sexta-feira, setembro 21, 2007
Transcrevo, em baixo, parte da entrevista - de que soube via Blasfémias.
Convirá perceber que o comportamento desta Juiza é o que resulta, muito limpidamente, da letra da Lei.
«Ainda me lembro da grande polémica que levantei porque me apareceu um processo para eu validar uma transcrição de escutas telefónicas. Eu perguntei onde estão as cassetes para eu ouvir e responderam-me "as cassetes? Estão na Polícia Judiciária, nunca vêm ao tribunal!" Mas como é que valido uma transcrição de escutas, sem ouvir a gravação? Isto foi, na altura, perturbador e levantou grande polémica. Contudo, eu, ao não aceitar essa prática, era severamente criticada e eu sofria grandes pressões.
Já me esquecia: estas declarações - que são uma denúncia de práticas institucionalizas à margem e contra a letra expressa da Lei - constituiriam, em qualquer país avançado - uma monarquia nórdica, por exemplo - motivo para um imenso escândalo, com discussão no Parlamente, pedidos de inquéritos e a sua realização, meditações públicas sobre a questão - que é a do funcionamento substancial da nossa democracia - etc etc.
Porque o mundo é coerente, aqui, seguramente, não haverá nada disso.
quinta-feira, setembro 20, 2007
Para mim, a boutade, salvo o devido respeito, é o dito do Dr. Mexia.
O que o muito ilustre historiador disse sobre Aquilino é que este era um escritor medíocre. Pode ser uma posição dura, num país onde se vive da falta de arestas - e já com alguma aisance, nos tempos que correm - mas é uma posição entendível e seriamente sustentável e muito a ser meditada, principalmente quando quem a defende é alguém com a estatura intelectual do Doutor Vasco Pulido Valente.
P.S. Ah, o Doutor Pulido Valente não elogiou Clara Pinto Correia. O que fez foi elogiar, creio que a contragosto e confessando a sua imensa surpresa - se ainda me lembro - um livro de CPC, o Adeus Princesa. Um livro que o Doutor Pulido Valente considera um dos melhores romances escritos nos últimos tempos em Portugal.
O procurador-geral distrital de Évora confirmou hoje que não foram determinados novos interrogatórios aos arguidos do caso do desaparecimento de Madeleine McCann, por não terem sido apurados elementos de prova que os justifiquem.
Isto vem no Público, que é um dos bons jornais portugueses. Não devia vir: não faz sentido. Não pode ser pedido um novo interrogatório aos arguidos pelo simples motivo de que os arguidos apenas podem ser interrogados se quiserem (sic).
(Aliás, que o arguidos ou reús ou acusados sejam interrogados é a excepção, não a regra, em qualquer país civilizado... )
Se, em Portugal, são frequentes os interrogatórios de arguidos isto deve-se, muito simplesmente, ao medo do detido, arguido, inocente ou culpado, ficar preso preventivamente, a menos que fale, que «esclareça as dúvidas»...
Isto, na altura em que estou a ler as alterações ao código de processo penal. Impressionante o modo como se estipulam «novos interrogatórios», «continuações de interrogatórios», etc. Que desorganização e ineficácia, que atraso, que enorme distância dos países do 1º mundo adivinhará - bem - o historiador futuro nestas inovações...
Ah! Foi estipulado um prazo para a duração dos interrogatórios do arguido - os tais que deviam ser excepções e são aqui a regra. Com estas modificações o código português fica ainda bastante atrás, em humanidade, do código de processo da Venezuela - promulgado antes de Chavez, (claro, que antes de Chavez): aí se proíbem os interrogatórios depois das 19 horas, aqui em Portugal ainda permitidos.
É neste ponto que estamos...
(que cansativo isto tudo, este país!)
quarta-feira, setembro 19, 2007
terça-feira, setembro 18, 2007
"They've done a lot for this city, they're part of the city and I think people should show some solidarity,'' said Marshall, 52, a home health-care worker in Newcastle-Upon-Tyne who has her life savings at the bank. "I've been with Northern Rock since I was 17 years old and I've always been very happy with them.'' »
Há quem pense de outro modo:
«"They've been sponsoring footballers to buy fast cars with our money,'' said Heather Irwin, 61, as she waited for the Pilgrim Street branch to open. "Now they are sitting in their big houses while we are standing out in the cold worrying about a few coppers. This is all because of pure greed.''»
Interessante. Julgava este tipo de reacções desaparecido, ou menos mostrável ou dizível. Ou usável. Não é, como deveria ter percebido.
Está aqui.
O Eça detestava Newcastle, foi lá cônsul. Já existia o banco.
segunda-feira, setembro 17, 2007
Mas, enfim, estamos em Portugal, é assim mesmo.
domingo, setembro 16, 2007
5 da tarde: clareou já e refrescou o tempo que estava desagradavelmente abafado e opressivo.
Dura ainda a falta de electricidade, o que muito me incomoda, já que faltando esta, falta também a água.
Voltou a energia há 10 minutos.
