"Entre as religiões, o islão deve ser comparado ao bolchevismo e não ao cristianismo ou ao budismo. O cristianismo e o budismo são antes de tudo religiões pessoais, com doutrinas místicas e o amor da contemplação. O islão e o bolchevismo têm uma finalidade prática, social, material e o seu único objectivo é estender a sua dominação sobre o mundo"
Lord Bertrand Russell, lógico, filósofo pacifista, Prémio Nobel 1950
segunda-feira, setembro 18, 2006
domingo, setembro 17, 2006
O ruído de uma civilização no seu fim - refiro-me ao Islão - aliado às estridências de uma esquerda senil não são suficientes para estragarem a suavidade deste domingo.
P.S. Se tudo isto não ocasionasse muitas vítimas, podíamo-nos rir um pouco da estranha aliança entre o relativismo europeu e norte-americano e o absolutismo islâmico.
P.S. Se tudo isto não ocasionasse muitas vítimas, podíamo-nos rir um pouco da estranha aliança entre o relativismo europeu e norte-americano e o absolutismo islâmico.
sexta-feira, setembro 15, 2006
Depois de ter lido o discurso de Sua Santidade o Papa Bento XVI vi um senhor na televisão, muito douto, a explicar que o Santo Padre citou o Corão a despropósito e mais não sei o quê. Fiquei com a sensação de que é preciso ser muito, muito culto, um erudito, para falar sobre o Islão sem ofender os muçulmanos que, ao contrário dos cristãos, são muito ciosos da sua crença e zangam-se - coisa que os cristãos não têm o direito de fazer (nem a necessária paciência).
Da próxima vez que ocorrer uma lapidação ou amputação, o que devo fazer de correcto face ao entendimento do Corão? Possso indignar-me, achar que tudo aquilo é uma terrrível selvajaria ou devo calar-me em respeito às especiais susceptibilidades dos maometanos, tentando compreender as vantagens da suposta desumanidade e admitir que a minha indignação que me parece tão natural é, afinal, toda ela feita de ignorância?
Espero que, nessa ocasião - que, como cristão, tenho a esperança que não chegue - os eruditos do islão expliquem como interpretar correctamente tais actos de que o meu cristianismo obnubila o significado ou me alegrem, afirmando claramente que apedrejar alguém até à morte ou até «meramente» amputar são medonhas coisas.
Leiam o discurso papal. E se tudo o que o Ocidente é de bom, da Magna Carta aos antibióticos, da democracia à genética - passatempo de monges -, digamos, apenas foi possível por ter entendido Deus do modo como o fez e o Santo Padre magistralmente explicou?
Da próxima vez que ocorrer uma lapidação ou amputação, o que devo fazer de correcto face ao entendimento do Corão? Possso indignar-me, achar que tudo aquilo é uma terrrível selvajaria ou devo calar-me em respeito às especiais susceptibilidades dos maometanos, tentando compreender as vantagens da suposta desumanidade e admitir que a minha indignação que me parece tão natural é, afinal, toda ela feita de ignorância?
Espero que, nessa ocasião - que, como cristão, tenho a esperança que não chegue - os eruditos do islão expliquem como interpretar correctamente tais actos de que o meu cristianismo obnubila o significado ou me alegrem, afirmando claramente que apedrejar alguém até à morte ou até «meramente» amputar são medonhas coisas.
Leiam o discurso papal. E se tudo o que o Ocidente é de bom, da Magna Carta aos antibióticos, da democracia à genética - passatempo de monges -, digamos, apenas foi possível por ter entendido Deus do modo como o fez e o Santo Padre magistralmente explicou?
quinta-feira, setembro 14, 2006
Ontem, com grande gosto e genuína saudade vi e senti chover - saudades curiosas, por extraordinarimente específicas do chover daqui, já que chuva foi coisa que não faltou nas minhas férias.
Aproveitei e adiantei a Paglia. Reli depois, já na cama, umas páginas do Comendador de Camilo. Hoje, dia sossegado, com saída para compras pacatas. É hoje que é o House? entre a Fox e a 4 (é a 4?) acabo por perder tudo. E tudo é as donas de casa, o da mafia e o house. Nunca sei os nomes.
P.S. Ah, o Sexual Personae lido em castelhano, que salero ganha!
Aproveitei e adiantei a Paglia. Reli depois, já na cama, umas páginas do Comendador de Camilo. Hoje, dia sossegado, com saída para compras pacatas. É hoje que é o House? entre a Fox e a 4 (é a 4?) acabo por perder tudo. E tudo é as donas de casa, o da mafia e o house. Nunca sei os nomes.
P.S. Ah, o Sexual Personae lido em castelhano, que salero ganha!
quarta-feira, setembro 13, 2006
terça-feira, setembro 12, 2006
Aquietam-se os sentidos, de novo é necessário o bom senso do sentir, ouvir velhos conselheiros da nossa mortal natureza; alija-se da pele o torpor tenso, do olhar a rapidez do monótono esplendor. É preciso, ao invés, agora, perscutar os bosques onde as ninfas (sabe-se isso, onde as ninfas se escondem) por entre a folhagem e a sombra se escondem.
É o Outono, é o Outono, Exceeding Glad Shall He [We] Be!
Rejoice!
Rejoice!
É o Outono, é o Outono, Exceeding Glad Shall He [We] Be!
Rejoice!
