Um governo chefiado por um falso engenheiro, com uma resolução de «conselho de ministros», põe a andar um mecanismo de destruição da Língua Portuguesa.
Estas monstruosidades, produtos do atraso, do analfabetismo, da falta de espírito crítico, de falta de respeito pelo Património, ao serviço das ambições sul-americanas, como as podemos combater?
quinta-feira, março 29, 2012
domingo, março 25, 2012
terça-feira, março 20, 2012
A Primavera começou há bocadinho.
A primeira notícia a brotar não é agradável:
A primeira notícia a brotar não é agradável:
«De acordo com o estudo da consultora Ernst & Young, o crescimento
da Espanha, Grécia, Irlanda, Itália e Portugal, até 2015, não irá além
de 0,5% – um ritmo lento e incomparável com o progresso de 9% que os
restantes 12 países da zona euro deverão registar.
O ritmo de crescimento lento, a par com a quebra no investimento
público, taxa de desemprego elevada e recuo no consumo público e privado
são alguns dos indicadores que definem um país “pobre”.»
Trouxeram-nos aqui Cavacos palonços de poucas letras, Passos-khen, Marcelos inteligentíssimos e patéticos - um Gilles palrador - Pachecos, também inteligentíssimos (o que nós temos de gente inteligentíssima!) Toninhos Xavieres amáveis, Portas, alguns crápulas e um ou outro ganster.
Tudo isto funciona a 220 costaváquos.
Trouxeram-nos aqui Cavacos palonços de poucas letras, Passos-khen, Marcelos inteligentíssimos e patéticos - um Gilles palrador - Pachecos, também inteligentíssimos (o que nós temos de gente inteligentíssima!) Toninhos Xavieres amáveis, Portas, alguns crápulas e um ou outro ganster.
Tudo isto funciona a 220 costaváquos.
sábado, março 10, 2012
quinta-feira, março 08, 2012
sábado, março 03, 2012
Este artigo deve tomar-se como uma provocação, um convite a que meçamos as implicações daquilo que concedemos levianamente, por preguiça, ou por moda.
sexta-feira, março 02, 2012
quarta-feira, fevereiro 29, 2012
quinta-feira, fevereiro 23, 2012
Ash Wednesday
Because I do not hope to turn again
Because I do not hope
Because I do not hope to turn
Desiring this man's gift and that man's scope
I no longer strive to strive towards such things
(Why should the aged eagle stretch its wings?)
Why should I mourn
The vanished power of the usual reign?
Because I do not hope to know again
The infirm glory of the positive hour
Because I do not think
Because I know I shall not know
The one veritable transitory power
Because I cannot drink
There, where trees flower, and springs flow, for there is nothing again
Because I know that time is always time
And place is always and only place
And what is actual is actual only for one time
And only for one place
I rejoice that things are as they are and
I renounce the blessed face
And renounce the voice
Because I cannot hope to turn again
Consequently I rejoice, having to construct something
Upon which to rejoice
And pray to God to have mercy upon us
And pray that I may forget
These matters that with myself I too much discuss
Too much explain
Because I do not hope to turn again
Let these words answer
For what is done, not to be done again
May the judgement not be too heavy upon us
Because these wings are no longer wings to fly
But merely vans to beat the air
The air which is now thoroughly small and dry
Smaller and dryer than the will
Teach us to care and not to care
Teach us to sit still.
Pray for us sinners now and at the hour of our death
Pray for us now and at the hour of our death.
(.............................................................................)
T. S. Eliot
Because I do not hope to turn again
Because I do not hope
Because I do not hope to turn
Desiring this man's gift and that man's scope
I no longer strive to strive towards such things
(Why should the aged eagle stretch its wings?)
Why should I mourn
The vanished power of the usual reign?
Because I do not hope to know again
The infirm glory of the positive hour
Because I do not think
Because I know I shall not know
The one veritable transitory power
Because I cannot drink
There, where trees flower, and springs flow, for there is nothing again
Because I know that time is always time
And place is always and only place
And what is actual is actual only for one time
And only for one place
I rejoice that things are as they are and
I renounce the blessed face
And renounce the voice
Because I cannot hope to turn again
Consequently I rejoice, having to construct something
Upon which to rejoice
And pray to God to have mercy upon us
And pray that I may forget
These matters that with myself I too much discuss
Too much explain
Because I do not hope to turn again
Let these words answer
For what is done, not to be done again
May the judgement not be too heavy upon us
Because these wings are no longer wings to fly
But merely vans to beat the air
The air which is now thoroughly small and dry
Smaller and dryer than the will
Teach us to care and not to care
Teach us to sit still.