Nota às 2h da noite de dia 17: verifiquei que a "Arte de ser Pai, Cartas de Eça de Queiroz para seus filhos" de Beatriz Berrini, que estava perto de uma janela que se abriu com o vento, ficou ligeiramente danificada. Quando fui fechar a janela não notei.
Espero que não a gastemos já toda em vinhaça.
sábado, setembro 15, 2007
Os guardas deviam ir hoje mesmo para o olho da rua e, amanhã, sem demora, ser-lhes instaurado um processo crime. Mas, não só não irão, quanto este tipo de afirmações é catalogada de populista, etc., etc. O que aconteceu é, porém, elucidativo de duas coisas: do pouco que vale a vida humana neste Portugal ainda mentalmente rural - onde, indiferenciadamente, tanto dava que morresse João quanto José, já que cavar ou mondar não exige grandes manifestações de individualidade - e de como os políticos & demais dessa gente não são menos campónios do que os muito resignados campónios que ainda somos (conquanto previdentemente, uma vez que olharam lá para fora e gostaram, se fabriquem situações de isenção destas aflições miseráveis).
sexta-feira, setembro 14, 2007
O autor do .............. escreve «dialética». O erro de português é a parte irritante: podia ser evitado escrevendo num programa com corrector e colando no blog - que me dizem muito lido por adolescentes influenciáveis - depois de corrigido.
A parte divertida consiste em um aluno da faculdade - ou já licenciado - ter visto e usado tão pouco a palavra dialéctica, que este termo tão indispensável há uns anos, tenha deixado de ser familiar.
quinta-feira, setembro 13, 2007
Guerra e Paz: o que podemos nós modificar neste mundo ou em nós mesmos. O que conta num caso e noutro, verdadeiramente a nossa acção? As questões para que me chamaram a atenção, muito didacticamente. Simpatizei com Kutuzov, temente a Deus, temente da sua sorte.
Por este tempo fiz o quinto ano, o décimo de agora, creio.
quarta-feira, setembro 12, 2007
terça-feira, setembro 11, 2007
segunda-feira, setembro 10, 2007
O que se irá passar?
Não pode ser outra coisa que não que seja considerada inconstitucional esta alteração vergonhosa ao não menos vergonhoso código do processo penal e lesiva do direito de expressão, conduzindo, mais tarde, a uma das habituais vergonhosas condenações do Estado português nos Tribunal Europeu dos Direitos do Homem.
Estou um pouco farto das saloíces deste(s) governo(s) de saloios.
domingo, setembro 09, 2007
Cara Charlotte,
Em Portugal não podemos viver da indignação: seria demasiado fatigante e perigoso. Deixarmo-nos levar por ela (e quanto mais justa e límpida e legítima como foi a sua neste assuntinho das correntes mais perigosa a coisa se torna) tolda-nos o raciocínio e faz subir a tensão. Ora vejamos: quem foi o vivo que enxovalhou os mortos se Proust - para só falar desse - viverá ainda tão imenso e vital e eternamente crepuscular quando de todos nós tiver passado a notícia que fomos? E queria que gostassem de Proust? Proust é para ler novo, que o prazer de Proust é muito o relê-lo, como bem dizia Barthes. Mas em novos havia que fazer pela vida e Proust não era rendoso antes de Pedro Tamen. Para quê lê-lo, então, se para mais é imenso e paira, inútil, tão acima do que pode valer seja o que for?
Quer evitar as graçolas e vê-los sérios? Pergunte-lhes sobre os livros -ou autores - que mais lhe renderam.
Quanto rende, hoje em dia, Pessoa? Da casa do dito, a coisa monta a quanto? Em bolsas, quanto se pode retirar dele? Em ajudas de custo e subsídios de refeição para seminários, worksops, apresentações, comunicações, quanto rende por ano? Em elogios feitos a pretexto de, o que se pode lucrar?
Ah, quem brincar, perde o cargo! Está a ver? Que silêncio, que ar sério, que aplicação!
Os meus humildes cumprimentos
Impensado
P.S. A que élites se referia?
Claro que há menos gente a gostar de literatura em Portugal do que geralmente se pensa. Alguns entusiasmos sobre autores e obras são isso mesmo: entusiasmo e os rituais de partilha de novidades, nada mais. Falariam com o mesmo empenho de uma nova espécie de cebolas - o que não seria mau, aliás.