Rejoice!
segunda-feira, setembro 11, 2006
domingo, setembro 10, 2006
sábado, setembro 09, 2006
Tomei ontem a 1ª dose, não da vacina da gripe, mas a da ligeireza: tinha tido os primeiros sintomas há dias, quando achei já não sei o quê muito interessante e mais não sei o quê muito bem achado e duas ditas já não sei de quem muito inteligentes e já não sei quem muito espirituoso e não ri quando, a crer em crónicas de jornais, artigos de fundo, blogs de fundo, confessionais et coetera, Portugal estaria necessariamente povoado por génios universais, deste novo tipo displicente, que parecem os seus membros tão geniais que nem dão por isso.
Esta 1ª dose terapêutica consistiu no «Lágrimas e suspiros» do Ingmar Bergman - um realizador inteligente e pouco dado a facilidades - vista ontem, às quatro da manhã (ignorando os meus próprios protestos).
Verifico, agora, que aquela dose de verdade sem complacências e desonestidades medíocres começou a fazer efeito e já hoje voltei a achar tudo mais comezinho e a rir dos problemas e achados (alguns dos meus, alguns outros alheios).
Esta 1ª dose terapêutica consistiu no «Lágrimas e suspiros» do Ingmar Bergman - um realizador inteligente e pouco dado a facilidades - vista ontem, às quatro da manhã (ignorando os meus próprios protestos).
Verifico, agora, que aquela dose de verdade sem complacências e desonestidades medíocres começou a fazer efeito e já hoje voltei a achar tudo mais comezinho e a rir dos problemas e achados (alguns dos meus, alguns outros alheios).
sexta-feira, setembro 08, 2006
Ninguém fala de Paul Valéry...
Les pas
Tes pas, enfants de mon silence,
Saintement, lentement placés,
Vers le lit de ma vigilance
Procèdent muets et glacés.
Personne pure, ombre divine,
Qu'ils sont doux, tes pas retenus !
Dieux !... tous les dons que je devine
Viennent à moi sur ces pieds nus !
Si, de tes lèvres avancées,
Tu prépares pour l'apaiser,
A l'habitant de mes pensées
La nourriture d'un baiser,
Ne hâte pas cet acte tendre,
Douceur d'être et de n'être pas,
Car j'ai vécu de vous attendre,
Et mon coeur n'était que vos pas.
Les pas
Tes pas, enfants de mon silence,
Saintement, lentement placés,
Vers le lit de ma vigilance
Procèdent muets et glacés.
Personne pure, ombre divine,
Qu'ils sont doux, tes pas retenus !
Dieux !... tous les dons que je devine
Viennent à moi sur ces pieds nus !
Si, de tes lèvres avancées,
Tu prépares pour l'apaiser,
A l'habitant de mes pensées
La nourriture d'un baiser,
Ne hâte pas cet acte tendre,
Douceur d'être et de n'être pas,
Car j'ai vécu de vous attendre,
Et mon coeur n'était que vos pas.
quinta-feira, setembro 07, 2006
Mas eu interesso-me por estas coisas? As Farc aqui, o governo, a gaffe, o outro que disse? Não.
Disso, quase apenas pela geografia do difícil arquipélago da boa e da má fé, dos ilhéus minúsculos que obrigam a rota a ser aquela ou soçobrar-se e pela condenaçao de qualquer partir, de qualquer ida, a uma supérflua coisa inquinada pela certeza.
Disso, quase apenas pela geografia do difícil arquipélago da boa e da má fé, dos ilhéus minúsculos que obrigam a rota a ser aquela ou soçobrar-se e pela condenaçao de qualquer partir, de qualquer ida, a uma supérflua coisa inquinada pela certeza.
A resposta do menino do pcp às questões levantadas na Assembleia da República sobre a presença de criminosos da Farc em Portugal é um notável exemplo de desonestidade e um exemplo ainda mais notável de honestidade.
Espero que tal honestidade reapareça no dia 11 de Setembro, tanto a propósito do ataque a NY quanto à deposição do grande democrata* Salvador Allende, o presidente chileno que recebia uns dinheiros do KGB.
* este itálico é "cotovelada & ahã? ahã?" mas fica.
Espero que tal honestidade reapareça no dia 11 de Setembro, tanto a propósito do ataque a NY quanto à deposição do grande democrata* Salvador Allende, o presidente chileno que recebia uns dinheiros do KGB.
* este itálico é "cotovelada & ahã? ahã?" mas fica.
O PCP convidou para a sua festa, que está na moda tratar de um modo que roça o sentimental kitsch, uma organização tenebrosa, de nome FARC que, entre outros crimes (tráfico de drogas em grande escala, coacção, maus tratos, assassinatos, etc.) mantém em sequestro, desde 2002, Ingrid Bettencourt, uma candidata à presidência da Colômbia na altura, para não falar de centenas de outros reféns menos conhecidos. De tudo isto, dos ataques homicidas das FARC contra a população civil e indefesa, têm conhecimento os responsáveis do PCP e o simpático Jerónimo e tudo isso não foi suficiente para evitarem o convite. Aliás, porque evitariam? E fazem-no com a cumplicidade de toda essa gentalha que anda por aí, a indignar-se.
Não esqueçamos isso e, já agora, atentemos na resposta do governo de Sócrates ao representante da Bolívia, o Embaixador daquele país e do seu governo democrático que protestou pela presença em Portugal dos assassinos e terroristas da FARC, classificada como tal pela UE.
Não esqueçamos isso e, já agora, atentemos na resposta do governo de Sócrates ao representante da Bolívia, o Embaixador daquele país e do seu governo democrático que protestou pela presença em Portugal dos assassinos e terroristas da FARC, classificada como tal pela UE.
