sexta-feira, abril 29, 2011

Casamento dos Duques de Cambridge.
É impossível não pensar o quão estamos longe daquela alegria, verdadeira e digna.
Por aqui temos a mentira e a miséria.

quarta-feira, abril 20, 2011

Agradável saber que Sócrates e Cavaco são considerados culpados da bancarrota por quase 90% dos portugueses. Sempre achei ambos muito medíocres e com os tiques de quem é muito pouco culto. Os dois teriam ficado pelo caminho, por um motivo ou outro, em qualquer democracia avançada. Infelizmente, os níveis de exigência em Portugal são baixos e, por isso, entre outras coisas desagradáveis, o FMI é uma visita habitual.

domingo, abril 10, 2011

O espectáculo é o mais triste possível: cá dentro, e perante a total desgraça do País, o governo e o ministro das finanças (?) roçam o comportamento criminoso do absoluto esquecimento dos seus deveres e a miséria parece alegrar o partido do governo, esfusiante, em comício. De lá de fora, vêm sinais de quem não está para aturar as nossas rapaziadas e o presidente da república, serôdiamente soixante-huitardist e a clamar pela imaginação ao poder ouve o que, sendo para ele, se abate sobre todos: advertências desabridas, mas que a gente percebe serem desculpáveis: o que terão já aturado aos políticos portugueses? E o que pensarão de nós, que os mantemos?


Nunca pensei assistir a uma tal degradação do meu País.

quinta-feira, abril 07, 2011

NEVOEIRO

Nem rei nem lei, nem paz nem guerra,
Define com perfil e ser
Este fulgor baço da terra
Que é Portugal a entristecer –
Brilho sem luz e sem arder,
Como o que o fogo - fátuo encerra.

Ninguém sabe que coisa quer,
Ninguém conhece que alma tem,
Nem o que é mal nem o que é bem.
(Que ânsia distante perto chora?)
Tudo é incerto e derradeiro.
Tudo é disperso, nada é inteiro.
Ó Portugal, hoje és nevoeiro...

É a hora!

Valete, Frates

in Mensagem, Fernando Pessoa

segunda-feira, abril 04, 2011

O Oliveira Martins dizia, referindo-se à indústria do antigo regime constava de óperas e devoções. A ópera já acabou, se bem leio. Ficou, de esguelha, a devoção, que nestes dias, a plebe, bovinamente crédula, ignara, de uma mediocridade inveterada, transferiu da Divina Providência para o Santo Estado; e à perfida Albion sucedeu a cruel Merkel no comando das legiões demoníacas dos déficits.

Que canalha!

sábado, abril 02, 2011

Parabéns ao Bomba Inteligente que faz oito anos. Como já tudo parece distante e se perdeu a alegria dos primórdios, o riso dos Aqueus.

quarta-feira, março 30, 2011

Pode não estar provado que o nível educacional influa na economia. Acredito que não esteja, mas aquela diferença entre Portugal e os restantes países europeus, tão visível nos gráficos, se não existisse faria, pelo menos, que nos lamentássemos de outro modo.

terça-feira, março 29, 2011

De Florença de finais do séc. XIX a uma morte num dos aviões que embateu numa torre gémea, no 11 de Setembro. De passagem, uma bibliotecária que, dizia, lá por o ser não precisava de se vestir como tal.

sábado, março 26, 2011

Eh bien..., como escreve hoje Vasco Pulido Valente, «A algazarra que por aí se estabeleceu com a demissão de Sócrates, perde de vista o essencial, como luminosamente demonstrou o dr. Teixeira dos Santos. Cada português se acha no direito a que o Estado lhe pague a escola e a universidade (incluindo, para quem precisa, uma bolsa de estudo); a que o Estado o assista na doença e na "terceira idade"; a que o Estado (em certos casos) lhe dê uma habitação condigna; ou a que o Estado lhe garanta o emprego e o salário e, no funcionalismo público, uma carreira regular e rápida. E isto, na cabeça do cidadão esclarecido, é só uma parte daquilo a que o Estado pelo simples facto de existir se obrigou com ele. Basta abrir um jornal ou ligar a TVI ou a SIC para se perceber que o país não põe o mais vago limite ao que julga o seu património social. Esta civilização em que vivemos - e a palavra é justa - foi criada a seguir à II Guerra, durante 30 anos de uma extraordinária e irrepetível prosperidade, pela esquerda socialista e social democrata (às vezes com o apoio da democracia-cristã e até de alguns partidos conservadores). Do berço à cova (não em Portugal, claro), o Estado tratava da nossa querida vida e resolvia os nossos problemas. Não vale a pena discutir os méritos desta horrível visão. Mas vale com certeza a pena compreender que esse mundo não volta e que os vestígios dele irão desaparecendo lentamente na miséria geral. A Europa já não é uma potência, é um lugar turístico. E o dinheiro acabou. Ninguém sabe o que aí vem, para lá da dívida e do défice, excepto que seguramente não será nada como dantes.» ...acabou.