Foi engano de quem fez os lotes: o 10º volume ficou separado dos outros 11. A primeira parte da letra «V» faltava e, quando indaguei sobre isso, foi-me contado o que digo agora: que tinha sido tentada a troca com o primo a quem coubera esse volume. Sem resultado. A compra, idem: que também estava ele comprador dos 11 que lhe faltavam. Eram primos direitos e ambos com bom sentido de humor. Tudo ficou como estava - e está. Eu herdei, depois, com todo o mérito, de meu Pai, os volumes que lhe couberam do Portugal Antigo e Moderno: Diccionário Geográphico, Estatístico, Chorográphico, Heráldico, Archeológico, Histórico, Biográphico & Etymológico de Todas as Cidades, Villas e Freguesias de Portugal e Grande Número de Aldeias(...) de Pinho Leal e que tinham pertencido a um tio-bisavô. Foram minha leitura diária durante anos. Ainda o leio por vezes: 2 ou 3 páginas, antes de dormir, como se cumprisse um receituário há muito prescrito e de eficácia comprovada na agitação melancólica e outros distúbrios nevróticos: é um livro que custou anos de trabalho ao seu autor, imprescindível, erudito e divertido e contribuiu para me tornar, desde tenra idade, um maçador incomodativo, sempre, a propósito e a despropósito, com um pormenor erudito sobre a configuração das ruas de Lamego ou becos esquecidos de aldeolas distantes na ponta da língua. Creio que houve tempos, durante a adolescência, em que estive proíbido de citar Pinho Leal. As etimologias disparatadas encantavam-me e sabia algumas e suas refutações. Algumas começavam com um delicioso «É peta!». As vociferações contra os liberais também são imperdíveis e o artigo dedicado ao Mindelo prova com suficiência que ao sítio exacto onde desembarcaram as tropas liberais cabia o nome de Praia dos Ladrões, e não o de Mindelo, situado mais a norte (ou seria a sul?)...
sexta-feira, setembro 07, 2007
É interessante ver o caso da criança inglesa desaparecida pelos olhos dos canais ingleses. Ao contrário do nosso nacionalismo saloio, concordo no essencial com as críticas feitas ao que se tem pssado. O código de processo penal, emanado das esquerdas - mas aceite pelas direitas - reúne à pior tradição autoritária e violenta do estado português, sempre saudoso da inquisição, algumas perversidades oriundas das bandas dos amanhãs que cantariam e que se casam bem entre si (isto para não falar das faltas de método, de meios, etc, próprios de um país pobrete e atrasado).
Do lado britânico, bem... é um grande país do 1º mundo e é o país da Magna Carta e do rule of law, da Scotland Yard, dos laboratórios a que a maravilhosa polícia portuguesa tem de recorrer e... bem, não é estranho que não percebam as canhestras bizantinices de aldeia que imperam por aqui.
-Sim, insónia! - A vivacidade da resposta, o tom ligeiro, quase alegre, não iluda o leitor: há «sofrimento», uma angst porosa, no tom untold que torna o silêncio irónico a necessária negação de si mesmo, uma confissão profunda e real do ser enquanto topos de recolha e confirmação do previsível a que irremediavelmente nos condena o telling, a língua no dente que doi, a velha tentação do lamento.
quinta-feira, setembro 06, 2007
Depois dos livros de contos, vieram os de aventuras: primeiro, Enid Blyton, Dumas depois. Tanto e tantos que sabia de cor os reis de França, e por via de outras leituras de petit histoire as eras da revolução francesa: chegava a Luis XVI, o bondoso Luís XVI, o Rei assassinado, e continuava pelos Estados Gerais até ao Directório, ao Consulado, ao Império, à Monarquia restaurada... A coisa acabava depois da Comuna, com a 3ª República (estas habilidades com a história alheia auguravam-me uma vida desinteressante, o que se tem verificado).
Desta época ainda, dois livros por recomendação materna, o primeiro com o objectivo piedoso e declarado de me ensinar a dar valor às pequenas coisas quotidianas com que nos esquecemos de encantar ("Atribulações de um chinês na China"); o segundo, também de Verne, a "Viagem à volta do mundo em 80 dias" meramente por ser divertido, embora pense agora que se destinava, talvez, a combater Blyton, uma novidade que não seria muito apreciada: Jules Verne era o bom e são caminho a partir dos 10 ou 11 anos.
A seguir a Dumas, lido durante anos, Balzac por volta dos 14, segundo julgo. Dele li o que pude e li muito e por muito tempo, muito para além do necessário para despachar, ao desafio e alegremente, os autores que era preciso conhecer: de "Eugene Grandet" - várias vezes relida ao longo da vida - aos "Insurrectos da Bretanha" (há anos que não me lembrava deste título!), dezenas e dezenas de títulos da Comédie Humaine. O grande Honoré foi a minha primeira admiração literária: admirava-lhe o poder criativo e as dívidas, os desgostos amorosos, o roupão, a máscara mortuária e o busto de Rodin e, em geral, o sofrimento imposto ao seu génio pela vulgaridade ignara.
Acompanhando esta festividade cívica dedicada ao Francesismo, continuava a ler Blyton e livros de aventuras ingleses, onde os franceses constavam como inimigos e eram sempre ruidosamente batidos. Por entre os três mosqueteiros e restante celebração da glória gaulesa, o mero afundamento de uma chata francesa por Horatio Hornblower tinha um sabor a blasfémia, agradável e terrível. Por essa altura a minha lealdade dividia-se, atormentada, entre Calais e as falésias brancas de Dover.
quarta-feira, setembro 05, 2007
Muito maravilhoso português e europeu, mouras encantadas e fadas nórdicas.
terça-feira, setembro 04, 2007
Digo os outros noutro post.
