sábado, janeiro 01, 2011
terça-feira, dezembro 28, 2010
domingo, dezembro 26, 2010
Cartas de crianças no Natal dos correios. Numa delas, um rapaz de 8 anos, explicava que já sabia que não ia ter muitos presentes este ano, porque a mãe estava desempregada e o pai, quase sempre no hospital, não recebia. Que, por isso, já lhe haviam dito que não havia dinheiro para prendas. Colou na carta algumas imagens de coisas que gostava de ter e agradecia ao Pai Natal que, se pudesse, lhe desse uma delas: «se puderes dar alguma coisa, agradecia».
Esta contenção e clareza, este bom senso tão próprio dos infelizes - e numa linguagem escorreita, longe do jargão eleito pela burocracia sentimental - é um escândalo de resignação.
Esta contenção e clareza, este bom senso tão próprio dos infelizes - e numa linguagem escorreita, longe do jargão eleito pela burocracia sentimental - é um escândalo de resignação.
Quem apadrinhou, levou a peito contrariar, instilar a dúvida, a suspeição, e não escolheu entre os brinquedos: todas as hipóteses de presente referidas na carta seguiram o seu caminho.
Nada como o nascimento de Cristo para convocar à insensatez.
sábado, dezembro 25, 2010
quarta-feira, dezembro 22, 2010
Schubert - Winterreise, D 911 "Erstarrung" - D F Dieskau
Ich such' im Schnee vergebens
Nach ihrer Tritte Spur,
Wo sie an meinem Arme
Durchstrich die grüne Flur.
Ich will den Boden küssen,
Durchdringen Eis und Schnee
Mit meinen heißen Tränen,
Bis ich die Erde seh'.
Wo find' ich eine Blüte,
Wo find' ich grünes Gras?
Die Blumen sind erstorben,
Der Rasen sieht so blaß.
Soll denn kein Angedenken
Ich nehmen mit von hier?
Wenn meine Schmerzen schweigen,
Wer sagt mir dann von ihr?
Mein Herz ist wie erstorben,
Kalt starrt ihr Bild darin;
Schmilzt je das Herz mir wieder,
Fließt auch ihr Bild dahin!
Wilhelm Müller
quarta-feira, dezembro 08, 2010
domingo, dezembro 05, 2010
sábado, dezembro 04, 2010
Lembro-me de 4 de Dezembro de 1980. Tinha vindo de Lisboa, onde estudava, para passar o fim-de-semana em casa.
Lembro-me da brutalidade na notícia, da consternação e do desgosto pela morte de Sá Carneiro e Amaro da Costa.
Depois de jantar passei pelo sítio de encontro costumeiro da cidade de província. A geração mais velha que o frequentara quando eu era pequeno já não aparecia, mas havia muita gente da geração dos nossos pais. Gente interessante, culta, civilizada, com o gosto de pensar.
Hoje, todos desapareceram sem deixar quem os substituísse. A cidadezinha está semi-desértica, tristonha, soturna, sem vida.
Não posso deixar de pensar que, se Sá Carneiro não tivesse morrido, talvez esta terra - e este país - não fosse o lugar inóspito que é hoje. É que não foi uma maldição que se abateu sobre o interior de Portugal. Esta tristeza é o resultado de escolhas políticas, desde a lei do arrendamento às opções sobre a agricultura.
Quero crer que com Sá Carneiro teria sido diferente: era bem nascido - o que, entre nós evita os defeitos do ressentimento, era culto, não era de Lisboa, tivera uma actividade profissional fora do estado, conhecia o país, em terras e gentes.
Para ele, um Portugal fora do Estado, e um país fora de Lisboa fazia todo o sentido.
quarta-feira, dezembro 01, 2010
O «acordo ortográfico»
Carta a Jaime Gama
Propõe-se este texto, que pode ser copiado e colado aqui
http://www.parlamento.pt/sites/PAR/PA...
Texto:
Exmo. Sr. Dr. Jaime Gama,
Presidente da Assembleia da República
Na edição de 30 de Novembro, o jornal «Sol» noticiava que V. Exia. desejava que o Parlamento começasse a aplicar a partir de 2012 aquilo a que se convencionou chamar «acordo ortográfico».
