segunda-feira, março 15, 2010

Quando é que são as eleições britânicas?
Embora a distância entre o funcionamento das instituições do Reino Unido e as de Portugal seja muito grande, gasto um naco da minha saloiice a alvitrar que um novo governo em Inglaterra se há-de revelar profícuo para a descoberta da verdade material no caso Freeport.
Lembrar aos mais esquecidos que em Inglaterra não há boçalidades de aldeia do jaez do "segredo de justiça".
A Inglaterra é um país decente do primeiro mundo.
Os protestos eram justificados: « Em Lisboa, o inverno 2009/2010 foi o mais chuvoso desde 1870, com 775 milímetros, segundo o IM.»

sexta-feira, março 12, 2010

A lei frouxa, ou interpretada frouxamente, ou feita já assim, em nome dos sociologismos, tem um corolário necessário: a desprotecção dos mais fracos.

quinta-feira, março 11, 2010

Amuse bouche: Constança Cunha e Sá disse há dias o que eu, que sou pão, pão, queijo, queijo (de preferência num bom restaurante) há muito penso: é a economia. De facto, nada mudou para quem continuou a trabalhar e os subsídios e as redes de solidariedade familiar têm permitido amortecer o efeito do desemprego .
Por isso, apenas agora, à medida que se vai percebendo que chegou a altura da classe média começar a pagar a sua cegueira, começo a esperar mudanças.

Entretanto, gostei de ouvir uma evidência - o que vai sendo raro por aqui: a Dra. Manuela Ferreira Leite falou verdade e tinha razão.
«Números do INE não são simpáticos» diz Teixeira dos Santos.
Pois não, são antipatiquíssimos, é uma teima que os números têm com este governo. Invejas...
Ainda o que nos vale é que não há nenhuma crise política, conforme assevera o Sr. Presidente da República.
Não fora o meu péssimo pessimismo e veria que Portugal vive, afinal de contas, tempos felizes.


Sheherazade, a propósito de coisas sem fim.

terça-feira, março 09, 2010

Nuno Morais Sarmento, abstraindo agora das singularidades políticas que assaca ao chefe de estado, veio colocar a questão onde há muito a suspeitávamos: na higiene.
Portugal tem falta de asseio.
E alguém tinha de nos dizer.

segunda-feira, março 08, 2010

A escola da criança que se atirou ao rio - e ainda quero pensar numa mera fuga - resolveu abrir uma comissão de inquérito. Como o infeliz era martirizado há mais de um ano, podiam começar os comissários pelo seu próprio despedimento, merecido mesmo que não se venha a confirmar a notícia da morte da criança.

sexta-feira, março 05, 2010

Sobre Portugal, lembrar que, tal como dizia Freud dos sonhos, todas as personagens - tudo - somos apenas nós.

Não desalentar.
Clausewitices
Vi, entrecortadamente, parte do frente-a-frente de Rangel e Aguiar Branco. Depois, vi parte do «comentário» ao debate, feito por Ricardo Costa.
Quem ouvir esta gente fica com a impressão que as questões políticas, a economia, o destino de Portugal é, por outros meios, uma mera continuação do campeonato de futebol.

quinta-feira, março 04, 2010

No meio desta desgraça toda, é ser português rir a bom rir com os telefonemas para o Rei de Espanha.

Convido quem por aqui passar que me acompanhe numa boa gargalhada.

quarta-feira, março 03, 2010

Se o que Manuela Moura Guedes diz sobre os telefonemas do Pinto de Sousa ao soberano espanhol é verdade - e nada leva a pensar que o não seja - Don Juan Carlos deve achar bem estranho este país que, enquanto no parlamento nega um voto de pesar pelo assassinato El-Rei D. Carlos I, tio-avô* do Monarca espanhol, tem um primeiro-ministro a solicitar-lhe empenhos para calar notícias incómodas em Portugal...
E daí, talvez não estranhe. Estranhar o quê? É a mesmíssima miséria moral: às claras e a ocultas.
Da inteligência como cold cream capaz de dar algum apaziguamento.

Prof. Paulo Tunhas, em "i" - (está escrito em português não estropiado):

«...Ou que nos abstenhamos rigorosamente de atribuir intenções às acções dos outros, algo que é constitutivamente impossível aos seres humanos, ou então que decretemos, por um acto mental violento, que uma parte da informação de que dispomos pura e simplesmente não existe e que a substituamos pela conveniente ficção de uma realidade mais conforme aos nossos desejos. Este último tipo de solução enquadra-se naquilo que a filosofia discutiu sob vários nomes: "mentira interior", "mentira orgânica", ou, mais banalmente, "auto-ilusão". Nas palavras de Simone Weil, trata- -se de uma "submissão a uma sugestão consciente e desejada". Será preciso explicar em detalhe os malefícios desta opção? »
O que se vê em leaders políticos não é uma animação. De todos, Paulo Rangel, embora com defeitos dispensáveis, parece-me o mais capaz de trazer alguma sensatez de volta. Isso me basta.
Conviria, no entanto, isto lembrando-me do debate de ontem, de que vi parte - que não esquecesse que, em Portugal, para ser modicamente sensato é necessária uma imensa energia e firme determinação.
Creio que Paulo Rangel (e muitos outros) não se apercebeu ainda verdadeiramente do estado moral do país.

terça-feira, março 02, 2010

As más e as boas notícias económicas continuam a ser escandalosamente unexpected, como já tinha reparado aqui.