segunda-feira, setembro 03, 2007
sexta-feira, agosto 31, 2007
terça-feira, agosto 21, 2007
segunda-feira, agosto 20, 2007
Este ano, porém, a nortada, durante anos ausente, voltou - e com ela um frio de bater o dente: começaram a notar-se alguns olhares cobiçosos à praia serena, azul, calma e ao meio-dia ainda deserta. Não sei - nestas coisas nunca se sabe - de onde partiu o ânimo para a revolta, mas hoje, entre os refugiados na piscina, falava-se já, abertamente e sem temores, em ir cedinho, que as manhãs, tinha dito não sei quem que tinha lá ido (talvez uma daquelas mães com filhos ainda pequenos que lá vão vigiar as babby-sitters) que as manhãs estavam de apetite, a praia óptima, bem ao invés das ventanias furiosas da tarde (as horas de sono em falta serão, segundo algumas sugestões, colmatadas por uma sesta. Tudo isto é novo e bem extraordinário!)
E por isso, meus Caros Leitores, interrompo as minhas férias de Impensavel para lhes dizer que hoje à noite irei pôr o despertador, sendo, por isso, bem posssível que amanhã, às onze e meia, meio-dia, já esteja na praia, coisa que, creio, não me acontece há alguns decénios.
quinta-feira, agosto 09, 2007
quarta-feira, agosto 08, 2007
Entretanto, antes de fechar tudo e ir dormir dei-me conta que Miss Pearl faz anos. Quis pôr colchas nas janelas, a festejar, mas depois de ver essas Castelo Branco decidi-me ficar pelas intenções virtuais, embora bordadas a seda e sem reserva central. Sem qualquer reserva.
Muitos parabéns!
terça-feira, agosto 07, 2007
Assisto - a propósito do caso da criança inglesa - ao patrioteirismo que a III República fabricou (a que se juntam outros, mais antigos, já tratados por Eça, e que o establishment de agora amorosamente requentou). Alguns dos discursos produzidos a bem da nação são boas e divertidas peças de non-sense campónio: as evidentes falhas da polícia portuguesa em termos de método, organização e meios (a sua excelência é um mito que transitou, com êxito, do anterior regime) parecem ser invencões dos tablóides ingleses acusados de tenebrosos intentos em relação ao nosso abençoado torrãozinho...
segunda-feira, agosto 06, 2007
sexta-feira, agosto 03, 2007
quinta-feira, agosto 02, 2007
Sendo parente, pessoa amiga, ou das nossas relações, ou das da nossa família, o autor presumível de dislate, simples má decisão ou erro, anteponha-se ou posponha-se ao comentário do sucedido a seguinte ou equivalente expressão: «imagino o que lhe terá custado, pressão do ministro. Que maçada!» (ou se o nosso amigo for o ministro, do 1º ministro, se este, por sua vez, não for pessoa amiga; sendo-o, usa-se como agente a gente do partido). Se se tornar líquido que a decisão em causa foi desse parente, pessoa amiga, ou das nossas relações, deve a expressão manifestar a inequívoca certeza de que «há elementos que não conhecemos e que o terão obrigado a agir naquele sentido». Sendo certo que o erro é, sem equívoco, da pessoa amiga ou das nossas relações e que esta insensatamente o reivindica, guarde-se silêncio. Perguntados se não éramos parentes, amigos, ou das relações de autor de desconchavo apreciável, explicar que nos demos sempre mais com o irmão, irmã ou primos.
Produzidos pelas luzes e, mais tarde, pelo insulso positivismo, os panfletos para iluminação do público e libertação das crendices ressurgem em Portugal no início do Séc. XXI. Este refere-se a um expediente, de facto um imposto, que obrigaria os construtores civis a venderem a preço político 20% do que construam na baixa lisboeta.
quarta-feira, agosto 01, 2007
terça-feira, julho 31, 2007
A questão nem é, veramente, saber como a história acaba, mas que não estejamos a assistir - e passivamente - ao seu começo.
domingo, julho 29, 2007
Queixando-se um inglês a outro de um terceiro que não se teria portado como um gentleman, respondeu-lhe o segundo achar natural, por faltarem a essoutro 30 anos de schooling. Perante a admiração do queixoso, elucidou: "10 a ele, 10 ao pai dele e ainda outros 10 ao avô".
Isto a propósito da gritaria alarmante que já hoje ouvi no telejornal sobre os incêncios (chamas, populares, etc.) e que me parece impossível não ter efeitos nefastos neste país de pirómanos. Pouco depois, lamentos por já na terça-feira a temperatura ir descer. Não sei quantos anos de escola lhes falta, mas creio que elas e eles têm naquelas almas densas camadas de alarmismo, alegre má educação campestre e muito poupadas energias sopeirais que, agora e a propósito de tudo, não perdem ocasião de despejar sobre nós.
Teremos que suportar...
sábado, julho 28, 2007
A mim também me parece uma leviandade, mas sou mais tolerante: para além das crendices em voga (multiculturalismo, politicamentes correctos, etc.) creio que a jornalista simplesmente se divertiu, reagindo ao mesmíssimo impulso que levava as senhoras da roda da Rainha Maria Antonieta a «fazerem Arcádia» vestidas de pastoras no Petit Trianon: o gosto - tão europeu (e um pouco cansativo...) - pelo diferente.