Quando perguntei por Chestov, passei a ter direito a uma escolta amável e competente. "Malhereusemente, pas encore sur internet". De facto. Pensei, na altura, o estranho de ter sido ali que me lembrava, afinal, de comprar Chestov. Hoje reli sobre a onda de calor de há dois anos e das centenas de cádaveres que ficaram por reclamar nas morgues de Paris, e revi a minha breve guia, si rive gauche, seguramente tão laica quanto frequentadora da Av. Montaigne que, neste tempos, se volta para a analytical philosophy e textures de branco linho.
terça-feira, setembro 05, 2006

A propósito do calor, leia-se Júlio Dinis - que escreve admiravelmente e muito me permito recomendar a quem não o leu.
Este calor aqui descrito não é o de hoje e ontem, fora do seu tempo, excessivo e malsão. É um calor solisticial de Junho ou Julho, leal e franco.
Mas leia-se:
"Era meio dia, um meio dia de verão ardente, asfixiante, calcinador, a hora em que tudo repousa, em que as aves se escondem na folhagem, as plantas inclinam as sumidades, desfalecidas de seiva, e os ribeiros quase nem murmuram, de débeis e exaustos que vão.
Nem uma ténue viração fazia sussurrar as alamedas e os soutos nos vales ou os pinheiros dos montes.
Apenas pelas sarças volteavam, como em danças caprichosas, enxames de insectos alados, sendo o seu zumbido importuno, ou o cantar longínquo dos galos, os únicos sons a interromperem o silêncio daquela hora.
Os caminhos e os campos estavam desertos; povoadas e fumegantes as cozinhas, onde a família do lavrador se reúne para a refeição principal do dia.
Mas quem estendesse a vista pelo extenso lanço de estrada a macadame, que corta em linha recta a povoação, e onde, naquele momento, o sol batia em cheio sem ser impedido por a menor folha de árvore, ou beira de telhado, descobriria o vulto de um cavaleiro, caminhando a trote e envolto na densa nuvem de poeira, levantada pelos pés da cavalgadura.
Este cavaleiro era João Semana.
Trajava com toda singeleza o velho cirurgião. Um fato completo de linho cru, botas amarelas de solidez de construção, à prova de todo o tempo, chapéu de palha, de abas descomunais, tudo abrigado daquele sol canicular por uma enorme umbela de paninho vermelho, rival em dimensões de uma tenda de campanha, eis o vestido característico do nosso homem.
As rédeas flutuavam à solta, sinal evidente da distracção do cavaleiro e dos admiráveis instintos e superior discrição da alimária, que mostrava conhecer a palmos o caminho de casa e para ela se dirigia mais apressada que de costume.
Causava dó olhar para a fisionomia de João da Semana naquela ocasião. As faces de vermelhas, que naturalmente eram, quase se lhe haviam feito negras; o suor corria-lhe, como lágrimas pelas faces abaixo.
Mas o heróico octogenário não desanimava. Sorvia filosoficamente a sua pitada, assoava-se com ruído, e soltando depois um desses ahs, bem guturais - eloquentíssima expressão das delícias que o olfacto pode proporcionar a um mortal - dava mostras de consolado.
De caminho, ia João Semana lançando um olhar de comiseração para os milhos dos campos adjacentes à estrada, algum do qual o calor e a escassez das águas tinha definhado; e ao contemplá-lo parecia mais sentir por ele, do que por si, a insuportável temperatura daquele ambiente.
João Semana era também proprietário rural, e portanto, apaixonado pela lavoura, conhecedor das leis de cultura, e experiente prognosticador do futuro das novidades agrícolas; por isso, examinando com profunda curiosidade o aspecto dos campos, cujos donos pela maior parte conhecia, quase chegara a esquecer-se de que um ardentíssimo sol lhe dardejava sobre a cabeça raios ameaçadores, tentando em vão exercer naquela robusta constituição a sua influência maligna.
A égua é que não se esquecia assim facilmente disso, e, cada vez mais rápida, procurava furtar-se a tão incómodo calor, e ao seu inevitável cortejo de moscas, que a traziam impacientemente, não obstante os folhudos ramos de carvalho, com os quais João Semana lhe enfeitara o pescoço.
Depois de cinco minutos mais de trote acelerado, tomou o pobre animal, com manifesta ansiedade e sem esperar sinal do cavaleiro, por uma rua estreita, que abrindo-se ao lado esquerdo da estrada, seguia, sob espesso toldo de verdura por entre duas quintas fronteiras.
Era um oásis, depois do deserto."
As Pupilas do Senhor Reitor
segunda-feira, setembro 04, 2006
domingo, setembro 03, 2006
Estes calores medonhos que têm assombrado os setembros dos últimos anos, retirando-lhes a subtileza macia que contrasta e sublinha* os laivos do mosto, deixam-me prostrado de indignação. Por isso, só hoje achei forças para blogar, sendo certo que cheguei aqui no sábado. O estado de estupor provocado por tanta e tão boa pintura também contribuiu para que me quedasse pelo folhear dos guias e catálogos das exposições, num estar manso de menino bem-comportado. Acabei por não ler o Chestov e comprei no Thyssen a tradução castelhana do Sexual Personae de Paglia que tenho lido, divertido, com el Amor brujo a acompanhar.
* É mesmo assim, não retiro nem uma palavra: contrasta e sublinha.