A coisa não é nova e Miss Prim aconselhava com razão a Miss Cardew que saltasse o capítulo sobre a rupia. Hoje em dia as finanças gregas e um pouco as espanholas (como, aliás, sempre se suspeitou) não são leituras para se fazerem de ânimo leve, devendo ser evitadas por adolescentes e ministros das finanças mais sensíveis.
Sinal dos tempos conturbados: só ontem reparei que as árvores da frente (Prunus cerasifera, var. pissardii , sabedoria importada no Dias com árvores) já estão em flor.
É este o espírito! (Não o de 1640 mas o imorredoiro espírito de 1580)
(e isto dito sem graças, que muitos dos que escolheram a União com Espanha - a UE do tempo, afinal - fizeram-no movidos por preocupações semelhantes às que hoje têm, honestamente, muitos)

segunda-feira, março 01, 2010

Parece que há mais de mil prédios em risco de ruína em Lisboa.
Não se percebe porquê: a nossa legislação é sempre tão moderna! A legislação do arrendamento tão única, tão exemplar, tão sem igual por essa Europa... que não se sabe a que atribuir esta miséria.
Não pode o governo decretar que os prédios não se encontram em risco de ruína? Não pode a lei da gravidade ser declarada ilegal pela assembleia da república ou pelo tribunal constitucional, ou pelo presidente da república, ou pelos três juntos?
Essencial apoiar.

sábado, fevereiro 27, 2010

Tornou-se de leitura diária. Fez hoje 5 anos. Parabéns ao Insurgente.
Temporais, frio, cheias, a situação da Madeira; lá fora, terramotos. A crise económica e as finanças gregas. Sobre tudo isto, o eczema em que aqui se transformou o governo.
É demais!
A leitura deste entendimento do Prof. Doutor Pinto de Albuquerque no DN é de enorme importância.
Se o que se seguir na questão TVI não for o que aqui se ensina, será de temer que Portugal deixe de ser sequer um estado de direito formal: a democracia, o estado de direito, serão meros pro formas, formalismos descartáveis consoante os desejos do tiranete da altura.

Leiam-se estes extractos:

«Com efeito, há indícios de factos que subvertem a liberdade de imprensa como pilar do Estado de direito quando se diz, por exemplo, que "O Sócrates perguntou-me se não era melhor correr com o Moniz antes de a PT entrar". Se a conduta indiciada não tiver relevância criminal, então os jornalistas portugueses ficam inteiramente à mercê das "interferências" do poder político, pois ela poderá repetir-se impunemente. Se esta conduta não põe em causa o Estado de direito, então Portugal vive num Estado de direito formal. Se esta conduta é tolerável em Portugal, então a garantia constitucional da liberdade de imprensa é meramente formal.

Aqui chegados, o procurador-geral deve abrir um processo criminal, para investigar toda a matéria de facto que se encontra por esclarecer. Em face de indícios de crime público, o Ministério Público não tem qualquer discricionariedade. Tem de abrir um processo. E a sua anterior decisão de não abertura não tem qualquer força de caso decidido. Se o procurador-geral não abrir um processo criminal, os ofendidos têm ainda um caminho. Devem apresentar queixa sobre os factos indiciados com arguição simultânea da inconstitucionalidade da interpretação do procurador-geral do artigo 262, n.º 2, do CPP, o que obrigará à abertura de um inquérito e à apresentação dos autos a um juiz de instrução. O Estado português não tem apenas uma obrigação substantiva de não violar a liberdade de imprensa, mas tem também uma obrigação processual de investigar qualquer violação da liberdade de imprensa. Se o despacho de arquivamento da notícia do crime for a última palavra do Estado português neste caso, então estão exauridos os meios internos de tutela da liberdade de imprensa e fica o caminho aberto para suscitar a tutela do Tribunal de Estrasburgo.

Esta análise é estritamente jurídica, como foram todas as que tenho feito sobre este assunto. Não faço imputações de segundas intenções aos magistrados envolvidos. Aliás, repudio terminantemente quaisquer extrapolações que ponham em causa a lisura de procedimentos e a idoneidade profissional de todos os magistrados envolvidos. Porque defendo e confio na independência dos tribunais e na autonomia do Ministério Público. »

Realces do blog.
Chegado a casa, abri a televisão e ao sabor do comando fui ter a um programa que percebi chamar-se «Conversas com elas». Uma senhora loira fala de Eduardo Prado Coelho, do chico-espertismo português, e de Sócrates, do filósofo. E diz "haviam livros".

sexta-feira, fevereiro 26, 2010

“I can't explain myself, I'm afraid, because I'm not myself, you see”