Então, como agora, celebra-se na nossa cultura o distante, o exótico; por outro lado, helàs, a total permissividade e a traumatizante privação da punição contribuiu para que se instalasse neste insosso Ocidente um tédio terrrífico e bocejante que justamente produz, como antídoto, o gosto por estas bizarrias. Uma qualquer jornalista que não hesitaria em considerar ultrajante o Vaticano sugerir-lhe, timidamente que fosse, uma vestimenta de discreto e neutral bom gosto para entrevistar um Núncio ou um Cardeal, vestirá com volúpia - sim, turva e boa volúpia - um traje de um mundo onde as mulheres são apedrejadas até à morte por actos que no Ocidente são habituais e inofensivos. Ao contrário, nesse eterno Oriente, à transgressão dos interditos não falta o medo, o temor bom e saboroso da consequência.
sexta-feira, julho 27, 2007
quinta-feira, julho 26, 2007
Na classe das pequenezas, um recado para o Dr. Medeiros Ferreira: comemora-se o 24 de Julho de 1833... dia da entrada das tropas liberais em Lisboa. Em 24 de Julho de 1834 já D. Pedro, o Libertador, tinha sido apupado em S. Carlos, já as vendas dos bens nacionais tinham sido feitas pelos métodos sabidos, já...
Quanto ao capítulo mais infeliz das baixezas humanas, tenho que confessar, confuso e ainda não contricto, o gozo que me deu este artiguinho no The Independent sobre o curso de Pinto de Sousa, com factos e sem opiniões, que aquilo é o mundo à séria. A coisa tem tanto mais interesse quanto o The Independent é um daqueles jornais elegantemente trendy lidos por gente sofisticada e moderna como creio que o Sr. Sousa julga ser e pensa que gostaria que os portugueses fossem.
Na admiração, o artigo de Manuel Alegre. Que omissão tenebrosa se não viesse aqui admirar-me e agradecer, pela parte que me toca, a sua atitude.
quarta-feira, julho 25, 2007
"We are a modern European country. We voted 59 percent in favor of liberalizing abortion".
Declarações do Sousa Pinto, actual primeiro-ministro, a um jornal inglês (descoberta via Bloguítica).
Creio ter lido uma declaração sobre e requisição do Dr. Charrua, bem clara quanto ao motivo político da sua cessação (o que poderá, eventualmente, complicar as coisas para a dra. Moreira & Cia) mas basta saber o que é o funcionamento dos tribunais e as peculiaridades do direito administrativo para que se não afigure admissível o refúgio na letra da lei - típico dos estados autoritários, do salazarismo e deste governo.
O remédio das malfeitorias cometidas no caso do Sr. Dr. Charrua por parte do governo socialista do Sr. Sousa, para não ser uma vitória da prepotência, do abuso e de insultuosa indiferença pelas regras do estado de direito, terá que envolver, além da continuação da requisição na DREN ainda, e no mínimo, a demissão da dra. Moreira - não falo já da demissão da minista, que seria quase automática num país do primeiro mundo, mas enfim... se fôssemos um país do primeiro mundo nem o Sousa era primeiro-ministro, nem a Dra. Lurdes ministra, nem a Moreira estaria mais de 24 horas no lugar onde, passados três meses, ainda está.
Mas o nosso atraso não nos obriga, necessariamente, a ficarmos quietos e convirá exigir que a falta de vergonha na cara não se prolongue por muito mais tempo. Mesmo aqui, no país dos figurantes, há limites.
terça-feira, julho 24, 2007
1 - O inquérito estalinista do Dr. Charrua foi arquivado.
Interessante saber se:
a) O Dr. Charrua volta para o seu lugar na DREN;
b) No caso, esperado, de o Dr. Charrua pedir uma indemnização pelos incómodos sofridos pelo atrevimento, saber ainda de onde sairá o dinheiro para a pagar. Espero que apenas dos bolsos do actual 1º ministro, Pinto de Sousa, da ministra - não me lembro do nome - e da tal Moreira e não dos dinheiros públicos, do nosso dinheiro;
c) A Moreira já devia ter ido para a rua há meses;
2 - Ainda por atrevimentos e dislates: há algo de perverso em mostrar uma escola onde as crianças que supostamente seriam os interessados alunos estão, afinal, a trabalhar, consistindo esse trabalho em fingir que são os interessados alunos de uma escola dotada com tecnologia moderníssima do primeiro mundo.
segunda-feira, julho 23, 2007
longe deste resultado sensato.
47%How Addicted to Blogging Are You?