Estranha-se tal pressa! Quando V. Exia. já exercia o cargo que exerce hoje quando a esse Parlamento foi apresentada uma Petição assinada por mais de 100 000 portugueses demonstrando o seu total desacordo com o que, ao arrepio dos portugueses, se preparava.
Estranha-se ainda tal pressa quando a Comissão Parlamentar de Ética,Sociedade e Cultura recomendou que o plenário devia apreciar a Petição e considerou que o «Acordo Ortográfico enferma de vícios susceptíveis de gerarem a sua patente inconstitucionalidade», para além de considerar que «as preocupações e os alertas dos peticionários devem ser tidos em conta, do ponto de vista técnico e político, a curto e a médio prazo».
Esta recomendação, apesar da sua gravidade, parece não ter ocasionado da parte de V. Exia. qualquer actividade que levasse a uma efectiva discussão nesse Parlamento de tão grave assunto, mais estranha tornando a pressa evidenciada agora por V. Exia. em começar a usar uma
ortografia que centenas de milhares de portugueses clara e expressamente repudiam.
Assim sendo, e num período de tão grave crise nacional, a apressada diligência de V. Exia. corre o risco de se tornar num daqueles actos que fazem com que a democracia portuguesa esteja cada vez mais enfraquecida e que seja cada vez mais fundo o fosso que separa os cidadãos dos
seus representantes.
Venho por isso, como Português, exigir que o «acordo ortográfico» seja discutido com serenidade e sem pressas pelo plenário dessa Assembleia, com a publicidade que o assunto merece.
Propõe-se este texto, que pode ser copiado e colado aqui
http://www.parlamento.pt/sites/PAR/PA...
Texto:
Exmo. Sr. Dr. Jaime Gama,
Presidente da Assembleia da República
Na edição de 30 de Novembro, o jornal «Sol» noticiava que V. Exia. desejava que o Parlamento começasse a aplicar a partir de 2012 aquilo a que se convencionou chamar «acordo ortográfico».
Estranha-se tal pressa! Quando V. Exia. já exercia o cargo que exerce hoje quando a esse Parlamento foi apresentada uma Petição assinada por mais de 100 000 portugueses demonstrando o seu total desacordo com o que, ao arrepio dos portugueses, se preparava.
Estranha-se ainda tal pressa quando a Comissão Parlamentar de Ética,Sociedade e Cultura recomendou que o plenário devia apreciar a Petição e considerou que o «Acordo Ortográfico enferma de vícios susceptíveis de gerarem a sua patente inconstitucionalidade», para além de considerar que «as preocupações e os alertas dos peticionários devem ser tidos em conta, do ponto de vista técnico e político, a curto e a médio prazo».
Esta recomendação, apesar da sua gravidade, parece não ter ocasionado da parte de V. Exia. qualquer actividade que levasse a uma efectiva discussão nesse Parlamento de tão grave assunto, mais estranha tornando a pressa evidenciada agora por V. Exia. em começar a usar uma
ortografia que centenas de milhares de portugueses clara e expressamente repudiam.
Assim sendo, e num período de tão grave crise nacional, a apressada diligência de V. Exia. corre o risco de se tornar num daqueles actos que fazem com que a democracia portuguesa esteja cada vez mais enfraquecida e que seja cada vez mais fundo o fosso que separa os cidadãos dos
seus representantes.
Venho por isso, como Português, exigir que o «acordo ortográfico» seja discutido com serenidade e sem pressas pelo plenário dessa Assembleia, com a publicidade que o assunto merece.
Com os melhores cumprimentos,
Ate.
a)
Ate.
a)
segunda-feira, novembro 29, 2010
quinta-feira, novembro 25, 2010
terça-feira, novembro 23, 2010
Um interveniente num desses programas que às vezes vejo, falava no outro dia, na esteira de um artigo do Público, no que se podia chamar um novo fôlego de Sócrates, que a cimeira NATO lhe trouxera. E depois de não sei quantas inanidades, prosseguia até a uma data de eleições auspiciosa para o actual primeiro-ministro que as suas manhas lhe porporcionariam.
Há gente a passar fome por causa de erros deste governo, o país está à beira da bancarrota e precisa de discutir o seu futuro. Mas tudo isso nada é comparado com as armadilhas em que o querido primeiro-ministro fará cair a oposição e que é preciso apreciar devidamente - mesmo que até como futilidade seja muito pouco interessante.
