segunda-feira, agosto 29, 2011



Casa de Férias

O tempo está bom, suave. Seria bom que o Setembro pudesse ser como me lembro dele, muito calmo e pacífico, apaziguador.
Preciso - e desejo - paz, serenidade e silêncio.

quinta-feira, julho 28, 2011

Como colocar a questão?

Dir-se-ia que na narrativa da acção do governo começa a sentir-se a falta de um correlativo objectivo para o optimismo popular.

segunda-feira, julho 18, 2011

Se quiser fundar um club de anti-fans, creio que tenho todas as condições para ser sócio honorário.
A propósito do artigo de Miguel Esteves Cardoso de hoje, sobre a decadência da escrita à mão - que o estado de Indiana quer deixar de ensinar! - lembro-me de ter decidido escrever com a minha velha caneta, herdada de meu Pai, alguns posts. Não foi a coisa avante porque entre escrever e digitalizar e publicar ia um trabalho injustificado pelo escrito em si e que, por isso, me fazia correr o risco de passar por pretensão o que que era mera saudade de escrever com tinta permanente.
Pequenas cobardias de que me arrependo. Valha-me que ideia e renúncia, tudo foi do começo deste blog, e quando o comecei era novo e estouvado.

quinta-feira, julho 14, 2011

Le 14 Juillet.
O estado iluminista traduziu-se na instituição do terror de estado e no genocídio.
A metáfora surge da gastronomia: este país (e até a Europa - que digo? O hemisfério norte!) parece que deslaçou, como um molho.

sábado, julho 09, 2011

A classificação da Moody's produziu um estremeção de indignação no País. Já não era sem tempo, um sinal de vida, fosse pelo que fosse. Foi a propósito do downgrade da dívida portuguesa - que me apresso a conceder tenha sido feito com vilíssimas intenções. Pena que a reacção, ao invés de se traduzir em declarações firmes de mudança de vida, se fique pelas vociferações e esbracejares patéticos, a fazer lembrar as eructações patrióticas por alturas do Ultimatum.

A realidade, tal como a descreve um filho de um amigo meu, criança avisada que faz o seu doutoramento lá fora, é esta:

«Imagine a country whose government didn't run a single budget surplus since (at least) 1976; for that matter, suppose the deficit was never below 2% of GDP; in the period 2001-2010, annual growth for this country averaged approx. 0.5% (corresponding to the 158th best performance worldwide); this country is likely to be the only one to be in a recession in 2012 worldwide. Imagine the story is even more complicated than this. Shouldn't rating agencies warn investors about the risks of buying bonds from such a country?»

Alguma dúvida?

quinta-feira, julho 07, 2011

A pátria posta em sossego

O governo, as instâncias, grande parte do país, tudo estava

Naquele engano da alma, ledo e cego,
Que a fortuna não deixa durar muito,

E a Moody's, encarnação disruptiva da inocência (um dos nossos mais escandalosos luxos, a inocência).


A questão, porém, é que a pátria há muito era insolvente.

quarta-feira, julho 06, 2011

Não é muito agradável, mas tinha-me antecipado à Moody's no downgrade.

Ainda não houve uma medida - ou anúncio dela - que permita dizer - ou apenas sentir que "isto mudou".

Da ortografia aos impostos, é bem reconhecível o Estado pletórico do tempo do d'El-Rei, o Senhor D. José I.

Esperemos pela Viradeira.

sexta-feira, julho 01, 2011

AVISO


Entrando hoje o governo na plenitude das suas funções, avisam-se os Senhores Leitores de que este blog passa, como habitualmente, à oposição*.


* talvez um pouco à contre-coeur, desta vez, mas oposição.

sábado, junho 25, 2011

Que fará o a. deste blog, perguntarão os leitores deste blog. Caberia responder e, imodestamente, falar da minha apurada arte de não fazer nada, mas estamos em tempos de sesta.