Via Bloguítica Ah, já agora, 61 dias é muito tempo. Quando é que se sabe o que se passou sobre o caso do Prof. Charrua? O presidente da república já se esqueceu, ou esqueceram-se do presidente da república - e de nós todos?
domingo, julho 22, 2007
sábado, julho 21, 2007
Tremendamente maçador.
sexta-feira, julho 20, 2007
quinta-feira, julho 19, 2007
quarta-feira, julho 18, 2007
* E no romance do Aguéev, já me esquecia. Era novinho, acredita-se em tudo.
terça-feira, julho 17, 2007
Declarações da Comissária Europeia Viviane Reding "puxão de orelhas" ao governo socialista de Portugal:
“Não quero intervir na política nacional, mas nunca interfiram no conteúdo editorial ou códigos de conduta do jornalismo. Esta não é uma questão da Comissão Europeia ou do Parlamento”, afirmou. “A imprensa escrita livre é a base da nossa sociedade democrática e os governos não devem intervir na regulação da imprensa escrita. É uma regra sine qua non”, disse, defendendo que “a auto-regulação e a co-regulação é um sistema que, de facto, funciona”.Viviane Reding anunciou que encomendou um estudo sobre pluralismo e concentração nos media na Europa, e, dirigiu-se directamente ao ministro Augusto Santos Silva, que estava na sala, afirmou que tendo em conta que o Governo está a preparar legislação sobre o assunto, talvez as conclusões desse estudo ajudassem. “Não é dever da Comissão Europeia imiscuir-se na legislação da cada país. Mas é dever da Comissão ajudar os 27 a compreender o que se passa.”
domingo, julho 15, 2007
Aquela gente trazida para Lisboa, pelos socialistas, a ver a eleição, que magnífico e trágico retrato do falhanço de um país, que desmentido vivo de todas os discursos das modernidades. E como me pareceram e eram, de facto, rurais, também, os dirigentes (vi os socialistas, a uma janela), vestidos como se estivessem num congresso de contínuos.
Entre o rigor de quem teve de verificar quem foi quem no Holocausto dos seus e sentiu a horrível tragédia que dizimou milhares de famílias inteiras, as suas famílias, isto é, as autoridades do Estado de Israel e não sei quem que vivia o remanso de Lisboa, a escolha não me parece difícil.
O corajoso Dr. Aristides Sousa Mendes não salvou apenas judeus, mas pessoas perseguidas pelas mais variadas razões. Entre aquelas a que o Ilustre Português concedeu o visto, encontrava-se Sua Alteza Imperial Real, o Arquiduque Otão de Habsburgo, herdeiro do trono austríaco e que os nazis detestavam. O Arquiduque entregou, também, ao Dr. Sousa Mendes centenas de passaportes de outros austríacos para que fossem visados e assim pudessem fugir dos nazis. Não sei se foi já pedida a Sua Alteza qualquer declaração sobre o assunto, mas teria muito interesse ouvir o que tem a dizer.
O Impensável dá os seus muito parabéns.
sábado, julho 14, 2007
ANTIGA DOR
O subtil, o reflexo, o vago, o indefinido,
Tudo o que o nosso olhar só vê por um momento,
Tudo o que fica na Distância diluído,
Como num coração a voz do sentimento.
Tudo o que vive no lugar onde termina
Um amor, uma luz, uma canção, um grito,
A última onda duma fonte cristalina,
A última nebulosa etérea do Infinito...
Esse país aonde tudo principia
A ser névoa, a ser sombra ou vaga claridade,
Onde a noite se muda em clara luz do dia,
Onde o amor começa a ser uma saudade;
O longínquo lugar aonde o que é real
Principia a ser sonho, esperança, ilusão;
O lugar onde nasce a aurora do Ideal
E aonde a luz começa a ser escuridão...
A última fronteira, o último horizonte,
Onde a Essência aparece e a Forma terminou...
O sítio onde se muda a natureza inteira
Nessa infinita Luz que a mim me deslumbrou!...
O indefinido, a sombra, a nuvem, o apagado,
O limite da luz, o termo dum amor
Tornou o meu olhar saudoso e magoado,
Na minha vida foi minha primeira dor...
Mas hoje, que o segredo oculto da Existência,
Num momento de luz, o soube desvendar,
Depois que pude ver das Cousas a essência
E a sua eterna luz chegou ao meu olhar,
Meu infinito amor é a Alma universal,
Essa nuvem primeira, essa sombra d’outrora...
O Bem que tenho hoje é o meu antigo Mal,
A minha antiga noite é hoje a minha aurora!...
Teixeira de Pascoaes
sexta-feira, julho 13, 2007
Há pouco vi um pedaço do "Expresso da meia-noite". Uma jornalista afirmava ser possível conciliar a desquilíbrio orçamental com o crescimento, que havia estudos, dizia ela. O Prof. Miguel Beleza, com um ar muito calmo e definitivo, disse não haver tais estudos. A jornalista calou-se, de imediato: estava, ou a mentir conscientemente, ou treslera qualquer coisa, mas a prática de dizer o que vem à cabeça na altura, ou que se julga saber, em nome sei lá de quê, ou a mera aposta na dificuldade de uma imediata refutação, tornou-se tão vulgar que ela nem se deu ao trabalho de se fingir contrariada ou surpreendida. Deve escrever num jornal de «referência» nacional. E sobre economia, aposto.
quinta-feira, julho 12, 2007
Dar um arraial de porrada, passe a expressão, há por cá quem o saiba fazer. O que aqui rareia é quem assente uns murros em alguém por se ter portado de um modo que «this is not right!»