Sim, isto é miséria.
domingo, novembro 21, 2010
Há pouco ia deixando a meio um post sobre viagens no Abrupto - os coleccionadores são repetitivos - que tinha começado a ler por achar absolutamente desinteressante o A Torto e a Direito, que tem gente que costumo ouvir e ler com algum gosto, mas que, na paixão cega da concórdia, ilustrava até à pura insuportabilidade alguns dos nossos defeitos nacionais.
Mas acima disso, todos eles me lembravam que, no limite, apenas eram possíveis, tais como são, por termos cavado com tanto afinco a nossa sepultura. Preferia-os a todos com menos viagens e dinheiro. Não é a apologia da força criadora da necessidade, mas a mera saudade da aurea mediania.
sexta-feira, novembro 19, 2010
Por aqui tomei conhecimento de um texto asqueroso sobre Suu Kyi, uma política que muito admiro. Veio dos lados do Partido Comunista..
E fiquei contente que um ataque tão rasteiro, parolo e nojento viesse daqueles lados.
Seria de esperar outra coisa? Confirma-me a análise e reconforta-me nas escolhas que fiz.
quinta-feira, novembro 18, 2010
quarta-feira, novembro 17, 2010
segunda-feira, novembro 15, 2010
sexta-feira, novembro 12, 2010
quinta-feira, novembro 11, 2010
Morreu o «Senhor do Adeus», José Manuel Serra.
Acenava-nos doutros tempos, de maior amabilidade e, com afecto e simpatia, fazia-nos compreender como vivemos longe do essencial.
Deus o terá.
Em poucas horas - são onze e meia agora - mais de 8 000 pessoas já passarem pela página de homenagem no Facebook. Um deles escreveu que alguma coisa está mal para uma reacção tão excepcional. Está. Não a comoção de tanta gente perante a morte de alguém que era simpático de uma forma tão tocante e divertida, mas a difusa sensação de quão raro se tornaram as ocasiões que nos unem num mesmo sentimento.
segunda-feira, novembro 08, 2010
sábado, novembro 06, 2010
Ouvi há pouco - que linda manhã de Verão de S. Martinho! - Passos Coelho clamar pela responsabilização criminal dos autores dos desaires do déficit. É triste que a nossa situação política se tenha tornado numa questão de polícia, mas a sugestão é pertinente.
Ou tudo não passará de uma exaltação à sobremesa?
sexta-feira, novembro 05, 2010
quinta-feira, novembro 04, 2010
Tal como o autor deste post, os mercados não entendem a aprovação do orçamento como a panaceia dos males lusitanos.
Em Portugal, preponderou um bom senso - porventura bem intencionado - que não é senão a vitória da mediocridade. E isto nem seria, por si só, mau se não tivéssemos abusado tanto da falta de imaginação.
quarta-feira, novembro 03, 2010
terça-feira, novembro 02, 2010
Jorge de Sena fazia anos.
A Antena 2 faz-nos presente de uma entrevista inédita, de 1972
A ouvir, esta entrevista inédita.
A Antena 2 faz-nos presente de uma entrevista inédita, de 1972
A ouvir, esta entrevista inédita.
segunda-feira, novembro 01, 2010
sexta-feira, outubro 29, 2010
quarta-feira, outubro 27, 2010
segunda-feira, outubro 25, 2010
Coisas de que gosto: excêntricos
Retirado quase tudo da Wikipedia em inglês, apresento o 12º Duque de Bedford, "[...] his other pets included a spider whom according to Nancy Mitford's The English Aristocracy, he would regularly feed roast beef and Yorkshire pudding."
Dele escreveu o seu filho, o 13º Duque: «A man who confined himself to the phrases "Indeed", or "So I have been led to believe"»,«the loneliest man I ever knew, incapable of giving or receiving love, utterly self-centred and opinionated. He loved birds, animals, peace, monetary reform, the park and religion».
Retirado quase tudo da Wikipedia em inglês, apresento o 12º Duque de Bedford, "[...] his other pets included a spider whom according to Nancy Mitford's The English Aristocracy, he would regularly feed roast beef and Yorkshire pudding."
Dele escreveu o seu filho, o 13º Duque: «A man who confined himself to the phrases "Indeed", or "So I have been led to believe"»,«the loneliest man I ever knew, incapable of giving or receiving love, utterly self-centred and opinionated. He loved birds, animals, peace, monetary reform, the park and religion».