Lewis Carroll
Creio que, mesmo depois de uma mudança de governo para outro mais decente, os estragos provocados por esta gente demorarão anos a ser reparados - se o forem. Os optimistas verão talvez uma oportunidade nesse processo. Eu vejo apenas um caminho difícil, sem qualquer garantia de que venhamos a ficar melhor - por mais inconcebível que isso nos possa parecer.

quarta-feira, fevereiro 24, 2010

Morreu, aos 42 anos, Orlando Zapata Tamayo, prisioneiro de consciência do regime de Cuba.
Era pouco conhecido e tem sido pouco lastimada a sua morte. A causa imediata foi a greve de fome. A verdadeira, mediata, a atitude criminosa dos assassinos comunistas cubanos.
Tamayo, um operário, não terá filmes de Hollywood a comemorá-lo, nem suscitará repúdios bem-pensantes do criminoso regime responsável pela sua desgraça. Nada, ou muito pouco se fará, passados alguns dias. Mas a sua dignidade inteira, pura, incorrupta, reduzirá permamentemente à dimensão da triste farsa as declarações e os silêncios dos seus carrascos, da corja que oprime e extorque o povo cubano.
Orlando Zapata Tamayo não é uma vítima convenable.
Para sabermos mais sobre nós: Pordata
Muitos aplausos para a Fundação Francisco Manuel dos Santos e António Barreto - que, no mundo dos blogs, é o autor do Jacarandá.

segunda-feira, fevereiro 22, 2010

Pergunta não retórica sobre uma entrevista desinteressante e quase amadora na parte da economia: a questão do endividamento externo foi abordada? A que atribui o primeiro-ministro a desconfiança dos investidores internacionais sobre as finanças e a economia portuguesa? A uma campanha negra?
Chuva, granizo, trovoada e ventania.

domingo, fevereiro 21, 2010

Se algums das consequências dos invernos rigorosos são tristes e aflitivas situações como agora a da Madeira, não é menos verdade que estava já um pouco farto dos invernos sem frio e sem chuva - e que a seu modo contribuiam para a ligeireza naciona. Ao menos, a metereologia não obedece a campanhas eleitorais e serve para nos lembrar dos tremendos erros que se cometem em nome do tudo está bem.

sábado, fevereiro 20, 2010

Portugal na ergoesfera*

*Ao redor do buraco negro, tenha ele rotação ou não, existe uma superfície imaginária chamada de horizonte dos acontecimentos, que delimita a região de não regresso [...] a ergosfera. Trata-se de uma região distorcida, exterior ao horizonte dos acontecimentos, em que tudo o que nela entrar é "forçado" a girar no sentido da rotação do buraco negro, porém não é uma zona de não regresso. A ergosfera é exteriormente delimitada pelo chamado "limite estático".
Uma pergunta que me tem atormentado: Is the theatrical scandal dead?

sexta-feira, fevereiro 19, 2010

Depois daquela do quase pornográfico, esta. Começo a gostar do Penedos: «Pronto, faz-te de novas que o nome vai-te aparecer, só que o apoiante espontâneo e fervoroso primeiro deve querer assinar o contrato, não é?»
Isto é de quem se tornou céptico a ler Camilo.



Marguerite Yourcenar interroga-se (em O Tempo, esse grande escultor) sobre como seria o falar do dia-a-dia de outros tempos, o que não chega à literatura, nem quando esta o procura transcrever. Tenta encontrá-lo nas actas das sessões de tortura sofridas por Campanella e outros, incluídas no processo daquele. As palavras que lemos hoje, proferidas sob a dor, levam a crer que os translatos são fiéis - talvez involuntariamente - e a partir delas podemos conjecturar o tom e as palavras do que seriam as conversas quotidianas.
Daqui a anos, os vindouros saberão como falavam entre si na intimidade os próximos do poder político de Portugal, e que palavras da rotina da ignomínia.
Ao contrário dos torturados na sua agonia, a linguagem que usam é profundamente reles e ofensiva.
Que se saiba, ao menos, que esta gente desprezível morreu pela boca. Cada hora que esse tal Prestrelo continua no cargo que ocupa, é uma afronta intolerável ao povo português.
Tempos de crise.
Há quem os ache interessantes.
Podem ser.
Aqui, em Portugal, e agora, as crises são enfadonhas e cansativas.

quinta-feira, fevereiro 18, 2010

Concordo com o que se escreve aqui, salvo no que ao destino do primeiro-ministro diz respeito: Sócrates, sem o poder do estado não existe. E não tendo presente desejável e muito menos um futuro ridente (que a sua boa estrela providenciaria) a oferecer ao bom povo, no momento em que deixar S. Bento será devolvido ao nada de onde veio - e o seu destino será apenas esse nada.
E é isso que ele (e quem o cerca) sabe muito bem.