Hurrah for John Smeaton of Glasgow!
A minha vontade é telefonar subrepticiamente e subornar o pessoal menor para que ligue já - contrariando ordens que adivinho em sentido contrário - o ar condicionado no máximo.
quarta-feira, julho 11, 2007

David Hamilton, Hommage à Boudin, Cabourg (1987)
Quando eu era um teen gostava muito de Hamilton. Quando uma vez disse isso, responderam-me que ele era «fácil» e, escarninhos, apresentavam como prova - que pretendiam evidente - dessa facilidade, o meu gosto pela obra dele. A mim, as fotografias eram parecidas com algumas telas de Noronha da Costa, mas nunca me atrevi a dizer tal, com medo que me insultassem. Esta ida para a praia lembra-me as minhas idas para a praia, com a empregada, às 9 da manhã. O frio, alguns chuviscos mais veementes ou o nevoeiro cerrado eram considerados muito saudáveis, mesmo tónicos, e o medo deles uma coisa criadal, uma superstição popular. Ainda vou para a mesma praia.
terça-feira, julho 10, 2007
segunda-feira, julho 09, 2007
Se nos lembrássemos que é ao povo português que é costume faltar ao respeito, mentir escandalosamente, ignobilmente - em vésperas de eleições, por exemplo - se nos lembrássemos que é ao povo que deviam, que devem, ser prestadas - e com humildade - todas as contas...
domingo, julho 08, 2007
Acabei por encontrar, mas é um domingo de Inverno, imprestável para ilustrar este, sito nos cumes do tédio solsticial estival.
Ainda pensei: "há umas boas passagens sobre os domingos, lisboetas ou provincianos em Eça", um primo de O'Neill - primo mesmo, não apenas no dolorido sarcasmo - mas pouco usáveis num post.
( No caminho desse domingueiro O'Neill revi a descrição da visita que Hans Christian Andersen fez a um 4º avô do Poeta, que o escritor conhecera em Copenhague. Visita-o na sua casa de Verão, ali para os lados do Aqueduto das Águas Livres.)
Ah, ia fechar o assunto e o computador -sem post - quando reparei que O'Neill tinha uma dupla dose de sangue irlandês, por ser descendente de uns O'Daly que em Lisboa desembarcaram e a quem eu atribuía o terrível sentido de humor e o olhar nostálgico de uma muito querida amiga.
Pequeníssimo mundo este, de Lisboa - como não me canso de me dizer.
sábado, julho 07, 2007
Apresso-me a responder, mas as coisas, por aqui, andam tristes, muito tristes.
Brunch de hoje:
Torrada com manteiga magra (sic)
Toranja com doce de alperce sem adição de açúcar (sic)
Iogurte açucarado (sic)
Culpa e sofrimento provocados pela ingestão do item anterior
Café.
Ceia desta madrugada:
Uma - e depois outra - daquelas coisas próximas dos iogurtes que tiram a fome - e ajudam alguma coisa, mas exigem muita concentração e firmes propósitos.
Culpa e sofrimento pela segunda. Devia ter sido apenas uma.
Jantar de ontem:
Metade de um queijo fresco médio magro (sic) com orégãos.
Bife grelhado com salada de alface, muita salada de alface.
1 pera - que polvilhei com chocolate dietético (sic)
Culpa e sofrimento pelo acto de polvilhar a estaferma da pera.
Café
Almoço de ontem:
Sopa de legumes
Pescada cozida em papel de alumínio, 1 cenoura pequena e uma batata pequena.
Azeite CARM Praemium, passe a publicidade
1/2 maçã e 1/2 pera
Olhei para as flores da mesa e pensei que agora está muito na moda em alguns meios comer flores (raw food, creio)
Culpa e sofrimento pelo pensamento anterior. Pobres margaridas brancas.
Café
Jantar de anteontem:
Sopa de legumes
Salada de tomate com mozzarella e manjericão.
Uma sobremesa infecta (in-fec-ta) de soja com um sabor terroso (e que comprei num momento de loucura)
Reparei que havia flores novas na mesa, umas margaridas brancas com ar apetitoso. Estranhei que «apetitoso» tenha sido o termo que me ocorreu.
Fraises au Canderel
Culpa e sofrimento por saudades de fraises à la crème fraîche.
Café
Passar a quem? Uhm, há sempre gente agradável no Corta-fitas e no 31daArmada. E o Masson, que jantará? E a autora do Inacessível? O Anarcoconservador é um gourmet, diga-nos lá desses jantares.