Itinerário nocturno
Não é exactamente uma insónia, pelo bom motivo de que já poderia ter voltado a adormecer e resolvi aproveitar para ler a última crónica de Miguel Esteves Cardoso, que me escapara à tarde. Não ler Esteves Cardoso é um sinal de péssimo gosto e, em quem, como eu, o admira, um sintoma de desleixo e de perturbação moral que me atormenta.
Ia, por isso, lê-lo, mas impera, no meu iphone, uma desarrumação tal que fui parar a uma troca desgradável de posts sobre graffiti, abuso policial e geral prosápia que remetia para o mais enfadonho que pode existir entre nós, portugueses.
Não é exactamente uma insónia, pelo bom motivo de que já poderia ter voltado a adormecer e resolvi aproveitar para ler a última crónica de Miguel Esteves Cardoso, que me escapara à tarde. Não ler Esteves Cardoso é um sinal de péssimo gosto e, em quem, como eu, o admira, um sintoma de desleixo e de perturbação moral que me atormenta.
Ia, por isso, lê-lo, mas impera, no meu iphone, uma desarrumação tal que fui parar a uma troca desgradável de posts sobre graffiti, abuso policial e geral prosápia que remetia para o mais enfadonho que pode existir entre nós, portugueses.
Bocejava desaprovadoramente quando, scrollando, surgiu o nome já quase esquecido da pastoral portuguesa (que, por fracções de segundo associei a uma contrafacção de queijo brie). E sim, havia posts recentes, já de Outubro. O suficiente para me reconciliar com a inteligência lusa.
Agradeço ao A. deles o happy end da minha insónia e dedico-lhe o "coisas de que gosto". O porquê da dedicatória é muito claramente dedutível: isto - lembrou-me que eram os Duques de Bedford os possuidores de algumas telas de Canney-Letty, que pinta no mundo em que Fritz Languid filma.
sábado, outubro 23, 2010
A Lua terá cinco vezes mais água do que se pensava...
Sempre la folie de la surprise, o culto do sobressalto.
Sempre la folie de la surprise, o culto do sobressalto.
sexta-feira, outubro 22, 2010
Há bocado, já depois do almoço, estava um ar matinal: pensei-me, sem dificuladades às oito da manhã.
Depois o sol encobriu, e voltou a tarde, inconsistente, cinza claro e algum branco. Para condizer, lembranças de niquelados, vidros foscos e uma receita de molho de salada*
* clara e gema e ovo, sumo de limão, azeite, 1/2 de colher de chá de açucar.
quinta-feira, outubro 21, 2010
quarta-feira, outubro 20, 2010
O governo e parte dos analistas ou gente da imprensa (ainda há pouco, Constança Cunha e Sá) agem como se a preocupação final de Portugal fosse processual: importa saber se o bando do governo encurrala Passos Coelho, etc.
Quem está encurralado, podre, pobre, exangue, é o país, mas isso parece ser uma coisa de somenos.
terça-feira, outubro 19, 2010
domingo, outubro 17, 2010
sábado, outubro 16, 2010
sexta-feira, outubro 15, 2010
Não duvido de que no momento em que o louco sair, país, adversários e partidários, todos exangues, suspirarão de alívio.
E ficaremos todos, com mais sossego - porque o delírio cansa - à espera. De quê? Da normalidade, da monotonia. Que venham tempos difíceis mas com gente minimamente normal, ou se isso não é possível em Portugal, com os insanes do costume, cordatos e pacatos.
quinta-feira, outubro 14, 2010
a) Sem orçamento, dia 29 Sócrates sai, diz um ministro socialista. É pouco, como garantia, mas tomemos a coisa ao pé da letra.
b) Por outro lado, a proposta orçamental prevê um crescimento de 0,2 a 0,5%, que, contrarirando todas as previsões, se verificaria por causa da bondade das medidas governamentais - genericamente, pelo lado da receita.
Acrescento uma alínea:
c) Os mercados comportam-se racionalmente - coisa em que de um modo confuso o governo parece acreditar.
E uma conclusão:
d) Para sossegar os mercados, a saída deste primeiro-ministro é boa.
Depois, tudo será muito difícil? Sim. Mas temos menos uma dificuldade.
Isto é o que Sócrates quer?
