quinta-feira, maio 14, 2009
quarta-feira, maio 13, 2009
O Conselho Superior do Ministério Público deliberou a instauração de um inquérito. O inquérito - que recaiu sobre matérias de extrema gravidade - já findou e parece ir dar origem a um processo disciplinar, mas o Procurador Geral da República não o divulga. E não o divulga sequer aos membros do Conselho que deliberaram que se efectuasse!
A evidência, em países sem tradição de democracia, tem as suas dificuldades, mas, no caso, qualquer pesssoa mediana perceberia que tal atitude é um insulto grosseiro à democracia.
A evidência, em países sem tradição de democracia, tem as suas dificuldades, mas, no caso, qualquer pesssoa mediana perceberia que tal atitude é um insulto grosseiro à democracia.
domingo, maio 10, 2009
sexta-feira, maio 08, 2009
Vasco Pulido Valente falava ontem da crispação e agressividade no discurso político português actual e para ilustar referiu umas declarações de... Pinho? Pinto de Sousa? Santos Silva? Algum dos serventuários menores? Nãoooo! Referiu-se a Manuela Ferreira Leite!
Vasco Pulido Valente, mesmo quando é menos feliz, ensina-nos sempre. Neste particular, elucida-nos sobre o ambiente de Lisboa, a pequenez de Lisboa, os miasmas e os saguões lisboetas que Eça já apontava como causas para o amolecimento cerebral lusitano.
quarta-feira, maio 06, 2009
Nos blogs dos 30s, pesar pela morte de Vasco Granja.
Também tenho pena. Já era grande quando o programa apareceu (e os filminhos aborrecidos dos países de leste), mas ia vendo com gosto os de Norman McLaren, do Film Board of Canada. A lembrança não tem a magia das da infância, mas Vasco Granja falava do que verdadeiramente gostava, era muito simpático, e creio que se divertia por toda a gente - as crianças em particular - se exasperarem com as suas um pouco longas apresentações.
terça-feira, maio 05, 2009
Hoje, a propósito disto (clique mesmo), enviei mails a alguns deputados portugueses do Parlamento Europeu. Respondeu, em termos, de louvar, Carlos Coelho. O mail dele, automático, com um texto sobre o assunto, não me sossegou quanto ao fundo do problema, mas quanto à forma como um deputado deve tratar com os seus representados foi exemplar e, até agora, único!
segunda-feira, maio 04, 2009
As tristes previsões que a Comissão Europeia tem para Portugal confirmam aquilo que ouvi a Manuela Ferreira Leite. São notícias preocupantes, mas saber que a chefe da oposição vive com os pés assentes na terra, longe do desvairio oficial, é reconfortante.
Vasco Pulido Valente escreve que Sócrates tem ar de primeiro-ministro. Pasmei. O que é um ar de primeiro-ministro? E dado que Sócrates é um mau primeiro-ministro, um muito medíocre primeiro-ministro, onde se vê isso exactamente na cara dele? No nariz? Nas orelhas? Nas olheiras? Na testa? No beiço?
Sampaio (Jorge) diz, com um ar aflito, que talvez seja necessária uma coligação que "nos permita sair disto".
Convirá lembrar que isto foi o desejo e a obra do Sr. Sampaio.
Aliás, julgava que isto estava muito bem. Pelo menos, é o que asseguram os colegas de partido do Dr. Sampaio que constituem o governo que ele empossou.
domingo, maio 03, 2009
Para Sempre
Por que Deus permite
que as mães vão-se embora?
Mãe não tem limite,
é tempo sem hora,
luz que não apaga
quando sopra o vento
e chuva desaba,
veludo escondido
na pele enrugada,
água pura, ar puro,
puro pensamento.
Morrer acontece
com o que é breve e passa
sem deixar vestígio.
Mãe, na sua graça,
é eternidade.
Por que Deus se lembra
- mistério profundo -
de tirá-la um dia?
Fosse eu Rei do Mundo,
baixava uma lei:
Mãe não morre nunca,
mãe ficará sempre
junto de seu filho
e ele, velho embora,
será pequenino
feito grão de milho.
