Verosimilhança de quietude, com o fluir lentíssimo deste tempo de outono.
O post anterior foi escrito antes da chuva, que despertou em mim afãs de bicho diligente e zelador da sua toca e por aqui andei corre que corre, a fechar janelas, a ver bem se estão fechadas como deve ser, se está tudo bem. Enquanto ia de uma para outra, pensava onde pus os livros. Não todos, mas os que leio por estas alturas e que direi depois.
O que direi depois parece-me que ficou bem, coloquial e afável, como se espera quando o barómetro deixa de ser fiável e temos que ser nós a acolher alguma previsibilidade, mas tenho algumas dúvidas se conseguirei deixar o silêncio deste outubro.
segunda-feira, outubro 16, 2006
domingo, outubro 15, 2006
sábado, outubro 14, 2006
O Anarcoconservador já faz 3 anos!
Os muitos impensáveis parabéns e..... uhm... que presente dar a um anarca, mesmo conservador? Não creio que outra coisa que não uma bomba, mas destas, que qualquer leitor de Burke sabe serem mais temíveis do que as outras, de que esta.
Os muitos impensáveis parabéns e..... uhm... que presente dar a um anarca, mesmo conservador? Não creio que outra coisa que não uma bomba, mas destas, que qualquer leitor de Burke sabe serem mais temíveis do que as outras, de que esta.
quinta-feira, outubro 12, 2006
Le panache, le panache de Cyrano é, diz Rostand (discurso de recepção na Academia): «l’esprit de la bravoure. Oui, c’est le courage dominant à ce point la situation – qu’il en trouve le mot. Toutes les répliques du Cid ont du panache, beaucoup de traits du grand Corneille sont d’énormes mots d’esprit. Le vent d’Espagne nous apporta cette plume ; mais elle a pris dans l’air de France, une légèreté du meilleur goût. Plaisanter en face du danger, c’est la suprême politesse, un délicat refus de se prendre au tragique ; le panache est alors la pudeur de l’héroïsme, comme un sourire par lequel on s’excuse d’être sublime. Certes, les héro sans panache sont plus désintéressés que les autres, car le panache, c’est souvent, dans un sacrifice qu’on fait, une consolation d’attitude qu’on se donne. Un peu frivole peut-être, un peu théâtral sans doute, le panache n’est qu’une grâce ; mais cette grâce est si difficile à conserver jusque devant la mort, cette grâce suppose tant de force (l’esprit qui voltige n’est-il pas la plus belle victoire su la carcasse qui tremble ?) que, tout de même, c’est une grâce que je nous souhaite.»
terça-feira, outubro 10, 2006
Eurydice
Why do they weep for those in the silent Tomb,
Dropping their tears like grain? Her heart, that honeycomb
Thick Darkness, like a bear devours...
See, all the gold is gone!
The cell of the honeycomb is six-sided... But there, in five cells of the senses,
Is stored all their gold...
Where is it now? Only the wind of the Tomb can know.
But I feared not that stilled and chilling breath
Among the dust...
Love is not changed by Death,
And nothing is lost and all in the end is harvest.
Dame Edith Sitwell
segunda-feira, outubro 09, 2006
sexta-feira, outubro 06, 2006
É da Cecília Meirelles, que morria do que no mundo havia.
Morro do que há no mundo:
do que vi, do que ouvi.
Morro do que vivi.
Morro comigo, apenas:
com lembranças amadas,
porém desesperadas.
Morro cheia de assombro
por não sentir em mim
nem princípio nem fim.
Morro: e a circunferência
fica, em redor, fechada.
Dentro sou tudo e nada.
quinta-feira, outubro 05, 2006
segunda-feira, outubro 02, 2006
What Is Life?
Resembles Life what once was held of Light,
Too ample in itself for human sight?
An absolute Self - an element ungrounded -
All, that we see, all colours of all shade
By encroach of darkness made ?
Is very life by consciousness unbounded ?
And all the thoughts, pains, joys of mortal breath,
A war-embrace of wrestling Life and Death ?
Coleridge
Resembles Life what once was held of Light,
Too ample in itself for human sight?
An absolute Self - an element ungrounded -
All, that we see, all colours of all shade
By encroach of darkness made ?
Is very life by consciousness unbounded ?
And all the thoughts, pains, joys of mortal breath,
A war-embrace of wrestling Life and Death ?
Coleridge
sexta-feira, setembro 29, 2006
quarta-feira, setembro 27, 2006
Agradeço os parabéns e o Hopper ao Anarcoconservador.
A Charlotte, agradeço os parabéns, o toast e a citação de Beckett sobre Proust
A Charlotte, agradeço os parabéns, o toast e a citação de Beckett sobre Proust
terça-feira, setembro 26, 2006
Minuciosa formiga
Minuciosa formiga
não tem que se lhe diga:
leva a sua palhinha
asinha, asinha.
Assim devera eu ser
e não esta cigarra
que se põe a cantar
e me deita a perder.
Assim devera eu ser:
de patinhas no chão,
formiguinha ao trabalho
e ao tostão.
Assim devera eu ser
se não fora não querer.
Alexandre O’Neill
Minuciosa formiga
não tem que se lhe diga:
leva a sua palhinha
asinha, asinha.
Assim devera eu ser
e não esta cigarra
que se põe a cantar
e me deita a perder.
Assim devera eu ser:
de patinhas no chão,
formiguinha ao trabalho
e ao tostão.
Assim devera eu ser
se não fora não querer.
Alexandre O’Neill
sexta-feira, setembro 22, 2006
quinta-feira, setembro 21, 2006
Tenho de convir que
O dr. Fernando Rosas, uma das minhas queridas antipatias de estimação, foi oportuno ao lembrar o escândalo do envelope (que motivou uma intervenção especial do então presidente da república) e que, apesar do pedido de celeridade feita pelo Dr. Sampaio, não está concluído, esgotados embora todos os prazos legais.
O dr. Fernando Rosas, uma das minhas queridas antipatias de estimação, foi oportuno ao lembrar o escândalo do envelope (que motivou uma intervenção especial do então presidente da república) e que, apesar do pedido de celeridade feita pelo Dr. Sampaio, não está concluído, esgotados embora todos os prazos legais.
quarta-feira, setembro 20, 2006
- É, é o Brancusi, em 1925 no atelier dele. Fotografia do Steichen, sim. Uhm? Empoleirado num escadote, com certeza. Mas o que eu estava a dizer é que o Impensavel está um bocado seca.- Está uma coisa soturna e o streap-tease não ajuda.
- As confidências?
- As confidências, os queixumes, tudo aquilo. Lá em casa já ninguém lê.
- Estive com ele no almoço da tua prima. Achei-o tristonho.
- Ele foi?
- Foi?
- Ao almoço.
- Foi.
- Ora essa, triste porquê?
- As coisas da Escandinávia. Parece que não lhe chegou... É a melancolia das latitudes.
- ?
- Aquela coisa do Gould, do pianista. O Norte e não sei o quê...
- Sagas? A Wallhala?
- Não... é mais brancos e buréis, frio.
- E vai no Verão?
- Fiquei com a impressão que no próximo, ao Canadá, não percebi bem. Não faz muito sentido. Agora, que ia a Londres, no princípio do mês. Olha, disse-lhe que também talvez fosse.
- E ele?
- Que sim.
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