Quero lá saber o que ele quer, desde que saia.
quarta-feira, outubro 13, 2010
Mais do que pressões indesejáveis, com a continuação desta romaria de penitentes, a nação suspensa da decisão de Passos, a fazer dele, de algum modo, se não ainda a redenção, pelo menos o novo mandarim, esta análise pode revelar-se correcta apesar de uma ligeira modificação: se proferida no limite do temporalmente possível, a palavra de Passos pode ser, em si, indiferente. A legitimação já começou e basta que o país perceba que esse último sim ou não é a primeira de uma outra época .
terça-feira, outubro 12, 2010
segunda-feira, outubro 11, 2010
Se for preciso ajuda para pagar as passagens, contribuo. Não seja por falta de dinheiro que continuemos neste triste rumo.
Eles que mandem 2 ou 3 reformados, que acho que são bem suficientes para substituirem o governo inteiro.
Se pudesse haver um gerente de hotel suiço, também reformado, isso é que eu ficava muito grato. Podendo ser, já se vê. Não me refiro a um grande hotel. Um gerente de um hotel modesto já punha isto com outra cara. Já tenho pedido!
(Eu não nenhum prazer em ser um protectorado, como nos tempos de Beresford. Mas já que de facto somos, então que não estorvemos com o nosso gosto pelo fracasso as benesses que podemos tirar da situação.)
domingo, outubro 10, 2010
Neste 10.10.10 se declara ser o a. deste blog a favor do chumbo do Orçamento.
Apesar de todos os perigos referidos por gente que respeita. Aliás, por causa desses perigos, em particular, o que se relaciona com a auto-vitimização do 1º ministro. Todos eles, parecem, contudo, não levar em conta que o dinheiro acabou.
Apesar de todos os perigos referidos por gente que respeita. Aliás, por causa desses perigos, em particular, o que se relaciona com a auto-vitimização do 1º ministro. Todos eles, parecem, contudo, não levar em conta que o dinheiro acabou.
Um motivo que encerra em si vários outros para que não sejamos divindades complacentes com a hybris do Pinto de Sousa*.
*A hybris é do Sousa. Não esquecer. Do Sousa. É ele que deve ir peripeteiar.
quinta-feira, outubro 07, 2010
quarta-feira, outubro 06, 2010
No dia em que chegam a Portugal os Reis de Espanha,
Dinásticas linhas de fuga
Sofia, princesa da Grécia e Dinamarca, Rainha de Espanha, filha de
Friederike, Princesa de Hannover, Rainha da Grécia filha de
Viktoria Luise, Princesa da Prússia, filha de
Adelaide, Princesa zu Hohenlohe-Langeburg, filha de
Ernst Christian, Conde zu Hohenlohe-Langenburg, filha de
Amália, Princesa de Solms-Baruth, filha de
Frederico, Conde de Reuss-Köstritz, filho de
Enriqueta Juana Francisca Susana Casado y Huguetan, marquesa de Monteleone, filha de
António Casado y Velano, 3. marquês de Monteleone, filho de
Isidro de Casado de Acebedo, 1. marquês de Monteleone, filho de
María Teresa Martinez del Mazo y Velasquez, filho de
Francisca de Silva Velasquez y Pacheco, filha de
Diego Rodrigues da Silva y Velázquez
Dinásticas linhas de fuga
Sofia, princesa da Grécia e Dinamarca, Rainha de Espanha, filha de
Friederike, Princesa de Hannover, Rainha da Grécia filha de
Viktoria Luise, Princesa da Prússia, filha de
Adelaide, Princesa zu Hohenlohe-Langeburg, filha de
Ernst Christian, Conde zu Hohenlohe-Langenburg, filha de
Amália, Princesa de Solms-Baruth, filha de
Frederico, Conde de Reuss-Köstritz, filho de
Enriqueta Juana Francisca Susana Casado y Huguetan, marquesa de Monteleone, filha de
António Casado y Velano, 3. marquês de Monteleone, filho de
Isidro de Casado de Acebedo, 1. marquês de Monteleone, filho de
María Teresa Martinez del Mazo y Velasquez, filho de
Francisca de Silva Velasquez y Pacheco, filha de
Diego Rodrigues da Silva y Velázquez
segunda-feira, outubro 04, 2010
Há uns tempos que não via os Conselhos do Prof. Marcelo e tinha decidido que viria para aqui rir-me e chorar-me de uma análise política, tão momento de donas de casa e pequenitos. Falta um apontamento culinário, breve que fosse, e umas receitas práticas de pastelões para aproveitamento de restos...