Do "Público" de hoje:
«Pouco depois de saírem do ministério e da câmara, quatro assessores de António Costa e dez de Sá Fernandes foram integrados nos grupos parlamentares do PS e do BE. Ainda ninguém os viu na AR, mas alguns têm feito campanha em Lisboa. O Tribunal Constitucional considerou, antes destas eleições, que não se pode "receber ou aceitar quaisquer contribuições que se traduzam no pagamento, por terceiros, de despesas que aproveitem à campanha»
Este gosto pelas migalhas - de boa e alheia côdea, embora - o fazer pela vidinha que tudo isto é - e é como tem sido sempre - transmite-me alguma tranquilidade nesta época de mudanças.
sexta-feira, julho 06, 2007
Sintra ou Lisboa? Magna questão! Quase seria de a sujeitar a referendo, se ao vulgo coubesse pronunciar-se onde os próprios Génios se detêm e hesitam.
quinta-feira, julho 05, 2007
Mas o povo, ou o público também não é grande coisa, condiz com o país, um pequeno e pobre país com um PIB per capita ligeiramenrte inferior ao de Malta e onde, ao contrário daquela ilha, não se tem, afinal, a liberdade em grande conta.
Mas antes, Pacheco Pereira tinha já situado, com argúcia, a origem deste pus no furúnculo do ferido amor-próprio do Sr. Pinto de Sousa aquando da questão do diploma. Foi esse episódio que segundo Pacheco originou, ou precipitou, estes tão lamentáveis de agora.
Afinal, os enunciados sinceros ou hipócritas, bem ou mal intencionados, fazíveis ou totalmente megalómanos e absurdos que pretendem, no discurso oficial, serem os dos grandes desígnios nacionais - e mesmo planetários, como lembrava há dias um colega do Sr. Sousa - podem vir a sofrer, se não sofrem já, com as questões pequeninas da alma humana, um nariz de Cleópatra mental, um desses acasos - ou causas - da história, tortuosos, obscuros e ilustrativos da imperfeição dos homens que eram antigamente apontados por parentas idosas que sabiam a história de França na ponta da língua.
quarta-feira, julho 04, 2007
Fui em busca do link, para pôr aqui, a ilustrar, e encontrei receitas patrióticas: vi uma tarte com as cores da bandeira norte-americana, uma «american flag tart». Deixo o link aqui, no aqui.
A que horas é o Jay Leno?
terça-feira, julho 03, 2007
segunda-feira, julho 02, 2007
A notícia releva do mais autêntico terror.
Enquanto isto, uma menina de, digamos, 19 anos, perfeitamente saudável, quer ter (tem?) o direito de, grátis e num prazo mínimo, sem incómodos ou perguntas, abortar por causa daquele esquecimento ou azar, uma maçada que quer resolver já, consumindo para tal, num país onde há um preocupante défice demográfico, meios humanos e técnicos escassos . Não virá longe o dia em que alguma doente oncológica se veja na necessidade de fingir querer abortar para salvar a sua vida.
Entretanto, num serviço público, passaria a ser aberta a correspondência dirigida aos funcionários (via 31daArmada que, muito bem, cita a legislação penal aplicável a tais desmandos). O PSD fala de autoritarismo. Vontade de complicar: como se vê, é um mero crime. Um crime de pulhas, mas um mero crime. O autoritarismo é outra coisa.
Ah! Li recentemente umas coisas muito indignadas pelo facto da CIA, durante a Guerra Fria, ter aberto alguma correspondência. A coisa era, como aqui, ilegal e criminosa e era feita às escondidas. Por cá, nem sequer existe a noção de que tais actos são baixezas e fazem-se, às claras. Espero as mesmas indignações além, claro, da esperada acção do Ministério Público, em conformidade com a notícia-confissão do crime publicada.
Enfim, duas notícias com um denominador comum: a absoluta falta de vergonha e de decência: que gentalha, que abjecta escumalha!
domingo, julho 01, 2007
É bondade do Corta-fitas: não há, no que Soares disse, a enunciação de nenhum dos princípios por que se devem reger os estados democráticas, mas casuísticas considerações estreitamente utilitárias se não mera esperteza saloia: "São coisas desagradáveis porque fazem mossa no Governo e são fáceis de contestar. [...]"
Assim se pensa em Portugal, comparando-se o incomparável.
sábado, junho 30, 2007
Agora, regressado a casa, fui ali ao Sapo ver. Lá estão o casamento - local e data - e o genro, a minha pusilanimidade foi em vão (creio, no entanto, que percebeu os motivos da minha contenção e que não deixou de a apreciar, adepta que sempre foi de dificuldades).
sexta-feira, junho 29, 2007
quinta-feira, junho 28, 2007
O problema não é a falta de paciência e discernimento do povo português para se pronunciar sobre os problemas do mundo - que ajudou a moldar - mas outro, bem mais infeliz: o da distância - galáctica - que separa Afonso de Albuquerque - que se ocupava de problemas portugueses - do sr. Sousa, actual primeiro-ministro e colegas que sonha «resolver os problemas planetários»
segunda-feira, junho 25, 2007
Enfim...
Aturar esta gente e os argumentos criadais é cansativo, repito.
Não se pode deixar de apontar como uma das principais causas desse triste destino a inacreditável lei do arrendamento, única no mundo também no que diz respeito à parte comercial.
Depois das saloias boas intenções em «proteger a actividade comercial» aí está a realidade.