Carlos Drummond de Andrade
Por que Deus permite
que as mães vão-se embora?
Mãe não tem limite,
é tempo sem hora,
luz que não apaga
quando sopra o vento
e chuva desaba,
veludo escondido
na pele enrugada,
água pura, ar puro,
puro pensamento.
Morrer acontece
com o que é breve e passa
sem deixar vestígio.
Mãe, na sua graça,
é eternidade.
Por que Deus se lembra
- mistério profundo -
de tirá-la um dia?
Fosse eu Rei do Mundo,
baixava uma lei:
Mãe não morre nunca,
mãe ficará sempre
junto de seu filho
e ele, velho embora,
será pequenino
feito grão de milho.
Carlos Drummond de Andrade
sábado, maio 02, 2009
Fui hoje a uma missa de acção de graças no colégio onde andei no jardim-infantil. A capela que pensava enorme, de chão rutilante, pareceu-me agora apenas desafogada e o aroma a cera de que me lembrava por todo o lado desapareceu: o chão de mosaico foi coberto por uma alcatifa estranha, cinzento anti-derrapante.
Terá ganho em conforto, para as devoções dos invernos frios, o que perdeu em aprumo e serena dignidade.
sexta-feira, maio 01, 2009
quarta-feira, abril 29, 2009
A relação Portugal-Brasil é assimétrica. Em muitas questões, mas refiro-me à da memória do passado colonial: Portugal já não lembra o Brasil enquanto colónia. Depois do 1822, aqui houve as guerras liberais e, depois delas os esforços voltaram-se para a construção de um império africano. Ao contrário, o Brasil não teve outro colonizador. A memória de Portugal - e do poder colonial português - permanece, por vezes distorcida até à total irracionalidade, o que tudo é parte do esforço com que o Brasil se dedica à morte do pai. A questão do «acordo» ortográfico é um episódio nesse difícil processo do Brasil crescer. Outra, menor, mas não menos elucidativa, a tentativa de apropriamento do Cavalo Lusitano, que ficaria sob o controlo do Brasil....
Alguém tem de explicar ao Brasil que esses tiques de filho único não são admissíveis. E explicar aos portugueses que falta de firmeza em relação ao Brasil é tão uma má política quanto má educação: os adolescentes, e o Brasil é-o até nos extremos nacionalistas que aqui e no resto da Europa ou Estados Unidos seriam considerados manifestações intoleráveis de chauvinismo e xenofobia, os adolescentes dizia, principalmente aqueles com mau aproveitamente escolar, toda a gente sabe, gostam de ouvir um não e nada os desilude mais do que um pai complacente.
Alguém tem de explicar ao Brasil que esses tiques de filho único não são admissíveis. E explicar aos portugueses que falta de firmeza em relação ao Brasil é tão uma má política quanto má educação: os adolescentes, e o Brasil é-o até nos extremos nacionalistas que aqui e no resto da Europa ou Estados Unidos seriam considerados manifestações intoleráveis de chauvinismo e xenofobia, os adolescentes dizia, principalmente aqueles com mau aproveitamente escolar, toda a gente sabe, gostam de ouvir um não e nada os desilude mais do que um pai complacente.
Portugal parece esquecer-se destas verdades simples.
terça-feira, abril 28, 2009
Pequena nota sobre assuntos domésticos e observações curiosas: o tempo quente em Março e, pior, a arrumação e limpeza de artefactos de Inverno, decisão que patetamente acato, têm-me feito passar algum frio. Bem sei que há a crise e as calamidades - só no México houve gripe e terramoto - mas é irritante acordar quase a tiritar.
segunda-feira, abril 27, 2009
De ouvir dizer: Rui Rio. E para quê? Que diferença faz? Para me fazer compreender: Margaret Tatcher fez toda a diferença na forma e na substância: opôs-se com firmeza ao poder dos sindicatos, não cedeu a chantagens, modificou a economia, modificou um país, mudou a cultura política da Grã-Bretanha. Ora, e Rio é isto que quer fazer? E sabe fazê-lo? Se não - e creio que não deu provas de especiais capacidades - para quê os murmúrios e os punhais? Mais um entremez de aldeia? Cansaço.
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