terça-feira, março 23, 2010

Antes de me deitar, ouvi no Bloomberg alguém, tratado com muita deferência pelos entrevistadores, designar Portugal como um «another high risk small country». A frase metia um „another” porque ele falava da Grécia e do euro.
Não deve ter lido o PEC.

sexta-feira, março 19, 2010

A «Lusa» governamental e pressurosa aderente ao "acordo" ortográfico além do português estropiado que adoptou, não descura a sua calinada intemporal: com ou sem "acordos" e "reformas" Raul escreve-se assim mesmo, sem acentos no u, mas a «Lusa» escreve Raúl.
Pinto Sousa faz-me lembrar os últimos tempos de Salazar, quando este, já depois de operado e diminuído, ainda pensava ser o chefe do governo. Ninguém lhe tinha dito que já não era. Essa omissão, seja qual o motivo, continua a ser nossa vocação.

terça-feira, março 16, 2010

Em defesa de Constança Cunha e Sá, acusada nos últimos tempos, de socretinismo.
Ser, nesta altura, simpatizante do estado de coisas reinante é uma excentricidade equivalente a qualquer. Faz lembrar aqueles artefactos que as senhoras usam para, pelo contraste, mais se notar o charme delas.
Quem não tem as suas pequenas vaidades?
Faz hoje 185 anos que nasceu Camilo, numa casa do Largo do Carmo, em Lisboa.
Continua a ser um dos nossos grandes escritores - isto para falar apenas dos vivos.

segunda-feira, março 15, 2010

Quando é que são as eleições britânicas?
Embora a distância entre o funcionamento das instituições do Reino Unido e as de Portugal seja muito grande, gasto um naco da minha saloiice a alvitrar que um novo governo em Inglaterra se há-de revelar profícuo para a descoberta da verdade material no caso Freeport.
Lembrar aos mais esquecidos que em Inglaterra não há boçalidades de aldeia do jaez do "segredo de justiça".
A Inglaterra é um país decente do primeiro mundo.
Os protestos eram justificados: « Em Lisboa, o inverno 2009/2010 foi o mais chuvoso desde 1870, com 775 milímetros, segundo o IM.»

sexta-feira, março 12, 2010

A lei frouxa, ou interpretada frouxamente, ou feita já assim, em nome dos sociologismos, tem um corolário necessário: a desprotecção dos mais fracos.

quinta-feira, março 11, 2010

Amuse bouche: Constança Cunha e Sá disse há dias o que eu, que sou pão, pão, queijo, queijo (de preferência num bom restaurante) há muito penso: é a economia. De facto, nada mudou para quem continuou a trabalhar e os subsídios e as redes de solidariedade familiar têm permitido amortecer o efeito do desemprego .
Por isso, apenas agora, à medida que se vai percebendo que chegou a altura da classe média começar a pagar a sua cegueira, começo a esperar mudanças.

Entretanto, gostei de ouvir uma evidência - o que vai sendo raro por aqui: a Dra. Manuela Ferreira Leite falou verdade e tinha razão.
«Números do INE não são simpáticos» diz Teixeira dos Santos.
Pois não, são antipatiquíssimos, é uma teima que os números têm com este governo. Invejas...
Ainda o que nos vale é que não há nenhuma crise política, conforme assevera o Sr. Presidente da República.
Não fora o meu péssimo pessimismo e veria que Portugal vive, afinal de contas, tempos felizes.


Sheherazade, a propósito de coisas sem fim.

terça-feira, março 09, 2010

Nuno Morais Sarmento, abstraindo agora das singularidades políticas que assaca ao chefe de estado, veio colocar a questão onde há muito a suspeitávamos: na higiene.
Portugal tem falta de asseio.
E alguém tinha de nos dizer.

segunda-feira, março 08, 2010

A escola da criança que se atirou ao rio - e ainda quero pensar numa mera fuga - resolveu abrir uma comissão de inquérito. Como o infeliz era martirizado há mais de um ano, podiam começar os comissários pelo seu próprio despedimento, merecido mesmo que não se venha a confirmar a notícia da morte da criança.

sexta-feira, março 05, 2010

Sobre Portugal, lembrar que, tal como dizia Freud dos sonhos, todas as personagens - tudo - somos apenas nós.

Não desalentar.
Clausewitices
Vi, entrecortadamente, parte do frente-a-frente de Rangel e Aguiar Branco. Depois, vi parte do «comentário» ao debate, feito por Ricardo Costa.
Quem ouvir esta gente fica com a impressão que as questões políticas, a economia, o destino de Portugal é, por outros meios, uma mera continuação do campeonato de futebol.