domingo, setembro 25, 2011

Aqui, a época é de vão de artificialismo vulgar, rasteiro, muito pretensioso.
Tempos perigosos. Ser artificial ou cultivar artificialismos demanda sólida formação intelectual, bom senso, imaginação e pronta disposição para a imolação, qualidades pouco presentes nos promotores e utentes deste hodierno.

quarta-feira, setembro 14, 2011


Vergnügte Ruh, beliebte Seelenlust
(Delightful rest, beloved pleasure of the soul)
Tempos ásperos. Em Portugal, onde era preciso ânimo forte e união (surpreendo-me no uso destes termos e, mais ainda, com o que considero a simplicidade das coisas), o governo, em nome do possidonismo d'aquém e d'além mar não faz melhor do que permitir a continuação de questões fúteis que criam crispações e problemas desnecessários.
Sim trata-se do cretino «acordo ortográfico»
(em que outro sítio do vasto mundo se encontraria questão semelhante?):
nada pior do que este caústico em tempos que não vão para construtivismos e voluntarismos (bem ao contrário!), condenados que estamos empobrecer o que não enriquecemos senão fingindo.

segunda-feira, agosto 29, 2011



Casa de Férias

O tempo está bom, suave. Seria bom que o Setembro pudesse ser como me lembro dele, muito calmo e pacífico, apaziguador.
Preciso - e desejo - paz, serenidade e silêncio.

quinta-feira, julho 28, 2011

Como colocar a questão?

Dir-se-ia que na narrativa da acção do governo começa a sentir-se a falta de um correlativo objectivo para o optimismo popular.

segunda-feira, julho 18, 2011

Se quiser fundar um club de anti-fans, creio que tenho todas as condições para ser sócio honorário.
A propósito do artigo de Miguel Esteves Cardoso de hoje, sobre a decadência da escrita à mão - que o estado de Indiana quer deixar de ensinar! - lembro-me de ter decidido escrever com a minha velha caneta, herdada de meu Pai, alguns posts. Não foi a coisa avante porque entre escrever e digitalizar e publicar ia um trabalho injustificado pelo escrito em si e que, por isso, me fazia correr o risco de passar por pretensão o que que era mera saudade de escrever com tinta permanente.
Pequenas cobardias de que me arrependo. Valha-me que ideia e renúncia, tudo foi do começo deste blog, e quando o comecei era novo e estouvado.

quinta-feira, julho 14, 2011

Le 14 Juillet.
O estado iluminista traduziu-se na instituição do terror de estado e no genocídio.
A metáfora surge da gastronomia: este país (e até a Europa - que digo? O hemisfério norte!) parece que deslaçou, como um molho.

sábado, julho 09, 2011

A classificação da Moody's produziu um estremeção de indignação no País. Já não era sem tempo, um sinal de vida, fosse pelo que fosse. Foi a propósito do downgrade da dívida portuguesa - que me apresso a conceder tenha sido feito com vilíssimas intenções. Pena que a reacção, ao invés de se traduzir em declarações firmes de mudança de vida, se fique pelas vociferações e esbracejares patéticos, a fazer lembrar as eructações patrióticas por alturas do Ultimatum.

A realidade, tal como a descreve um filho de um amigo meu, criança avisada que faz o seu doutoramento lá fora, é esta:

«Imagine a country whose government didn't run a single budget surplus since (at least) 1976; for that matter, suppose the deficit was never below 2% of GDP; in the period 2001-2010, annual growth for this country averaged approx. 0.5% (corresponding to the 158th best performance worldwide); this country is likely to be the only one to be in a recession in 2012 worldwide. Imagine the story is even more complicated than this. Shouldn't rating agencies warn investors about the risks of buying bonds from such a country?»

Alguma dúvida?

quinta-feira, julho 07, 2011

A pátria posta em sossego

O governo, as instâncias, grande parte do país, tudo estava

Naquele engano da alma, ledo e cego,
Que a fortuna não deixa durar muito,

E a Moody's, encarnação disruptiva da inocência (um dos nossos mais escandalosos luxos, a inocência).


A questão, porém, é que a pátria há muito era insolvente.

quarta-feira, julho 06, 2011

Não é muito agradável, mas tinha-me antecipado à Moody's no downgrade.

Ainda não houve uma medida - ou anúncio dela - que permita dizer - ou apenas sentir que "isto mudou".

Da ortografia aos impostos, é bem reconhecível o Estado pletórico do tempo do d'El-Rei, o Senhor D. José I.

Esperemos pela Viradeira.

sexta-feira, julho 01, 2011

AVISO


Entrando hoje o governo na plenitude das suas funções, avisam-se os Senhores Leitores de que este blog passa, como habitualmente, à oposição*.


* talvez um pouco à contre-coeur, desta vez, mas oposição.

sábado, junho 25, 2011

Que fará o a. deste blog, perguntarão os leitores deste blog. Caberia responder e, imodestamente, falar da minha apurada arte de não fazer nada, mas estamos em tempos de sesta.

Sempre direi que leio Saint-Simon, o cronista duque - não o conde socialista primo dele - e abrigo-me do calor.