taking, the “forced position repair” (that moment in a conversation when one realizes there has been a misunderstanding—“I thought you meant . . .”— and the participants must go backward in time to “fix” the conversational thread).

quinta-feira, maio 10, 2012

[...]
No tempo em que festejavam o dia dos meus anos,
Eu tinha a grande saúde de não perceber coisa nenhuma,
De ser inteligente para entre a família,
E de não ter as esperanças que os outros tinham por mim.
[...]

Álvaro de Campos, Aniversário