segunda-feira, junho 14, 2010

A intervenção do Prof. Doutor Ernâni Lopes no Plano Inclinado do dia 12 é do mais importante que foi dito sobre Portugal nos últimos anos.
Conviria que se visse, estudasse e meditasse.

sábado, junho 12, 2010

Chama-se a isto tirar as palavras da boca.

Se os polícias lessem mais literatura fantástica, estariam mais abertos à chateza quotidiana, onde os acidentes de automóvel sobrepujam as fugas e os homicídios.
E se os bombeiros e unidades de salvamento tivessem melhor preparação e culto da minúcia, também não seria desvantajoso.

quinta-feira, junho 10, 2010

O presidente Silva afirmou que o país está numa «situação insustentável».
Mas logo o primeiro-ministro Pinto desmentiu o presidente Silva, limitando-se a considerar que passamos por «uma situação de dificuldade».

Ou o presidente Silva fala com convicção, ou não.

Se sim, e perante um primeiro-ministro que não se apercebe da gravidade da situação nacional, deve, para ser leal ao juramento prestado, tudo fazer para salvar o país, afastando da chefia do governo um incompetente.
E para isso não é preciso rever a constituição. É preciso, apenas, não ser timorato nem medíocre.

Camões em uniforme de serviço no regimento
das glórias nacionais, séc. XIX.

quarta-feira, junho 09, 2010

Sobre as reformas que já teríamos feito (e com um resultadão, como se prova aqui, no Quarta República):
Creio que, no meio da desgraça, terá alguma graça seguir as relações entre Portugal - governo e o seu presidente Silva, incluídos - e a UE.
O que aquela gente lá de fora vai passar até descobrirem que, se por um lado bastaria telefonar e dar a ordem directa, com a respectiva ameçaça, por outro é inútil qualquer outra coisa mais subtil.
A não ser que a desfaçatez e loucura chegue a tanto que tenha de ser uma ordem directa, em voz alta, que deixe o Silva presidente e o seu governo sem pio.

terça-feira, junho 08, 2010

Muito bom !

Faz lembrar a história contada por Gorbatchev sobre o secretário geral do partido comunista e presidente da Alemanha Oriental, Erich Honecker. Quando visitou a defunta Alemanha de Leste, para convencer o regime a fazer reformas, foi-lhe dito por Honecker que, felizmente, a RDA já fizera todas as reformas.
Já de manhã ficara boquiaberto com as palavras do Santos das finanças.
Começo a pôr a hipótese de loucura colectiva.
Uma senhora que é não sei quê da «educação» vem dizer - com ar valente e arrojado - que há violência nas escolas.
Mas é evidente que há violência ans escolas. Se a autoridade legal se retira, instala-se a violência e a lei do mais forte.
O que é que ela esperava?
Eça de Queiroz conta-nos como no Parlamento britânico era amiúde discutida a dimensão da nossa ignorância e estupidez.
Há pouco, enquando via o ar paciente com que se aconselhava a Portugal a efectuar mais algumas reformas, lembrei-me da postura que o professor adopta para com um aluno pouco inteligente: os europeus perceberam que esta gente que dá pelo nome de "governo português" está minimamente convencida que fez mesmo reformas e usam de «compreensão» a condizer com o que eles pensarão ser atraso.
Mas em breve descobrirão o lado cábula (ou louco) e o tom mudará.

segunda-feira, junho 07, 2010

Mais post crise: depois dos britânicos, os alemães hoje. Em Espanha, Aznar já falou na necessidade de acabar com a agonia do país.

Enquanto isso, por cá, o Silva presidente e o Pinto ministro disseram ambos baboseiras, mas salientou-se o Silva, com aquilo das férias cá dentro.
Perante a quantidade de assuntos que ou são postos de lado, ou passam sem mais discussão, devido à crise, conviria ver como foi na Grã-Bretanha durante a II Guerra Mundial: que assuntos discutiam, que assuntos não evitavam.
Fica aqui o convite. Verão o que aquela gente discutia enquanto as bombas caíam sobre Londres - e no Parlamento.
Sempre se dirá, que, entre outras coisas, houve uma moção de censura ao governo de Churchill.

Que diria disto o Silva presidente?
Encontrei aqui o alívio daquela terrível impressão de ter esquecido qualquer coisa.
Assim, embora com atraso, mais uma vez me cabe agradecer aos Estados Unidos, à Grã-bretanha e seus Domínios a liberdade trazida à Europa.

domingo, junho 06, 2010

Mais vozes do mundo que vem aí (desta vez, más notícias, felizmente, que as boas têm sido quase letais):

«O primeiro-ministro britânico, David Cameron, declarou hoje que o seu país conhecerá anos de "sofrimento" para permitir a redução do défice público e o peso "enorme" da dívida.»


sábado, junho 05, 2010

As diferenças que fazem a diferença:

"O tempo deste Governo está terminado e cada dia que passa, sem que os espanhóis possam expressar a sua opinião e apostar numa mudança, é um prolongamento inútil da agonia do país"

Já antes, Aznar apontou a responsabilidade ao abandono dos critérios do Pacto de Estabilidade e Crescimento, possibilitando o déficit

É a primeira voz firme que ouvi de e para uma Europa post crise

terça-feira, junho 01, 2010

segunda-feira, maio 31, 2010

O Presidente alemão demitiu-se por ter dito não sei o quê* sobre o Afeganistão, o que terá gerado alguma polémica.
E, por isso, demitiu-se.
Se aqui alguém sugerisse que o presidente se demitisse por uma questão similar, o que seria de clamores de insensatez, à esquerda e à direita. Seria oportuno? Seria adequado? Seria, oh velho bom senso lusitano, sensato? Judiciosas questões, graves questões que exigem tempo para ser meditadas.
Esta sensatez tem, todavia, um preço: a obrigação de respirarmos o ar do fundo do poço.

*Falado sobre as motivações económicas da guerra
Escolaridade média dos portugueses é a segunda pior da OCDE

E por causa disto, milhares e milhares de palavras a mais, gastas em blogs, jornais, televisões.
Palavras que uma melhor educação impediria, por inúteis, redundantes, despropositadas. Nada melhor que uma inteligência treinada para simplificar as coisas.
Seguindo as boas regras da hagiografia, o suposto pedido de Buarque só era atendível mediante um sacrifício, mesmo que pequeno, do santificando. Ei-lo: "Para que tal ocorresse, porém, o primeiro-ministro saiu de um encontro com empresários portugueses no Rio de Janeiro para se encontrar com o cantor".
Ternurento, sublime, santificante!
Assim se percebe o amor que a hierarquia da igreja portuguesa lhe tem dedicado.