A única novidade virá da imensa gente que se perguntará como e porquê não viu mais cedo a vacuidade do «animal feroz». E deles, novos conversos quanto dos velhos crentes na medíocridade de Sócrates, se soltará um imenso suspiro de alívio.

quarta-feira, fevereiro 17, 2010

Quarta-feira de Cinzas

Memento, homo, quod pulvis es, et in pulverem reverteris.
Pareceu-me ouvir há pouco José Manuel Fernandes dizer que houve ameaças aos jornalistas do Público. "Tenha cuidado", teria dito José Sócrates, por diversas vezes. Mas devo ter ouvido mal. Em qualquer país que não seja tenazmente reles, quem ficaria em apuros seria o polítiquete que se atrevesse a dizer uma coisa dessas.
Não, ouvi mal, de certeza.

sábado, fevereiro 13, 2010

Sexta-feira de Carnaval

A arte da entrevista, no i (jornal que usa o português estropiado, que, por isso, não leio e onde fui parar inadvertidamente)
Está convencido da razão de Sócrates?
- Absolutamente convencido. [De que outro modo poderia responder o advogado - sem incorrer imediatamente e desde logo em responsabilidade disciplinar? E o jornalista que vai entrevistar um advogado não tem obrigação de saber isso e não fazer perguntas demasiado palermas?]

[...]
Aliás vejo com mágoa que tantas personalidades neste país estejam tão preocupadas com o direito à liberdade de expressão ou pensamento. (sic)
Que também é um direito inscrito na Constituição
- Sim, mas dizia, é uma coisa que me faz rir porque ninguém está preocupado com o valor da honra, do bom nome, da reputação, dos valores individuais – que são da maior importância. O que é mais importante? Pôr em causa isso é pormo-nos numa situação de brutal fragilidade perante filhos, netos, comunidade onde vivo, é uma situação de vergonha.

Daniel Proença de Carvalho, advogado do dito.

Haverá algum site de apoio aos traumatizados familiares de Nixon, ou familiares de políticos em geral? A graça desta parte da entrevista consiste em considerar que o estatuto de um político se rege, nestas questões, pelos mesmos princípios aplicáveis aos particulares que se ocupam meramente a cultiver son jardin. O uso de tais argumentos, de gargalhada em qualquer país do primeiro mundo - ao qual não pertencemos -, serve para aferir do nosso atraso. O jornalista não percebe a diferença?
Em pouco tempo li escrito "atual" e "projeto".

Agradecia que pensassem bem - mas bem - a que propósito iríamos começar a escrever de tal modo; porquê afastarmo-nos do actuel/actual/aktuell que é como se escreve «actual» também em francês, inglês e alemão - as línguas em que é pensado e veiculado 98,9% do que é relevante a nível mundial em qualquer ramo do saber -, para adoptar a grafia do Brasil, um país analfabeto que, mesmo sem consoantes duplas, não deixa de continuar a cair nos resultados do Pisa, em matérias como leitura e matemática (ocupa os penúltimos lugares, atrás de países africanos muito menos ricos).
Que, ainda por cima, alguém tenha o topete e a falta de vergonha de vir crismar como "evolução" esta saloiice que seria considerada um coisa de doidos em qualquer país culto é algo que diz o que somos mais cruamente do que as agências de rating.
Infelizmente, quero crer que esta paixão pela lorpa «novidade» é a mesmo que nos leva a acarinhas as mais descabeladas mentirolas sobre a nossa realidade, quase que estabelecendo um padrão de comportamento psicótico, uma opção pelo delírio.
Se há alguma coisa que quase me fascina nesta gente que é ser o exacto contrário do que devia ser numa altura de crise.
Queríamos um guia seguro que nos levasse por caminho firme e somos obrigados a fazer jornada com uma quadrilha de má catadura; e é de coração apertado e mão no bolso que lá vamos andando, desalentados, sem saber se chegaremos ao destino, sempre em sobressalto, aturdidos por mil peripécias, à espera que apareça gente, algum socorro.

quinta-feira, fevereiro 11, 2010

Atrasado para a manifestação...
13, 30 é uma hora péssima para quem não vive em Lisboa.

quarta-feira, fevereiro 10, 2010

Que fazer, quando centenas de anos de subdesenvolvimento e desmazelo desabam sobre nós?
Cansativo, tudo isto.

terça-feira, fevereiro 09, 2010

Qualquer despacho judicial que se ocupe de indícios de actividade passível de integrar um crime contra o estado de direito por parte de um primeiro-ministro deve ser, não apenas público, mas difusamente publicitado, salvo se da publicação possa resultar dano para a investigação - o que não é o caso.
Qualquer outra interpretação e qualquer outra prática não é compatível com o estado de direito tal como existe nas nações civilizadas.

domingo, fevereiro 07, 2010

Agora mesmo na televisão, a sensatez de Marcelo Rebelo de Sousa.
Ah, sim, não é conveniente agora. Olha lá o estrangeiro.
Pois é. Nunca é. Pena que o resultado de tanto respeito pelas conveniências e de tanta sensatez seja esta miséria vil, mesquinha, catitinha.
Alguns, menos preocupados com as conveniências, vão fazendo os seus negócios.
Em paz, a salvo, certos do sossego.
Para não alarmar os mercados.
Só um louco não perceberia que tem de ser assim.
Se não tívessemos cuidado até podíamos acabar no 1º mundo.
E depois, hein?
Desvantagens de não ter votado em Cavaco:

Não poder dizer que nunca mais voto Cavaco.

