quarta-feira, abril 28, 2010

Não esperaria grandes resultado da reunião daqueles dois experimentados estadistas em S. Bento.

E era bem que nada esperava. O rendimento de reinserção? Não chega - como era de esperar.
Esta gente - duas mediocridades - parece ser especialista na insuficiência.
Isto é, a única declaração relevante para Portugal será a de Ângela Merkel.
Fica manifesta a total incapacidade, a raiar o criminoso, deste primeiro-ministro.
Esperemos que seja o fim de uma ilusão (quase) inexplicável.

Idem, a actuação de Cavaco, mudo e quedo não se sabe em nome de quê ou de quem.
É mais ou menos isto. Sim, também.

Como em todas as desgraças há uma parte boa: não se vê tanto a gentalha do governo ou as graçolas do engenheiro.

terça-feira, abril 27, 2010

Um dia miserável: a bolsa de Lisboa desceu 5,36% e a dívida da república está a caminho de se tornar junk bond, uma coisa perigosa que as pessoas sensatas evitam.

O Portugal de sócrates em todo o seu esplendor.
Quem diz que vivemos no marasmo, que a monotonia nos perseguia?
Segundo a CNBC e a Bloomberg, somos um país de alto risco.
Allrisc, como diria o desastrado Pinho.

O inverosímil Sousa (primeiro-ministro) ainda há-de proclamar a modernidade do fiado.

segunda-feira, abril 26, 2010

As bolsas estão positivas (algums a valorizarem mais de 1,5%) ou neutras no mundo inteiro.

A de Lisboa, - tal como a de Atenas - desce mais de 3% e o yield dos bonds portugueses sobe 25 pontos. O mesmo para CDS (credit default swaps, que atingiram records absolutos.
Na CNBC ouve-se falar em Greece e Portugal.
Creio que a farsa acabou.

Nota: o banco daquele senhor Espírito Santo que tece muitos elogios ao actual primeiro-ministro desce, nesta altura, mais de 3%.
Nas alturas em que a devastação se torna mais visível, resta esperar que assim seja, que assim seja como diz, Fräulein Weichbrodt.

sexta-feira, abril 23, 2010

Entretanto, por estas coisas (Pres. Ass. Sindical Juízes defende extinção da Ordem dos Advogados) percebe a gente que a democracia é um regime muito pouco entendido em Portugal.
Seria muito difícil traduzir esta situação no Reino Unido - ou em qualquer país do 1º mundo.
Creio que não vale a pena chamar a atenção para o aleijão que é um sindicato de juízes...

quarta-feira, abril 21, 2010

O Passos, que 3 horas em S. Bento. Teria pouco a dizer, porque o que há a dizer se diz em poucas palavras.

terça-feira, abril 20, 2010

A sentença que suspendeu a pena a um pedófilo de 32 anos que violou uma criança de 8 é uma declaração preciosa do estado laico e republicano português quanto aos cuidados que lhe merece a questão.
Quem leia alguns blogs, diria que torcem pela bancarrota.
Torcem pela redenção. Além de, legitimamente, preverem a falência e se preocuparem com quais serão as suas consequências, esperam, afinal, que grande comoção nos obrigue a ver a luz, à semelhança da catástrofe que Eça esperava para Portugal.
Boas intenções.

segunda-feira, abril 19, 2010

A esquerda usa o escândalo sexual como arma desde sempre.
A Rainha Maria Antonieta, no seu julgamento, foi acusada de incesto sobre o seu filho, o Delfim. A Rainha apelou para as a mães que se encontravam na sala e se comoveram com o odioso e o perverso da acusação.
O tiro saiu pela culatra, mas até hoje a esquerda não deixou de o repetir.
Em Portugal, a esquerda jacobina cala-se sobre a Casa Pia e a lei penal é modificada para permitir que o instituto do crime continuado - desenhado para aligeirar alguns crimes contra o património - lhe fosse aplicado.
E é a esta gentalha que se sentem obrigados a responder?

sexta-feira, abril 16, 2010

Seria, talvez, de algum merecimento que alguém explicasse o perigo do éporreismo,pá, do videirismo e de outros nacionais mitos de desenrascanço. O perigo reside, muito precisamente, em não serem eficazes, em serem, pelo contrário, colossais entraves à resolução dos problemas, porque exactamente consistem em métodos de nāo resolução e de ocultamento de incapacidades.
A presente tristíssima situação é fruto da cultura do desenrascanço e o primeiro-ministro é incompetente, bem como o governo. O país, que preguiçosamente acolheu nesta gente o videirismo, tem agora que se desembaraçar de tanto expediente, da falta de escrúpulos e das confusões que a ineptidão gera para resolver depois os outros problemas.
Até lá, vamo-nos ver gregos.

quarta-feira, abril 14, 2010

Um bom post.
Sempre passei ao lado de Benjamin Constant. Tê-lo-ei provavelmente encontrado várias vezes quando frequentava os escritos e vida de Mme. de Stäel e outras gentes daquela altura - este modo palerma de dizer é de outros tempos mas aqui fica - mas não me lembro de ter lido qualquer coisa dele.
Depois, comecei a encontrar, cada vez mais frequentemente, referências e citações e resolvi-me a ler Constant.
Com proveito:

«Je suis trop sceptique pour être incrédule.»
Benjamin Constant


segunda-feira, abril 12, 2010

Ah sim, esta gente dos livros, terrível, maçadora. E não compreendem o que lêem. Obsessões bibliográficas puras, apenas isso, supõe-se: ferros, ex-libris, gramagens. E o Dr. Pacheco, claro outro maçador. É verdade - e, de caminho, ponha-se-lhe na boca o que ele não disse.
E toda a gente no limbo à espera que o a. do blog viesse explicar a todos o divertido que é tudo e as descobertas fantásticas que é preciso fazer e os três palavrões a dizer de permeio.
Assim num repente, um pouco de arrivismo, um pouco de ressaibiamento, outro tanto de pedantismo, vem abrir o mundo a quem não sabe.
Obsessão decorativa que «se não tiver tido uma origem racional exterior que possa ser partilhada por qualquer um, se transforma em simples decoração.» (sic!)
Também terá enxaquecas ao ouvir Beethoven*?
* Para a gente chata das bibliotecas sorrir.