sexta-feira, março 25, 2011

Sobre Passos, nunca me pareceu que fosse além da mediocridade vigente: muito estado, ppp's, amizades com maçonaria, banhos-maria etc. É mais educado do que Sócrates, o que é bom e tem um adjunto, o Relvas, que podia ser ministro do actual governo, o que é mau. De tudo isto fica, apesar de tudo, a vantagem de alguém menos irritante e menos 1.5 a 1.9 pontos na escala lusitana da folie des grandeurs (mas Relvas queria um "aeroporto já" para a grande companhia de bandeira, etc... Mas, o que lá está é um ganster. Se sair, faça-se o balanço: alguém cordato como 1º ministro. Já não é mau. Para as tais reformas, necessárias desde 1871, desde 1915, desde 1945, 1975, 1984, e de 1992 até ao presente não vejo ninguém.

quinta-feira, março 24, 2011

quarta-feira, março 23, 2011


Elizabeth Taylor
27 Fevereiro, 1932 – 23 de Março 2011
Entre as duas datas, uma vida cheia de génio, beleza e amor
Um daqueles dias em que tomamos resoluções.
Saí e vi, num canteiro à porta de uma casa, um arbusto de um branco muito luminoso e alegre.

sábado, março 19, 2011

Tenho a impressão que há por aí uma profusão pouco habitual de cês atrás de tês.

É o efeito do «acordo ortográfico», um papel assinado entre dois países com índices de analfabetismo vergonhosos - e mesmo escandalosos atentas prosápias e ambições em que se esgotam... A verdade é que Portugal está atrás da Venezuela - do Chile e da Argentina nem vale a pena falar... - do Uruguai, de Chipre, e a vinte lugares - pois é - da vizinha Espanha e o Brasil ainda muito atrás de Portugal (atrás da Bolívia, entre muitos outos)! E são estes dados, que esquecemos tanto, que nos fazem perceber com alguma nitidez porque somos o que somos e celebramos «acordos» destes, provincianos e tolos.

Estes «cês» são em legítima defesa, pobre de nós.

terça-feira, março 15, 2011

Estive a fazer a lista dos livros preferidos no perfil do Facebook. Apercebi-me que alguns deles se tornaram meus preferidos por não os ter lido nunca.

segunda-feira, março 14, 2011

Tive uma sensação de insulto, de ultraje, quando ouvi o anúncio congelamento das pensões mais baixas, algumas de duzentos e poucos euros.
Não pode ser, poupem noutro lados. Não podem ser condenados a uma vida ainda mais difícil - e com que antecedência - os mais frágeis e indefesos portugueses.
Esta gentalha é abjecta!

domingo, março 13, 2011

«Sócrates enunciou ainda uma série de medidas tomadas ao longo dos últimos seis anos, desde que é primeiro-ministro, e que classificou como "política de modernidade" e de "defesa dos jovens", tais como “a lei mais justa na interrupção voluntária da gravidez”, “a lei da paridade, para que mais mulheres tenham acesso à vida política”, a iniciativa legislativa no campo do divórcio litigioso ou “a lei que permite em Portugal o casamento entre pessoas do mesmo sexo”.

“É assim que se constrói uma política de modernidade e uma política para o futuro”»

do «Público»

E o problema é que deve pensar sinceramente que sim.
Sempre o achei, além de muito ignorante, limitado intelectualmente.
Que o país o tenha eleito e reeleito, eis o drama.