* É mesmo assim, não retiro nem uma palavra: contrasta e sublinha.
segunda-feira, agosto 28, 2006
Mas é isso que vou ler na viagem: Chestov sobre Kierkegaard. E depois, chegado, mergulhar nos vitorianos. Depois da visão da Virgem com crianças de Cranach. Sim, e também aqui.
sábado, agosto 26, 2006
Este datar minucioso que as inovações electrónicas permitem torna-se, para quem não navega nas rotas felizes dos melhores dos mundos, um motivo de certeira humilhação. Assim, sei com todo o rigor, o último dia em que ri com gosto e motivo (já que muitas vezes rio, frouxamente, a despropósito): foi a 7 de Agosto. E sei a hora: 17, 27 hora europeia central de verão. Está na fotografia. Na fotografia que tentava, com seriedadezinha, quando ela (yes, há uma agradável ela nesta petite histoire), quando ela (aproveitemos... ), - por achar muito séria ou ridicule a postura? Impossivel saber, hélas! - me pregou um tremendo susto, com um "BUUUU" si charmant, si délicieux... e ambos rimos, rimos de gargalhada, rimos com rapidez e gosto.
7 de Agosto! Ao tempo que foi! Hunft!
7 de Agosto! Ao tempo que foi! Hunft!
sexta-feira, agosto 25, 2006
Voltei, como se volta das deambulações que a mais elementar prudência deveria ter bastado para evitar: alquebrado e sorumbático.
Oiço, com música de Finzi, o
Our birth is but a sleep and a forgetting:
The Soul that rises with us, our life's Star,
Hath had elsewhere its setting,
And cometh from afar:
Not in entire forgetfulness,
And not in utter nakedness,
But trailing clouds of glory do we come
From God, who is our home:
Heaven lies about us in our infancy!
Shades of the prison-house begin to close
Upon the growing Boy,
But He beholds the light, and whence it flows,
He sees it in his joy;
The Youth, who daily farther from the east
Must travel, still is Nature's Priest,
And by the vision splendid
Is on his way attended;
At length the Man perceives it die away,
And fade into the light of common day.
da Intimations of Immortality de Wordsworth
Oiço, com música de Finzi, o
Our birth is but a sleep and a forgetting:
The Soul that rises with us, our life's Star,
Hath had elsewhere its setting,
And cometh from afar:
Not in entire forgetfulness,
And not in utter nakedness,
But trailing clouds of glory do we come
From God, who is our home:
Heaven lies about us in our infancy!
Shades of the prison-house begin to close
Upon the growing Boy,
But He beholds the light, and whence it flows,
He sees it in his joy;
The Youth, who daily farther from the east
Must travel, still is Nature's Priest,
And by the vision splendid
Is on his way attended;
At length the Man perceives it die away,
And fade into the light of common day.
da Intimations of Immortality de Wordsworth
quinta-feira, agosto 24, 2006
Intermezzo II
"Plutão perde estatuto e sistema solar fica com oito planetas
A Assembleia-geral da União Astronómica Internacional (IAU) decidiu esta quinta-feira, em Praga, retirar a Plutão o seu estatuto de planeta, passando assim a oito o número oficial de planetas do sistema solar."
Agora foi Plutão... Para o Impensável, Plutão será sempre um digno e querido planeta, nada menos do que isso.
"Plutão perde estatuto e sistema solar fica com oito planetas
A Assembleia-geral da União Astronómica Internacional (IAU) decidiu esta quinta-feira, em Praga, retirar a Plutão o seu estatuto de planeta, passando assim a oito o número oficial de planetas do sistema solar."
Agora foi Plutão... Para o Impensável, Plutão será sempre um digno e querido planeta, nada menos do que isso.
domingo, agosto 13, 2006
Intermezzo
Da capital do reino aqui foram oito horas calmas. As estações, algumas de duvidosa existência, eram antecedidas por alocuções, embora breves, não severamente lacónicas: poderiam ser aforismos, máximas morais, enunciações de problemas de filosofia política, falas de personagens de Bergman, enunciações ontológicas que as paragens do combóio apenas ilustravam. Acabei o ensaio sobre Fichte, de Berlin, dormitei e vi a paisagem que daria gosto a qualquer amador da natureza: "olha a frágua, olha o rio, olha a ravina, o lago, o penedo, a cascata, olha, olha!"
Da capital do reino aqui foram oito horas calmas. As estações, algumas de duvidosa existência, eram antecedidas por alocuções, embora breves, não severamente lacónicas: poderiam ser aforismos, máximas morais, enunciações de problemas de filosofia política, falas de personagens de Bergman, enunciações ontológicas que as paragens do combóio apenas ilustravam. Acabei o ensaio sobre Fichte, de Berlin, dormitei e vi a paisagem que daria gosto a qualquer amador da natureza: "olha a frágua, olha o rio, olha a ravina, o lago, o penedo, a cascata, olha, olha!"
sábado, agosto 05, 2006
Há bocadinho quis enviar uma sms de parabéns (o telefone não respondia) e não consegui. Percebi depois porquê: estavam todos a combinar tudo, ou quase, os programas desta noite. Resolutamente, estou sem sombra de que fazer senão estar aqui a ver de paisagens longínquas onde lave os neurónios e depois os possa pôr a corar a um sol pálido e incerto, para ganho das cores
sexta-feira, agosto 04, 2006
Uma borboleta gorda e, julgo, com ambições literárias de metáfora, busca um fim em volta do quebra-luz do candeeiro, que transformou numa espécie de poço da morte do avesso; voa atraída pelas luzes com uma ferocidade trepidante e barulhenta. Para ser mais preciso, com a veemência de que só as criaturas das letras são capazes no cumprimento de uma figura de estilo, mesmo da mais gasta. E eu, que pesquisava as minhas férias da net (deviam ter sido programadas há mais de dois meses, declarava um profissional do lazer), ao incómodo de antecipar sofrimentos de caminhadas de hotel em hotel a subornar recepcionistas para conseguir dormida em enxovias caras, tive de acrescentar o de inclinar-me para me proteger de uma colisão trágica com o insecto que me vazasse uma ou as duas, sim, as duas, vistas que esta é época de dramas pequenos e burgueses e todo o cuidado é, como se sabe, pouco.
quarta-feira, agosto 02, 2006
terça-feira, agosto 01, 2006
Malas abertas, as roupas que eram para ir espalhadas por cabides e costas de cadeiras, outras em cima das camas, papel de seda, azáfamas e agitações - contidamente alegres e tão desnecessárias, afinal - as coisas de praia (toalhas, roupões, chapéus...) as coisas de viagem.