O Presidente da República, que fala de inversões de rumo na economia, não percebe que precisamos de outra alma, que o país não pode viver nesta crispação, dividido, a sofrer um primeiro-ministro que grande parte execra e questiona a idoneidade moral para exercer o cargo. Não é este o perfil de um leader para os tempos difíceis e Cavaco parece não perceber isso...
O tempo do destino - ananké e agnórise.
Escreve Vasco Pulido Valente:

«A única hipótese plausível é a de que o primeiro-ministro vive doentiamente no mundo imaginário da propaganda. Ou melhor, de que, para ele, a propaganda substituiu a vida: Sócrates já não partilha ou nunca partilhou connosco, cidadãos comuns, a mesma percepção de Portugal »
Sim, uma evidência. Ele e uma parte da classe média que vive dos subsídios e favores da ilusão.
Mas o que verdadeiramente me assusta é perceber que alguém assim se prepara para continuar no cargo.

sexta-feira, fevereiro 05, 2010

Será que alguém pensa que esta gente (Sócrates e Cia.) saiam pelo seu próprio pé do poder?
Ao contrário dos seus opositores e dos «comentadores» eles sabem como funciona o país.
O mercado da dívida dará a Portugal a calamidade salvadora em que pensava Eça quando escreveu a Catástrofe? É de crer que não. O poder salvífico da miséria tem sido grandemente exagerado e pode pouco ao pé do metal imediato e sonante. E mesmo em tempo de dificuldades há sempre um fundo de gaveta explorável.

quinta-feira, fevereiro 04, 2010

Quem diz que a literatura portuguesa - tão reduzida que anda ao recontar de estados de alma à solta e namoricos em andares da EPUL - me havia de dar um bom momento?
Sim, foi ontem, quando o nosso primeiro-ministro tratou por Como é que tu te chamas ? Jorge? o José Luís Peixoto que é um escritor e poeta conhecido, de reputação firmada e que de que eu não li senão dois ou três poemas, devido ao meu péssimo gosto em questões literárias.
O escritor e poeta, que participava num encontro entre o primeiro-ministro e alguns jovens, para um balanço comemorativo dos 100 dias deste governo, quando entrevistado sobre o ocorrido, manifestou na breve e contida declaração, proferida sem «tempestades de medo nos lábios» e «sem gritos desesperados sob conversas», algum descoroçoamento pelo facto do primeiro-ministro parecer não o conhecer de parte nenhuma.
O episódio, com o que tem de lamentável, não deixa de ser sinal dos tempos: há dois ou três anos, o jovem Peixoto talvez se tivesse limitado a um alegre "gosto que me chamem Jorge" e o primeiro-ministro afirmado que confundira o jovem escritor e poeta com a ressurreição de Sena, o Jorge.
A bolsa de Lisboa continua a cair. A maior queda de todo o mundo. Por uma vez, de novo grandes.
O tempo está cinzento, um dia bonito de tempo de Inverno.
Estou a ler The Moon is a Baloon, de David Niven, a bem disposta autobiografia dele e que aconselho a vários títulos.

quarta-feira, fevereiro 03, 2010

As acções do Banco Espírito Santo caíram 6,98% na Bolsa, o que constitui, por si, uma crise política.
O que a Comissão Europeia disse sobre a nossa situação: já sabia que era assim, condiz com o que a Dra. Manuela Ferreira Leite tinha dito na campanha eleitoral.
Entretanto, percebendo que o episódio Mário Crespo correu mal, e como a economia não vai melhor (principalmente porque as declarações da Comissão não permitem mentirolas) aparece a proposta de publicação dos rendimentos de todos os portugueses on line - enquanto a transperência estatal recua.
Mas, não percebo é algumas reacções: o socialismo é isto mesmo. Estando já praticamente assegurada pelo governo a parte que diz respeito à miséria, faltava a parte da devassa e controlo da vida de cada um.

terça-feira, fevereiro 02, 2010

Neste triste Caso Mário Crespo ninguém se compadeceu ainda do Maître d'Hotel que vê o seu restaurante invadido por gente sem modos que incomoda os outros clientes.
Os modos de agir para significar aos clientes-problema que são indesejáveis estarão padronizados, mas serão difíceis de pôr em prática num país onde os limiares da decência em uso no 1º mundo foram há muito abandonados.
A minha total solidariedade com o digno profissional e com os restantes clientes envolvidos malgré eux na triste cena.