Escrevi viria e vim, mas a grande notícia foi a não eleição da candidata Flinstone Dilma, uma antiga terrorista muito admirada e elogiada por Hugo Chávez.
A democracia brasileira está de parabéns.
sábado, outubro 02, 2010
Há pouco, na Rádio Renascença, contava-se o golpe republicano num tom reverente e apologético, a roçar o pio.
A república de 1910 foi ferozmente anti-religiosa, atacou a Igreja Católica - que queria erradicar, como ensina aqui VPV - e cometeu crimes contra sacerdotes e crentes.
De nada disso se falava, naquela recitação da boa nova maçónica e jacobina.
Assim, com esta gente, de facto é difícil. Talvez mereçam mesmo a Bancarrota Sócrates, o irmão Almeida Santos, a sua pregação sobre a necessidade de sofrimento e as demais alegrias desta república.
quinta-feira, setembro 30, 2010
sexta-feira, setembro 24, 2010
quinta-feira, setembro 23, 2010
quarta-feira, setembro 22, 2010
Este blog completou hoje a primeira idade: comecei-o há 7 anos.
- É muito tempo. Quando releio alguns dos primeiros posts sinto (embora os pudesse ter escrito hoje) que do a. deles já parte é sepulta em mim .
Agora, mais velho e dotado de raciocínio tudo vai ser mais desagradável.
Que a razão me seja leve!
sábado, setembro 18, 2010
«[...]a degradação progressiva e significativa da conjuntura económica e financeira do país».
Não, não são coisas da velha, como a canalha que se apossou do país designava a Dra. Manuela Ferreira Leite. Nem do tonto tremendista Dr. Medina Carreira.
É mesmo um despacho desta tropa fandanga, acossada pela realidade.
Não, não são coisas da velha, como a canalha que se apossou do país designava a Dra. Manuela Ferreira Leite. Nem do tonto tremendista Dr. Medina Carreira.
É mesmo um despacho desta tropa fandanga, acossada pela realidade.
sexta-feira, setembro 17, 2010
Ontem, num noticiário, vi Constança Cunha e Sá - que é sempre agradável ver - explicar como a direita se encarrega de se auto-aniquilar ( o jovem Passos Coelho, que não soube estar sossegado e agora Ribeiro e Castro que pode ensombrar a vitória desse repositório de firmeza conservadora que CCS parece ver em Cavaco). E enquanto a direita se maltrata, a esquerda - que não comete estes erros infantis que divertem Constança, a esquerda adulta, madura, enterra sisudamente o país.
segunda-feira, setembro 13, 2010
Ontem, num documentário do Odisseia alguém se indignava por alguns deputados mudarem o seu sentido de voto por pressão dos eleitores - no caso, em matérias relacionadas com o aborto.
A condenação da democracia representativa faz-se hoje abertamente: os eleitores apenas servem para dar uma aparência de legitimidade a quem ocupa o poder.
segunda-feira, setembro 06, 2010
sexta-feira, setembro 03, 2010
Em 3 de Setembro de 1792 foi assassinada com extrema e precursora crueldade, a Princesa de Lamballe, uma mulher corajosa que a revolução francesa não podia poupar.
A Princesa recusou-se perante o tribunal revolucionário a renegar o Rei e a Rainha.
Tinha voltado a França, vinda de Inglaterra, onde estivera a pedir auxílio para os monarcas, para continuar ao serviço da Família Real, quando já era evidente o carácter violento do novo poder republicano.
quinta-feira, setembro 02, 2010
sábado, agosto 07, 2010
sexta-feira, agosto 06, 2010
À medida que lia, mais me convencia das semelhanças entre o violador de Telheiras e o estado português. Um violador de repartição que transferiu para a sua actividade mais flagrantemente delituosa a meticulosidade chata dos procedimentos administrativos.
Dúvidas?
«É que, após o interrogatório e antes de abandonar o local, o suspeito exigia-lhes as respectivas carteiras, sacos ou mochilas, que revistava minuciosamente, incluindo todos os documentos.
Também os telemóveis eram detalhadamente vistoriados e lidas as mensagens.» e «o agora acusado apropriava-se também e em regra do dinheiro das vítimas. Começava por as mandar esvaziar os bolsos e as carteiras ou sacos, exigindo-lhes que lhe entregassem o dinheiro.»