Era assim, e que saudades tão grandes de tudo.
Era assim, e que saudades tão grandes de tudo.
quinta-feira, julho 27, 2006
quarta-feira, julho 26, 2006
O Primeiro Concurso de Verão do Impensasável fez um fiasco agradabilíssimo, já que, publicamente, apenas dois blogues quiseram entrar: um foi o sempre atento, sempre simpático e encantador Bomba Inteligente, o outro o blog amável de JAC.
Ao dois apresenta este blog os gratos cumprimentos mas, lastima-se desoladamente dizê-lo, ambos erraram.
A resposta era: R. Não! Não, a personagem interpretada por Cary Grant não se conduziu (naquele particular) como um gentleman já que nenhum gentleman carrega as suas próprias malas. E não se venha argumentar que não há sempre pessoal diponível. O filme é dos anos 30, havia pessoal. Tratava-se de um sportman dirão; mesmo assim, respondo eu, o transporte de bagagem não é um desporto.
Ao dois apresenta este blog os gratos cumprimentos mas, lastima-se desoladamente dizê-lo, ambos erraram.
A resposta era: R. Não! Não, a personagem interpretada por Cary Grant não se conduziu (naquele particular) como um gentleman já que nenhum gentleman carrega as suas próprias malas. E não se venha argumentar que não há sempre pessoal diponível. O filme é dos anos 30, havia pessoal. Tratava-se de um sportman dirão; mesmo assim, respondo eu, o transporte de bagagem não é um desporto.
segunda-feira, julho 24, 2006
O Impensável lança esta semana o seu Primeiro Concurso de Verão, para desfastio e refresco dos seus leitores. Até às 23 horas de 3ª feira poderão as senhores e senhores frequentadores deste blog dissertar, num máximo de 3 linhas razoáveis, enviadas para o mail do Impensavel, sobre a seguinte questão que aqui se deixa: foi o comportamento de C. K. Dexter Haven, personagem interpretada por Cary Grant no Philadelphia Story, o de um «gentleman»?
Publicar-se-ão as justificações mais veementes - e promete-se um julgamento imparcial.
domingo, julho 23, 2006
Na madrugada de Domingo, antes de o sol nascer, das profundezas do meu ipod, inesperado, o"SLEEP is supposed to be" de Emily Dickinson, cantado pela Dawn Upshaw, aqui. Pode-se ouvir - preciso: faixa 17 para quem esteja apressado.
SLEEP is supposed to be,
By souls of sanity,
The shutting of the eye.
Sleep is the station grand
Down which on either hand
The hosts of witness stand!
Morn is supposed to be,
By people of degree,
The breaking of the day.
Morning has not occurred!
That shall aurora be
East of eternity;
One with the banner gay,
One in the red array,—
That is the break of day.
SLEEP is supposed to be,
By souls of sanity,
The shutting of the eye.
Sleep is the station grand
Down which on either hand
The hosts of witness stand!
Morn is supposed to be,
By people of degree,
The breaking of the day.
Morning has not occurred!
That shall aurora be
East of eternity;
One with the banner gay,
One in the red array,—
That is the break of day.
sexta-feira, julho 21, 2006
Um post sobre a autonomia do MP suscitou um outro, amável, do Grande Loja do Queijo Limiano (GLQL) a quem agradeço, sensibilizado, a atenção prestada ao que escrevi.
Passo a esclarecer alguns pontos:
1 - Quando me refiro ao governo actual não me refiro a um qualquer governo em concreto, mas, no fundo, aos governos das democracias modernas. Não me refiro a este governo, com que,como é bom de ver, não simpatizo.
2 - Não digo que o MP vê nos políticos uma gente sinistra, mas sim que alguns defensores da autonomia do MP parecem ver, ou partem do pressuposto que são, aqui e lá fora;
3- Sou monárquico: não digo e seria impensável dizer que a legitimidade democrática se esgota no acto eleitoral, muito pelo contrário. Mas deve passar por muitos actos eleitorais;
4- Sobre figuras tristes recentes, parece-me que existiram de todos os lados... O actual Código de Processo Penal, considero-o uma ignomínia e como disse o Dr. Pires de Lima, próprio do Burkina Faso (pobre Burkikna Faso, era o Burkina Faso?). É, no entanto, um elucidatico monumento ao que ainda somos.
5 - A minha principal preocupação enquanto Zé da Esquina, mais do que geometrias de divisão de poderes (no Reino Unido o chefe do Judicial é membro do Governo e do Parlamento...) é saber a quem pedir contas. E não sei. E prestar contas - e pedi-las - e recebê-las são obrigações, são deveres que nada há que os possa ou deva elidir em democracia.
Passo a esclarecer alguns pontos:
1 - Quando me refiro ao governo actual não me refiro a um qualquer governo em concreto, mas, no fundo, aos governos das democracias modernas. Não me refiro a este governo, com que,como é bom de ver, não simpatizo.