segunda-feira, fevereiro 01, 2010

O primeiro-ministro afirma que o défice foi um resultado desejado pelo governo.
Considerando que o ministro das finanças se mostrou surpreendido com os números do défice, é de crer que o acaso e o deus-dará desempenham um papel considerável nos resultados obtidos pelas políticas do actual governo.
1º de Fevereiro 1908
Enquanto vivemos as alegrias e os esplendores desta virtuosa república, lembremos que passa hoje mais um aniversário sobre o assassinato d'El-Rei D. Carlos I e do Príncipe Herdeiro, D. Luís Filipe.
ONDE ESTÁ ESTE ARTIGO???
O Fim da Linha
Mário Crespo
Terça-feira dia 26 de Janeiro. Dia de Orçamento. O Primeiro-ministro José Sócrates, o Ministro de Estado Pedro Silva Pereira, o Ministro de Assuntos Parlamentares, Jorge Lacão e um executivo de televisão encontraram-se à hora do almoço no restaurante de um hotel em Lisboa. Fui o epicentro da parte mais colérica de uma conversa claramente ouvida nas mesas em redor. Sem fazerem recato, fui publicamente referenciado como sendo mentalmente débil (“um louco”) a necessitar de (“ir para o manicómio”). Fui descrito como “um profissional impreparado”. Que injustiça. Eu, que dei aulas na Independente. A defunta alma mater de tanto saber em Portugal. Definiram-me como “um problema” que teria que ter “solução”. Houve, no restaurante, quem ficasse incomodado com a conversa e me tivesse feito chegar um registo. É fidedigno. Confirmei-o. Uma das minhas fontes para o aval da legitimidade do episódio comentou (por escrito): “(…) o PM tem qualidades e defeitos, entre os quais se inclui uma certa dificuldade para conviver com o jornalismo livre (…)”. É banal um jornalista cair no desagrado do poder. Há um grau de adversariedade que é essencial para fazer funcionar o sistema de colheita, retrato e análise da informação que circula num Estado. Sem essa dialéctica só há monólogos. Sem esse confronto só há Yes-Men cabeceando em redor de líderes do momento dizendo yes-coisas, seja qual for o absurdo que sejam chamados a validar. Sem contraditório os líderes ficam sem saber quem são, no meio das realidades construídas pelos bajuladores pagos. Isto é mau para qualquer sociedade. Em sociedades saudáveis os contraditórios são tidos em conta. Executivos saudáveis procuram-nos e distanciam-se dos executores acríticos venerandos e obrigados. Nas comunidades insalubres e nas lideranças decadentes os contraditórios são considerados ofensas, ultrajes e produtos de demência. Os críticos passam a ser “um problema” que exige “solução”. Portugal, com José Sócrates, Pedro Silva Pereira, Jorge Lacão e com o executivo de TV que os ouviu sem contraditar, tornou-se numa sociedade insalubre. Em 2010 o Primeiro-ministro já não tem tantos “problemas” nos media como tinha em 2009. O “problema” Manuela Moura Guedes desapareceu. O problema José Eduardo Moniz foi “solucionado”. O Jornal de Sexta da TVI passou a ser um jornal à sexta-feira e deixou de ser “um problema”. Foi-se o “problema” que era o Director do Público. Agora, que o “problema” Marcelo Rebelo de Sousa começou a ser resolvido na RTP, o Primeiro Ministro de Portugal, o Ministro de Estado e o Ministro dos Assuntos Parlamentares que tem a tutela da comunicação social abordam com um experiente executivo de TV, em dia de Orçamento, mais “um problema que tem que ser solucionado”. Eu. Que pervertido sentido de Estado. Que perigosa palhaçada.
Nota: Artigo originalmente redigido para ser publicado hoje (1/2/2010) na imprensa.

sábado, janeiro 30, 2010

Por aqui, cheguei aqui, a este post sobre a Condessa de Grefulhe.
O extraordinário artefacto para o frio foi inútil, por mais eficaz que termicamente tenha sido: Proust já morrera há muito nesse ano de 1942.

quinta-feira, janeiro 28, 2010

Azul magnificente e frio.

Lá fora (onde a realidade vive) parece que não acreditam muito nas boas intenções governamentais.

quarta-feira, janeiro 27, 2010

Notas ao café, depois de almoço
Tal como havia predito, as agências de rating e os mercados - que, tendo às vezes as suas rêveries, são essencialmente sensatos - reagiram mal ao subterfúgio infantil governamental que dá pelo nome de Orçamento.
Creio que este governo precisará de ser demitido e substituído por outro que tome as medidas necessárias.

Ainda não li as reacções ao Orçamento, mas 1%* parece-me um nada, com «Tudo como dantes. Quartel-Geneneral em Abrantes»

Antevejo más notícias das agências de rating.

Talvez o exterior imponha qualquer coisa.

Não se lobriga sombra de estadista.

A manhã está bonita e fria.