Não seria surpreendente que tivesse avisado alguma das vítimas de que tinha o BI caducado ou a morada desactualizada.
E que a Justiça lhe levasse tal à conta de atenuante.
quarta-feira, agosto 04, 2010
Em Portugal há muito que não há dilemas morais (e, por isso, políticos, que é uma disciplina da moral), desde logo porque tudo aqui é e, também, com modorra e sem pasmo, o seu contrário.
Assim, grande parte das grandes questões da cultura do mundo - e as oriundas da tradição racional do ocidente, em particular - são entre nós coisas supérfluas e incompreensíveis.
terça-feira, agosto 03, 2010
segunda-feira, agosto 02, 2010
domingo, agosto 01, 2010
quinta-feira, julho 22, 2010
quarta-feira, julho 21, 2010
Assim penso, também.
A permanência de Sócrates no poder é a tradução da total incapacidade de inovação da sociedade portuguesa - ao contrário do que dizem os mitos da tão propaladada inventiva pátria.
A permanência de Sócrates no poder é a tradução da total incapacidade de inovação da sociedade portuguesa - ao contrário do que dizem os mitos da tão propaladada inventiva pátria.
terça-feira, julho 20, 2010
Torna-se evidente que a revisão constitucional é essencial para o restabelecimento do crédito e readaptação da economia do país.
A gente nem percebe como Tatcher fez o que fez na Grã-Bretanha sem uma constituição escrita para mudar, pelo menos na Inglaterra.
Mas está tudo, finalmente, muito feliz e o número de representantes da República nas regiões autónomas é, sem dúvida, um assunto à altura da nossa vida intelectual e politica.
sábado, julho 17, 2010
sexta-feira, julho 16, 2010
quarta-feira, julho 14, 2010
E perpassando por todas estas coisas desagradáveis que, se não me agitam, me fazem mudar de um lado para o outro do sofá, ainda a crença de que o povo deteria virtudes salvíficas e mezinhas redentoras - e "saberes". Não detém. O que o povo tinha de defeitos e virtudes está agora à vista, para ilustração de todos. Desde há muito tempo que o povo não governava com tão sem entraves. Desde há muito que não estávamos tão perto da desgraça.
Não tem de ser necessariamente assim, mas aqui a agora, foi-o.
Leio o livro de Agatha Christie - com um humor que me faz tão bem quanto uma manhã de praia - e preguiço.
Lá fora, a ameaça de bancarrota, as declarações patetas do 1º-ministro ao FT e a lembrança do 14 de Julho, os tempos da contemporaneidade traçados a genocídios que então começaram para delírio e terror das gentes.
Lá fora, a ameaça de bancarrota, as declarações patetas do 1º-ministro ao FT e a lembrança do 14 de Julho, os tempos da contemporaneidade traçados a genocídios que então começaram para delírio e terror das gentes.
terça-feira, julho 13, 2010
segunda-feira, julho 12, 2010
Ontem adormeci a ler Na Síria, de Agatha Christie. O único que publicou com o nome do seu marido, Sir Max Mallowan.
Um perfeito livro de férias, de férias de outros tempos, com cheiro a maresia, baunilha e bolas de berlim e sem toda esta gente desagradável que pulula agora por todo o lado.
quarta-feira, julho 07, 2010
terça-feira, julho 06, 2010
segunda-feira, julho 05, 2010
sábado, julho 03, 2010
É, o estado português, depois de tantos anos de governo socialista esqueceu a boa educação e a boçalidade reina.
Tudo o que Paulo Nozolino conta é grotesco, mas é o quotidiano de milhares de pessoas.
Tudo o que Paulo Nozolino conta é grotesco, mas é o quotidiano de milhares de pessoas.
Meditação de fim de semana
O que me impressiona não são as asneiras do governo, expectáveis. O que verdadeiramente me acabrunha é esta opção pela agonia lenta.
P.S. Há pouco fui parar a um jornal de província onde li aspeto por aspecto. Percebi que deve ser o "acordo". Como qualquer asneira em Portugal tem o campo livre para alastrar: é o gosto pela miséria grátis e inútil. Como se pode combater isso?
sexta-feira, julho 02, 2010
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Nossa Senhora da Conceição