Sempre direi que leio Saint-Simon, o cronista duque - não o conde socialista primo dele - e abrigo-me do calor.

terça-feira, junho 21, 2011

A má notícia deste governo é, sem dúvida, o secretário Viegas, um comerciante hábil com vastas ligações ao Brasil e il va sans dire, acérrimo defensor da ortografia brasileira em Portugal.
A fragilidade da nossa democracia e a tradição de autoritarismo, tudo ao serviço de manias de grandeza - por interposto país - e oculto místico da «lusofonia» (uma rendosa superstição de estado), a que se há-de acrescentar ainda a agressividade do nacionalismo imperialista brasileiro, tudo prognostica os piores resultados.

domingo, junho 19, 2011

Não digam os vindouros que este blog se calou perante essa coisa antiquíssima e repetitiva que é um novo governo:

Ora, em relação ao Governo Passos-Portas confessa-se esperar alguma ordem nas públicas finanças (lembrei-me agora de Uma Campanha Alegre e dos adjectivos colovados
à inglesa) a cargo de um financeiro não ferozmente estatista; será difícil, já que nunca os houve em Portugal; espera-se ainda que Vancouver vença Viseu e o culto lusitano do Estado na mente e prática do Dr. Álvaro Santos Pereira, digno A. dos Desmitos.

Espera-se que as boas intenções de Nuno Crato passem disso mesmo. Mais se espera que o nacionalismo brasileiro que nos quer dotar de uma ortografia amputada ad usum das ambições de grandezas brasíllicas não faça demasiados estragos.
Quanto ao que seria mais preciso, lavar a alma e retomar o fôlego, não me parece que seja governo para isso, mas pode sempre haver surpresas.

terça-feira, junho 14, 2011

O «grupo de Bilderberg» que a esquerda e alguma direita quiseram elevar a obscuro e malévolo grupo de estratégia do supra-capital mundial e da nova ordem mundial reuniu-se este ano na Suiça.
Uma das participantes é a nossa Clarita Ferreira Alves, animadora no popular programa «O eixo do mal». Vai também António Nogueira Leite, economista, administrador de uma empresa do grupo Mello e blogger conhecido.
O representante do grupo em Portugal, responsável pelos convites, é Balsemão, golfman, antigo primeiro-ministro e dono do Expresso e da Sic, que foi, ele mesmo, apresentado ao grupo por Medeiros Ferreira, outro tenebroso servo do transcapitalismo.

Que todos tenham tido merecido descanso no revigorante ar das montanhas suiças.

segunda-feira, junho 13, 2011




Santo António de Lisboa

Meu rico Santo António
Santinho do meu coração
Dá-me riqueza e saúde
Muita paz e muito pão

domingo, junho 12, 2011

Escreve Vasco Pulido Valente, depois de muitas aspas - um efeito retórico que não dispensa:

«E voltou também à sua obsessão de infância, o círculo uninominal, a que atribui virtudes miraculosas. Nunca lhe ocorreu que o círculo uninominal iria entregar a Valentim Loureiro e à sua estirpe a escolha e o domínio do Governo, como já entregou as câmaras (tirando Lisboa, o Porto e mais meia-dúzia por aqui e por ali ) e os partidos, sem qualquer excepção.»

O visado é António Barreto

Cabe perguntar o que pode acontecer de pior depois do que tem acontecido, e que fosse admissível na Europa, que não toleraria que fôssemos uma Guiné-Bissau ibérica, apesar dos cuidados legislativos com a demagogia e o povo - sobre o qual Pulido Valente tem uma visão tão pessimista que faz lembrar Maîstre. É que este regime permitiu que um régulo constitucional levasse o país à bancarrota perante a impassibilidade do presidente da república e do presidente da assembleia da república (que se preocupou tanto com a implantação da ortografia brasileira!).

Teria acontecido o mesmo com um parlamento formado no todo ou em parte significativadeputados eleitos por círculos uninominais e não dependentes do chefe? Não sei. Mas com este, produto da actual lei, a demissão dos eleitos foi total.
Experimentar uma lei eleitoral mais perto das existentes nas democracias europeias não será um mal.