Notas ao café, depois de almoço

Tal como havia predito, as agências de rating e os mercados - que, tendo às vezes as suas rêveries, são essencialmente sensatos - reagiram mal aos subterfúgios infantis acolhidos no dá pelo nome de Orçamento.
Creio que este governo precisará de ser demitido e substituído por outro que tome as medidas necessárias.
*Segundo alguns, fictício.

terça-feira, janeiro 26, 2010

segunda-feira, janeiro 25, 2010

O novo joguinho do iphone : trata-se de fazer de Deus, tentando evitar que os homens construam a torre de Babel. À disposição, o dedo de Deus, que esmaga os homens, e outros atributos da fúria divina: raios, dilúvios, ventos destruidores, chuva de fogo e terramotos.
O jogador ajuda o inimigo, Deus, e ganha quanto mais matar dos seus semelhantes e evitar a construção de Babel.
Um jogo para uma sociedade laica que vê Deus como o adversário, de facto um diabolos, uma adversidade à felicidade humana.
É o nº 1 de vendas em França.
O meu score é de 737 cretinos mortos dos mais diversos modos.
É. Lá, como aqui, é um castigo para a gente ver a Verdade.

sexta-feira, janeiro 22, 2010

Será que é no final de Si Versailles* m'était conté, que Madame de Sévigné, dirigindo-se a Le Grand Turenne, Molière, Madame de Montespan, Fénelon diz com éclat e agudeza que «Louis XIV c'est nous»?
Quando vejo, hoje, esta gente a clamar contra a liberdade, do Soares de Chávez e dos que se calaram com o fim do Jornal de Sexta, à demais gentalha preocupada com a privacidade do primeiro-ministro, que se insurge contra a jurisprudência dos tribunais internacionais em matéria de liberdade de expressão, ou o quase geral silêncio perante a proposta de tribunais especiais para julgar jornalistas, quando penso na impassibilidade quase geral perante ignomínias difíceis de encontrar por esse hemisferio norte, lembro-me do mot de esprit da Marquesa e penso que também todos eles - quase todos nós - podiam exclamar o que só os cegos não querem ver: Salazar fomos nós, somos todos nós - sem ao menos o cepticismo lúcido dele.
Depois de escrever este post li este, soberbo; por qualquer motivo, lembrei-me deste que escrevi.

quinta-feira, janeiro 21, 2010

Assuntos do dia
Escutas:
Ouvi tudo. Valem por bibliotecas. Gostei muito do ouvir Pinto da Costa, parece-me uma pessoa paciente e com humor.
«Passos Coelho»:
A Tóbis já fez melhor. O argumento ressente-se das várias autorias, de vez em quando torna-se inverosímil. A interpretação é muito rígida e empastelada, não flui (como se diz agora).
Às vezes tenho quase pena de não ser de esquerda. Se fosse, podia acreditar na máquina de terramotos de norte-americana. E tudo ficava, de algum modo, mais fácil.

quarta-feira, janeiro 20, 2010

terça-feira, janeiro 19, 2010

À parte o ligeiramente ridículo que é uma república laica conceder Grã-Cruzes da Ordem de Cristo, é agradável ver Pedro Santana Lopes condecorado.

E tal como ele, também nós estamos a ter o que merecemos.

segunda-feira, janeiro 18, 2010

Sim, com certeza. Felizmente.
Mas, para além do que imediatamente permitiu o aparecimento desta gente, seria conveniente ver bem como se criou o vácuo que tão avidamente esta gente preencheu.

sábado, janeiro 16, 2010

«Não chegámos por acaso ou de repente a esta situação quase catastrófica. Sem anos de erros sobre erros, de políticas suicidas, de incúria, de corrupção e de cegueira não nos tínhamos metido neste aperto. E, hoje, quando acabou o espaço e o tempo para qualquer espécie de dilação e paliativos, persistimos, com angústia ou sem ela, no oportunismo de sempre.
[...]
Discutir o Orçamento - e, pior ainda, segundo consta, um plano a longo prazo para "solidificar" as finanças públicas - sem uma palavra sobre a administração central e local, sobre a corrupção, sobre a justiça e, principalmente, sobre a eficácia e papel do Estado Providência, é um absurdo. As "vozes do derrotismo" são hoje, infelizmente, a "voz da realidade".»

Vasco Pulido Valente in «Público»



Die Blüte welk, das Leben alt

Original e tradução aqui.

quinta-feira, janeiro 14, 2010

«Lisboa e toda a zona em redor será, provavelmente, a praia de Madrid.»

António Mendonça, o ministro das Obras Públicas português

Retive este "e toda a zona em redor". Achei carinhoso que não quisesse excluir ninguém. Afinal, em Portugal não está tudo ao redor de Lisboa?
E não está mal, como desígnio nacional. Assim haja bolas de Berlim.
O google traz até este blog gente que procura cosmopolitismo.
Aqui, neste cantinho.
É cansativo viver neste país.
O Dr. Rangel aconselha firmeza ao PSD na questão orçamental. É um clássico.
O mesmo Dr. Rangel apoia incondicionalmente a candidatura do Dr. Victor Constâncio ao BCE. É outro clássico (por mim, não apoiaria a candidatura do Dr. Constâncio a nada que não fosse a reforma).
Tinha saudades de algum sol.

quarta-feira, janeiro 13, 2010

A Dra. Manuela Ferreira Leite e mais umas aves agoirentas corroboradas por estrangeiros, inimigos do governo da nação:

A agência de avaliação de risco de crédito Moody’s considera que a economia portuguesa está em risco de enfrentar uma “morte lenta”, à medida que deverá ter de dedicar uma fatia cada vez maior da riqueza que produz para pagar a sua dívida, com os investidores a passarem a exigir juros cada vez maiores para emprestarem dinheiro ao país.
A agência, uma das três tidas como referência nos mercados mundiais, apesar de não terem previsto a derrocada do sistema financeiro americano e britânico, faz esta apreciação também em relação à Grécia, num relatório emitido hoje em Londres e citado pela agência norte-americana Bloomberg.
Este cenário não é tido como inevitável, e a agência considera que Portugal, com uma dívida e défice públicos inferiores, tem uma janela de oportunidade maior do que a da Grécia, mas que “não vai estar aberta indefinidamente”.Este cenário não é tido como inevitável, e a agência considera que Portugal, com uma dívida e défice públicos inferiores, tem uma janela de oportunidade maior do que a da Grécia, mas que “não vai estar aberta indefinidamente”.
A agência chama também a atenção para que ambos Portugal e Grécia têm competitividades económicas estruturalmente baixas, mesmo em períodos de pujança económica, o que se traduziu em défices elevados. Além disso, o facto de terem respectivamente quatro e três milhões de cidadãos fora do país faz aumentar o risco de que em caso de aumento significativo de impostos a retoma dos fluxos de emigração sangre parte substancial do potencial económico, assinala o Diário Económico.
Esta semana, um analista da agência, Anthony Thomas, já tinha dado uma entrevista ao diário britânico “Financial Times” onde dizia que “se Portugal quer evitar uma redução do rating terá que tomar medidas significativas e credíveis para controlar o défice”.
A margem de prémio que os investidores exigem para comprar dívida pública portuguesa em vez de alemã duplicou desde 2008, estando 0,69 pontos percentuais.
A Moody’s já tinha lançado no Outono um alerta (“outlook”) negativo sobre as perspectivas para a sua classificação (“rating”) de Aa2 atribuída ao risco da dívida pública portuguesa. A classificação da Grécia foi cortada de A2 para A1 a 22 de Dezembro.

terça-feira, janeiro 12, 2010

Antes de me deitar vi o twitter e apercebi-me duma discussão sobre aquele programa inconcebível, os Pros e contras. Tinha estado com a televisão fechada a ouvir a Antena2 e a ler. Li cinco horas seguidas, quase sem dar por isso, o que há muito não me acontecia.

segunda-feira, janeiro 11, 2010

Reflexões de pequeno investidor

As acções do BES recuperaram este ano muito menos do que as do BPI.
Uma injustiça que parece favorecer o banco do Dr. Fernando Ulrich, uma pessoa desagradável que tem faltado, por várias vezes, ao respeito devido ao Senhor Primeiro-Ministro e penalizado o banco do Dr. Ricardo Espiríto Santo Salgado, que sabe ver as virtudes dos nossos actuais governantes.
Eis um exemplo dos malefícios do mercado.

domingo, janeiro 10, 2010


Coisas do Domingo à tarde.
Isto é outra daquelas músicas francesas de agora.
A Mélanie Pain é uma daquelas francesas de sempre.

sábado, janeiro 09, 2010



Descobertas de novidades francesas, da nouvelle scène, esta noite.
A gestação em França é de anos, a adolescência começa depois da conclusão do bac. Alguns alternarão mesmo as primeiras incursões no pop com os Haute Études ou a Normale Supérior.

Mas pronto, é assim, eles são assim mesmo.

sexta-feira, janeiro 08, 2010

quinta-feira, janeiro 07, 2010

Após 5 anos, o governo socialista transformou Portugal numa tristonha parada de incongruências que passa por entre filas de desempregados sem esperança.

terça-feira, janeiro 05, 2010

Escreve-se agora que não somos um estado de direito. É claro que não somos um estado de direito (como desde há muitos anos se podia luminosamente perceber). Gostamos de enunciar princípios e ideias, desde que tudo seja gratuito: é-nos estranha a ideia de aceitar as consequências desagradáveis deles; no limite, aceitamos que valham no bom tempo. Ora, agora os tempos vão maus, só faltava a maçada dos princípios para ajudar à perdição da colheita. É a nossa ruralidade de país com pouca terra de boa semeadura, onde hoje, como ontem, há fome.
Sendo assim, a única novidade de vulto é terem ficado esta ordem de coisas, estes fingimentos arrebicados, para inglês ver, mais à vista.
De resto, nada que se não resolva em três parágrafos de surrobeco.
Há alguns protestos? Pois deixá-los haver, pensam eles para com os seus botões.

segunda-feira, janeiro 04, 2010

Há os convictos, mas campeiam os vendidos: dizem que «tem de ser» e na «inevitabilidade» da coisa com a etiqueta do preço dessas atoleimadas certezas ainda dependurada na rutilante sensatez que é suposto ornar quem se ocupa destas coisas grandes que não estão ao nosso alcance.
É muito cansativo viver num país subdesenvolvido e sem dignidade.

domingo, janeiro 03, 2010

sábado, janeiro 02, 2010