2 - Não digo que o MP vê nos políticos uma gente sinistra, mas sim que alguns defensores da autonomia do MP parecem ver, ou partem do pressuposto que são, aqui e lá fora;
3- Sou monárquico: não digo e seria impensável dizer que a legitimidade democrática se esgota no acto eleitoral, muito pelo contrário. Mas deve passar por muitos actos eleitorais;
4- Sobre figuras tristes recentes, parece-me que existiram de todos os lados... O actual Código de Processo Penal, considero-o uma ignomínia e como disse o Dr. Pires de Lima, próprio do Burkina Faso (pobre Burkikna Faso, era o Burkina Faso?). É, no entanto, um elucidatico monumento ao que ainda somos.
5 - A minha principal preocupação enquanto Zé da Esquina, mais do que geometrias de divisão de poderes (no Reino Unido o chefe do Judicial é membro do Governo e do Parlamento...) é saber a quem pedir contas. E não sei. E prestar contas - e pedi-las - e recebê-las são obrigações, são deveres que nada há que os possa ou deva elidir em democracia.
quinta-feira, julho 20, 2006
Passei por ali um pouco por acaso e li cheio de interesse, ora concordando, ora discordando (o que são os exageros de Eça? Camilo viu mais "verdade"? E Júlio Diniz - a quem Eça classificou como paisagista notável - também? - Creio que não. E o Ramalhete tem pouca vida? Claro que tem pouca vida, tinha de ter pouca vida! E...
Que agradável seria continuar a conversa!
Que agradável seria continuar a conversa!
A propósito de leituras no GLQL, onde é feita a exaltação da autonomia do Ministério Público em nome da eficácia, convirá lembrar que o "poder político" - nome pelo qual é moda designar entre nós o executivo, o governo - não é já o governo absolutista ou de uma ditadura, mas o governo legítimo de uma democracia, que responde perante a assembleia da república onde estão os representantes do povo português, por este eleitos, em eleições não contestadas por ninguém. No entanto, os membros do governo e os deputados parecem ser, para alguns dos defensores dessas autonomias, uma gente sinistra com queda para a actividade delituosa e com a ambição suprema de "pressionarem" o MP. Ao invés, o Ministério Público (que tem um sindicato), vítima desses assédios é constituído, parece, todo ele por canduras e dedicações abnegadas...Ora, a verdade é que qualquer ministro que ponha pé em ramo verde, hoje dia em dia em Portugal - sim em Portugal - é rápida e facilmente deposto, pelo que se não lobrigam os motivos dos medos dos defensores da autonomia do MP (que, em democracia é, afinal, repete-se, autonomia em relação a quê??? Ao Governo legítimo do País? À Assembleia da República?).
Em inglaterra, pátria da democracia como se passam as coisas? O M.P e as polícias dependem do governo, do Lord Chancellor que, of course, responde perante o Parlamento onde se sentam os representantes do povo britânico. Dediquem-se os meus leitores a documentarem-se. Dou pistas: não há autonomias do jaez da existente aqui...
quarta-feira, julho 19, 2006
Dia de hoje, notas: silêncio - Bergman 1964; silêncio, problemas de sintaxe - fotografia, fotografia digital, as imagens insepultas, ressurreições e transmutações dificultadas.
Lido e sempre tido em conta: a comparação, figura pobre. "Comos" abundantes no livro de um jovem consagrado que folheei perto das lulas congeladas (a lula fica bem em qualquer quadro surrealista, não pude deixar de reparar). Gente que escreve pelos cotovelos, pas de silence pour - sur - eux. Eu estou igual, a meu modo. O francês ficou da Piaf ouvida ali por sugestão daqui.
Aqui (Bomba) e ali (Alexandre S e S) sem links por preguiça.
Lido e sempre tido em conta: a comparação, figura pobre. "Comos" abundantes no livro de um jovem consagrado que folheei perto das lulas congeladas (a lula fica bem em qualquer quadro surrealista, não pude deixar de reparar). Gente que escreve pelos cotovelos, pas de silence pour - sur - eux. Eu estou igual, a meu modo. O francês ficou da Piaf ouvida ali por sugestão daqui.
Aqui (Bomba) e ali (Alexandre S e S) sem links por preguiça.
terça-feira, julho 18, 2006
Oiço falar na "crise do médio oriente" e pergunto-me se se perdeu de vez a noção do que seja um assunto de Verão, altura em que apenas se toleram moderadas turbulências financeiras, desprendimentos de icebergs ou outras curiosidades da natureza que se contenham num sussurro.
Dito isto, não se espere que este blog adira à moda de falar entusiasticamente do Líbano ou do Irão (senão a propósito de viagens ou tapetes).
Dito isto, não se espere que este blog adira à moda de falar entusiasticamente do Líbano ou do Irão (senão a propósito de viagens ou tapetes).
Junto um outro blog brasileiro aos meus "favoritos" - o que não quer dizer que não visite outros blogs com muito gosto, que visito, mas tenho tido preguiça para fazer as actualizações.
O blog de Reinaldo de Azevedo, que recomendo, fará lembrar a paciência que é necessária para aturar a esquerda quando em forma de doença tropical.
O blog de Reinaldo de Azevedo, que recomendo, fará lembrar a paciência que é necessária para aturar a esquerda quando em forma de doença tropical.
segunda-feira, julho 17, 2006
Não a indiferença mas a assombração deste calor provocou o esquecimento do aniversário e parabéns ao Miniscente. Feliz Ano IV e seguintes.
Não sou mesquinho: eis uma receita de "cucumber sandwich" e citação a propósito.
Comecemos pela última:
ALGERNON
[Picking up empty plate in horror.] Good heavens! Lane! Why are there no cucumber sandwiches? I ordered them specially.
LANE
[Gravely.] There were no cucumbers in the market this morning, sir. I went down twice.
ALGERNON
No cucumbers!
LANE
No, sir. Not even for ready money.