Pray for us sinners now and at the hour of our death
Pray for us now and at the hour of our death.
(.............................................................................)
T. S. Eliot
sábado, fevereiro 11, 2012
Público - O futuro dura muito tempo
Vasco Pulido Valente tem geralmente razão porque lê a realidade, enquanto a generalidade dos políticos e «fazedores de opinião» gosta de a recitar.
«[...] Os deputados da Assembleia da República espumavam de fúria e o Governo resolveu exibir a sua dignidade num comunicado seco e sentido. Toda essa gente se acha com certeza acima da crítica daqueles que lhe vão dando o pão de cada dia. Mas não lhe ocorre que não mereça o respeito de ninguém. Cá dentro, houve um pacto para não se falar do passado, ou seja, para nunca se apurarem as culpas do sarilho onde nos meteram. E o patriotismo serve para ir calando parcialmente o que se diz lá fora. Os príncipes e o pessoal menor da República andam por aí de "consciência tranquila" , como eles nos costumam garantir, a tratar com serenidade e deleite da sua preciosa vidinha.
Mesmo em portugueses, esta extraordinária ilusão não deixa de surpreender. O Estado falhou no essencial e foram eles que falharam. Não foi a Europa ou a América ou o "capitalismo selvagem" que falharam. Foram eles. Levar um povo inerme à falência e, a seguir, à miséria equivale, por exemplo, a perder uma guerra. São coisas que não se desculpam. A relativa resignação com que os portugueses se têm portado talvez leve a maioria do nosso funcionalismo político ao erro de supor que adquiriu uma espécie de imunidade perpétua e que nem agora, nem depois lhe pedirão contas. Mas, como já se vai vendo, a vontade de as pedir aumenta dia a dia e acabará inevitavelmente por se tornar geral.»
Vasco Pulido Valente tem geralmente razão porque lê a realidade, enquanto a generalidade dos políticos e «fazedores de opinião» gosta de a recitar.
«[...] Os deputados da Assembleia da República espumavam de fúria e o Governo resolveu exibir a sua dignidade num comunicado seco e sentido. Toda essa gente se acha com certeza acima da crítica daqueles que lhe vão dando o pão de cada dia. Mas não lhe ocorre que não mereça o respeito de ninguém. Cá dentro, houve um pacto para não se falar do passado, ou seja, para nunca se apurarem as culpas do sarilho onde nos meteram. E o patriotismo serve para ir calando parcialmente o que se diz lá fora. Os príncipes e o pessoal menor da República andam por aí de "consciência tranquila" , como eles nos costumam garantir, a tratar com serenidade e deleite da sua preciosa vidinha.
Mesmo em portugueses, esta extraordinária ilusão não deixa de surpreender. O Estado falhou no essencial e foram eles que falharam. Não foi a Europa ou a América ou o "capitalismo selvagem" que falharam. Foram eles. Levar um povo inerme à falência e, a seguir, à miséria equivale, por exemplo, a perder uma guerra. São coisas que não se desculpam. A relativa resignação com que os portugueses se têm portado talvez leve a maioria do nosso funcionalismo político ao erro de supor que adquiriu uma espécie de imunidade perpétua e que nem agora, nem depois lhe pedirão contas. Mas, como já se vai vendo, a vontade de as pedir aumenta dia a dia e acabará inevitavelmente por se tornar geral.»
quinta-feira, fevereiro 09, 2012
Uma lição que chega de Angola:
«A Língua Portuguesa é património de todos os povos que a falam e neste ponto estamos todos de acordo. É pertença de angolanos, portugueses, macaenses, goeses ou brasileiros. E nenhum país tem mais direitos ou prerrogativas só porque possui mais falantes ou uma indústria editorial mais pujante.
Uma velha tipografia manual em Goa pode ser tão preciosa para a Língua Portuguesa como a mais importante empresa editorial do Brasil, de Portugal ou de Angola. O importante é que todos respeitem as diferenças e que ninguém ouse impor regras só porque o difícil comércio das palavras assim o exige. Há coisas na vida que não podem ser submetidas aos negócios, por mais respeitáveis que sejam, ou às “leis do mercado”. Os afectos não são transaccionáveis. E a língua que veicula esses afectos, muito menos. Provavelmente foi por ter esta consciência que Fernando Pessoa confessou que a sua pátria era a Língua Portuguesa.»
Jornal de Angola, 8 de Agosto de 2012
«A Língua Portuguesa é património de todos os povos que a falam e neste ponto estamos todos de acordo. É pertença de angolanos, portugueses, macaenses, goeses ou brasileiros. E nenhum país tem mais direitos ou prerrogativas só porque possui mais falantes ou uma indústria editorial mais pujante.