ALGERNON
That will do, Lane, thank you.
LANE
Thank you, sir. [Goes out.]
ALGERNON
I am greatly distressed, Aunt Augusta, about there being no cucumbers, not even for ready money.
Wilde, "The Importance of being"
Agora a receita, havendo cucumbers:
English Cucumber Sandwiches*
Ingredients:
Thin cucumber 1
Brown bread, sliced 1 loaf
Butter 1 stick
Salt and pepper to taste
Method:
Peel cucumber and slice in paper-thin rounds. Salt rounds lightly and place in strainer for 15 minutes to drain. Press to release water; pat dry with paper towels.
Spread sliced bread with softened butter. Put 2 layers of cucumber slices on bottom slice, salt and pepper to taste and top with another buttered slice. Press lightly with palm of hand. Cut all crusts off with a sharp knife. Cut sandwiches in half diagonally. Should you love the taste of mint, you can spread mint (pudina) chutney on both the slices.
* Não me parece nada boa e prefiro a cá de casa. Apenas pus aqui a receita para não ser acusado de favorecimento.
Comecemos pela última:
ALGERNON
[Picking up empty plate in horror.] Good heavens! Lane! Why are there no cucumber sandwiches? I ordered them specially.
LANE
[Gravely.] There were no cucumbers in the market this morning, sir. I went down twice.
ALGERNON
No cucumbers!
LANE
No, sir. Not even for ready money.
ALGERNON
That will do, Lane, thank you.
LANE
Thank you, sir. [Goes out.]
ALGERNON
I am greatly distressed, Aunt Augusta, about there being no cucumbers, not even for ready money.
Wilde, "The Importance of being"
Agora a receita, havendo cucumbers:
English Cucumber Sandwiches*
Ingredients:
Thin cucumber 1
Brown bread, sliced 1 loaf
Butter 1 stick
Salt and pepper to taste
Method:
Peel cucumber and slice in paper-thin rounds. Salt rounds lightly and place in strainer for 15 minutes to drain. Press to release water; pat dry with paper towels.
Spread sliced bread with softened butter. Put 2 layers of cucumber slices on bottom slice, salt and pepper to taste and top with another buttered slice. Press lightly with palm of hand. Cut all crusts off with a sharp knife. Cut sandwiches in half diagonally. Should you love the taste of mint, you can spread mint (pudina) chutney on both the slices.
* Não me parece nada boa e prefiro a cá de casa. Apenas pus aqui a receita para não ser acusado de favorecimento.
domingo, julho 16, 2006
Pequenos apontamentos em forma de petit-four: o «digo» do post anterior está na acepção de revelar, de dar a conhecer. O calor tira (diga-se antes, retira) placidez às tardes de domingo. A melancolia é asténica e cautelosa, como qualquer outra alteração da visão. Os lanches de domingos são prejudicados pela canícula.
sábado, julho 15, 2006
Reúno os destroços e tento pôr-me a caminho daqui.
Digo isto com a tranquilidade de quem sabe não correr o risco de encontrar demasiados compatriotas e a mesa de 4 que tão inopinadamente apareceu promete conversas divertidas.
Digo isto com a tranquilidade de quem sabe não correr o risco de encontrar demasiados compatriotas e a mesa de 4 que tão inopinadamente apareceu promete conversas divertidas.
sexta-feira, julho 14, 2006
Momentos de especial fragilidade: cortei-me num dedo ao tentar retirar a cápsula do blister. Um corte minúsculo e irritante, quase invisível mas que provoca dor ou sensação assemelhada - é mais um ardor encanitante - em contacto com objectos de uso diário: folhas de papel, telecomando da televisão e ar condicionado, telemóvel, etc. Não, não sou herói, sim, sou piegas, não, não tenho vergonha de me portar como uma criança pequena, sim, é do calor, sinto-me miseravelmente.
quarta-feira, julho 12, 2006
terça-feira, julho 11, 2006
A uma cidadã indiana que teve a falta de gosto de pedir a nacionalidade portuguesa (mas isso é lá com ela) foi-lhe esta negada por um acórdão do Tribunal da Relação de Lisboa. O acórdão não poderia decidir de outro modo, face à lei existente.
Deve mudar é a lei de modo que, como lembrou a excêntrica senhora indiana, passe a definir, tal como na legislaçao dos USA - essa nação perversa - quais os conhecimentos necessários sobre cultura, história hábitos, etc., para obter a nacionalidade.
A essa saxónica clareza, prefere o legislador daqui a tradição lusa da discricionariedade autoritária e cultiva-se o vago, para que tudo fique a jeito de se resolver com um jeito e andemos todos bem cientes de quanto devemos estar agradecidos às autoridades.
Deve mudar é a lei de modo que, como lembrou a excêntrica senhora indiana, passe a definir, tal como na legislaçao dos USA - essa nação perversa - quais os conhecimentos necessários sobre cultura, história hábitos, etc., para obter a nacionalidade.
A essa saxónica clareza, prefere o legislador daqui a tradição lusa da discricionariedade autoritária e cultiva-se o vago, para que tudo fique a jeito de se resolver com um jeito e andemos todos bem cientes de quanto devemos estar agradecidos às autoridades.
segunda-feira, julho 10, 2006
domingo, julho 09, 2006
Motivos náuticos,
continuação.
The Paper Nautilus
For authorities whose hopes
are shaped by mercenaries?
Writers entrapped by
teatime fame and by
commuters' comforts? Not for these
the paper nautilus
constructs her thin glass shell.
Giving her perishable
souvenir of hope, a dull
white outside and smooth-
edged inner surface
glossy as the sea, the watchful
maker of it guards it
day and night; she scarcely
eats until the eggs are hatched.