Uma velha tipografia manual em Goa pode ser tão preciosa para a Língua Portuguesa como a mais importante empresa editorial do Brasil, de Portugal ou de Angola. O importante é que todos respeitem as diferenças e que ninguém ouse impor regras só porque o difícil comércio das palavras assim o exige. Há coisas na vida que não podem ser submetidas aos negócios, por mais respeitáveis que sejam, ou às “leis do mercado”. Os afectos não são transaccionáveis. E a língua que veicula esses afectos, muito menos. Provavelmente foi por ter esta consciência que Fernando Pessoa confessou que a sua pátria era a Língua Portuguesa.»
Jornal de Angola, 8 de Agosto de 2012
sexta-feira, fevereiro 03, 2012
quarta-feira, fevereiro 01, 2012
E passam hoje 104 anos sobre a data do Regicídio d'El-Rei D. Carlos I e do Príncipe Real D. Luís Filipe.
Com este crime a república desembaraçou-se de um Rei popular e com prestígio internacional.
O século republicano não foi dos mais brilhantes: caos, crime, ditadura e, agora, a falência no quadro de um país devastado moralmente.
Com este crime a república desembaraçou-se de um Rei popular e com prestígio internacional.
O século republicano não foi dos mais brilhantes: caos, crime, ditadura e, agora, a falência no quadro de um país devastado moralmente.
terça-feira, janeiro 31, 2012
É hoje o centenário de SAR, a Senhora Infanta Dona Adelaide de Bragança, neta de D. Miguel e Infanta de Portugal
Para além das qualidades pessoais, que a fazem credora da admiração dos Portugueses, que não perderiam em conhecer melhor a sua vida, com uma condenação à morte pelo regime nazi e depois, menos emocionante, a acção social em Portugal ao longo de muitos anos, a Senhora Infanta liga-nos de um modo muito directo a um período histórico já remoto. A sua longevidade, conjugada com nascimentos tardios (seu Pai nasceu quando o Rei D. Miguel tinha já 51 anos, e o Pai de Dona Adelaide tinha, por sua vez, 59 anos à data do seu nascimento, em 1912).
Assim, convivemos hoje com a sobrinha-neta do Rei D. Pedro IV, (sim, o da estátua do Rossio, sendo seu Pai primo direito da Rainha D. Maria II, de quem a Infanta é, por isso, uma próxima segunda prima.
Pelo seu nascimento e pela sua vida, a Infanta Dona Adelaide é alguém muito longe da habitual mesmice.
Pelo seu nascimento e pela sua vida, a Infanta Dona Adelaide é alguém muito longe da habitual mesmice.
O Impensável apresenta os seus respeitosos parabéns a Sua Alteza Real
Uma notícia sobre a Infanta, aqui
Uma notícia sobre a Infanta, aqui
sábado, janeiro 28, 2012
Há numerosas votações por unanimidade na Assembleia da República.
Algumas, como a do «acordo ortográfico» são, para além de insultuosas, de todo incompreensíveis porque recaem sobre assuntos que dividem a opinião dos portugueses e Portugal pretende fingir ser uma democracia representativa.
O mistério esclarece-se, no entanto, facilmente: basta lembrar a lei eleitoral e o processo de nomeação dos deputados, que dependem inteiramente dos chefes dos partidos e respectivos caciques.
É que tudo continua como aqui se explica:
«- Agora, meu amigo, com a tio do Cavaleiro ministro da Justiça e o José
Ernesto ministro do Reino, vai Deputado pela círculo quem o André
Cavaleiro mandar.[...]
«De resto (declarara o Cavaleiro, rindo) aquele Circulo de Vila-Clara constituía uma propriedade sua - tão sua como Corinde. Livremente, poderia eleger o servente da Repartição que era gago e bêbedo.»Algumas, como a do «acordo ortográfico» são, para além de insultuosas, de todo incompreensíveis porque recaem sobre assuntos que dividem a opinião dos portugueses e Portugal pretende fingir ser uma democracia representativa.
O mistério esclarece-se, no entanto, facilmente: basta lembrar a lei eleitoral e o processo de nomeação dos deputados, que dependem inteiramente dos chefes dos partidos e respectivos caciques.
É que tudo continua como aqui se explica:
«- Agora, meu amigo, com a tio do Cavaleiro ministro da Justiça e o José
Ernesto ministro do Reino, vai Deputado pela círculo quem o André
Cavaleiro mandar.[...]
Eça de Queiróz, A ilustre Casa de Ramires
sexta-feira, janeiro 27, 2012
Sobre o «acordo» ortográfico
O «acordo» é um assunto da(s) maçonaria(s), que tomou a seu cargo os desejos da(s) sua(s) congénere(s) brasileira(s). Na posse deste dado, a que convém acrescentar as revelações recentes, o que lhe parece agora estranho ficará claro: a falta de discussão no parlamento, as pequenas e maiores sabotagens, os apoios que falecem, as adopções pelos jornais, a imposição nas escolas pela ministra alçada, mulher de vilar, maçon ou para-maçon, ex-presidente da Gulbenkian que pagou o dicionário do malaca, não terá qualquer dificuldade em perceber. O impulso processual deste «acordo» foi dado por Sarney, o ex-presidente brasileiro que junta à sua pertença à maçonaria o lugar na academia brasileira de letras - a que atribuiu recentemente o seu maior prémio a Ronaldinho Gaúcho, Acrescente-se a isso uma corrupção tropical, combinada com anseio dos literatos lusitanos de não haver quem os compra (como Flaubert já notava a propósito de outras gentes) e ter-se-á a receita miserável do «acordo».
O «acordo» é um assunto da(s) maçonaria(s), que tomou a seu cargo os desejos da(s) sua(s) congénere(s) brasileira(s). Na posse deste dado, a que convém acrescentar as revelações recentes, o que lhe parece agora estranho ficará claro: a falta de discussão no parlamento, as pequenas e maiores sabotagens, os apoios que falecem, as adopções pelos jornais, a imposição nas escolas pela ministra alçada, mulher de vilar, maçon ou para-maçon, ex-presidente da Gulbenkian que pagou o dicionário do malaca, não terá qualquer dificuldade em perceber. O impulso processual deste «acordo» foi dado por Sarney, o ex-presidente brasileiro que junta à sua pertença à maçonaria o lugar na academia brasileira de letras - a que atribuiu recentemente o seu maior prémio a Ronaldinho Gaúcho, Acrescente-se a isso uma corrupção tropical, combinada com anseio dos literatos lusitanos de não haver quem os compra (como Flaubert já notava a propósito de outras gentes) e ter-se-á a receita miserável do «acordo».
Um dos erros cometidos pelos intelectuais portugueses sérios, do Prof. Victor Aguiar e Silva ao Prof. António Emiliano, terá sido o de pensarem que os seus reparos demolidores, que reuniam a qualidade académica à sensatez, se imporiam a este atrevimento rufia.
A questão, no entanto, como disse o malaca*,era política, não línguística, e o Estado Português, colapsado, não podia - nem pode ainda - dar a resposta devida.
E como vejo no governo representantes dessa massa falida que é Portugal hoje, não creio que a coisa mude tão rapidamente. Mas mudará!
* permito-me um idiossincrasia ortográfica: escreverei sempre com minúscula os nomes relacionados com os responsáveis pelo «acordo».
* permito-me um idiossincrasia ortográfica: escreverei sempre com minúscula os nomes relacionados com os responsáveis pelo «acordo».
quinta-feira, janeiro 26, 2012
quarta-feira, janeiro 25, 2012
Creio que já se percebeu que de mudanças teremos o mínimo possível.
E da alarvidade campónia da «nova» lei do arrendamento às manobras do regente do status quo da união nacional, o maçon Relvas, tudo indica que o futuro não será risonho.
Com inquietação se deve registar o aparente alastrar da pacovice a quem a deveria ser imune, quanto mais não fosse, pela contínua exposição à realidade exterior. Esperemos que não tenhamos mais anúncios de pontos de viragem.
E da alarvidade campónia da «nova» lei do arrendamento às manobras do regente do status quo da união nacional, o maçon Relvas, tudo indica que o futuro não será risonho.
Com inquietação se deve registar o aparente alastrar da pacovice a quem a deveria ser imune, quanto mais não fosse, pela contínua exposição à realidade exterior. Esperemos que não tenhamos mais anúncios de pontos de viragem.
quinta-feira, janeiro 19, 2012
Ontem à noite, ensaio do Warburg sobre o retrato de Lourenço de Medicis, por Ghirlandaio, na Capela Sassetti.
Pesquisa na net sobre pormenores do fresco, com a opção semelhantes. Verifico, com algum espanto, que o google lê o retrato de um modo que o Dali
da Bordadeira de Vermeer não desdenharia.
O método paranóico-crítico daliniano usado pelo google assemelhou Lourenço e os Sassetti à imagem abaixo.
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