Buried eight-fold in her eight
arms, for she is in
a sense a devil-
fish, her glass ram'shorn-cradled freight
is hid but is not crushed;
as Hercules, bitten
by a crab loyal to the hydra,
was hindered to succeed,
the intensively
watched eggs coming from
the shell free it when they are freed,--
leaving its wasp-nest flaws
of white on white, and close-
laid Ionic chiton-folds
like the lines in the mane of
a Parthenon horse,
round which the arms had
wound themselves as if they knew love
is the only fortress
strong enough to trust to.
Marianne Moore
continuação.
The Paper Nautilus
For authorities whose hopes
are shaped by mercenaries?
Writers entrapped by
teatime fame and by
commuters' comforts? Not for these
the paper nautilus
constructs her thin glass shell.
Giving her perishable
souvenir of hope, a dull
white outside and smooth-
edged inner surface
glossy as the sea, the watchful
maker of it guards it
day and night; she scarcely
eats until the eggs are hatched.
Buried eight-fold in her eight
arms, for she is in
a sense a devil-
fish, her glass ram'shorn-cradled freight
is hid but is not crushed;
as Hercules, bitten
by a crab loyal to the hydra,
was hindered to succeed,
the intensively
watched eggs coming from
the shell free it when they are freed,--
leaving its wasp-nest flaws
of white on white, and close-
laid Ionic chiton-folds
like the lines in the mane of
a Parthenon horse,
round which the arms had
wound themselves as if they knew love
is the only fortress
strong enough to trust to.
Marianne Moore
sexta-feira, julho 07, 2006
segunda-feira, julho 03, 2006
sábado, julho 01, 2006
Nao vi o jogo (não tenho paciência) mas assisti aos penalties. Emocionante!
Tivera sido com a França, teria abandonado a fleuma e mandado celebrar um Solene Te Deum.
Depois, passados momentos começou a ululância nas ruas, agravada agora com a dos «populares na TV» e é já muito à contre-coeur que escrevo este post-confissão de um momento de euforia.
Tivera sido com a França, teria abandonado a fleuma e mandado celebrar um Solene Te Deum.
Depois, passados momentos começou a ululância nas ruas, agravada agora com a dos «populares na TV» e é já muito à contre-coeur que escrevo este post-confissão de um momento de euforia.
quinta-feira, junho 29, 2006
Os meus "favoritos" desorganizaram-se, melhor, organizaram-se alfabeticamente ao invés de cronologicamente, como até agora estavam. Perdi metade do meu mundo e, principalmente, os meus preciosos links finlandeses, que lá estão agora por "assunto" - desconhecido - e que não encontro, por mais que tente *. Idem para os da Frisia (encontrei apenas este que atribuo ao sono da altura).
Apesar de não parecer, estou apaticamente furioso.
* Não, não estavam arrumados nas "pastas próprias" e com o nome do respectivo"assunto" "Links da Finlândia" ou "Alojamento em Tornio"... Estavam "a granel".
Apesar de não parecer, estou apaticamente furioso.
* Não, não estavam arrumados nas "pastas próprias" e com o nome do respectivo"assunto" "Links da Finlândia" ou "Alojamento em Tornio"... Estavam "a granel".
Inquietude? Ponha-se-lhe motivos náuticos, muito azul, areia, mar, talvez um farol e logo o tormento se desfaz, a desdita cessa, sossega e se aquieta o bloguista.
"...............................................
- Que queres tu, meu gajeiro,
Que alvíçaras te hei-de dar?
"Capitão, quero a tua alma
Para comigo a levar".
- Renego de ti, demônio,
Que me estavas a atentar!
A minha alma é só de Deus,
O corpo dou eu ao mar.
........................................."
Nau Catrineta
"...............................................
- Que queres tu, meu gajeiro,
Que alvíçaras te hei-de dar?
"Capitão, quero a tua alma
Para comigo a levar".
- Renego de ti, demônio,
Que me estavas a atentar!
A minha alma é só de Deus,
O corpo dou eu ao mar.
........................................."
Nau Catrineta
quarta-feira, junho 28, 2006
terça-feira, junho 27, 2006
Descobri que a minha dentista se irrita (de um modo muito discreto e calmo) com a assistente, creio que esta a exaspera. Como faço estas observações depois do almoço, talvez seja um modo bilioso e tocantemente ultrapassado de se auxiliarem a digestão, já que é indubitável que, acima de tudo, se estimam.
M. Jean-Claude Trichet, presidente do Banco Central Europeu:
Quando observamos que os custos unitários de trabalho - que é o principal parâmetro de custos para a inflação - estão a aumentar num país, ano após ano, e que estão acima da média da Zona Euro e verificamos que a competitividade de custos de uma determinada economia está a começar a criar dificuldades, por exemplo que a balança externa se está a deteriorar em comparação com a média da Zona Euro, pensamos que então é altura de tomar as medidas apropriadas para trazer os custos unitários de trabalho para um valor abaixo da média e recuperar a competitividade perdida»
Eu bem pensava que esta gente, aqui, em Portugal, estava tonta - desculpe-se-me a franqueza - e, afinal, parece que tinha razão.
Quando observamos que os custos unitários de trabalho - que é o principal parâmetro de custos para a inflação - estão a aumentar num país, ano após ano, e que estão acima da média da Zona Euro e verificamos que a competitividade de custos de uma determinada economia está a começar a criar dificuldades, por exemplo que a balança externa se está a deteriorar em comparação com a média da Zona Euro, pensamos que então é altura de tomar as medidas apropriadas para trazer os custos unitários de trabalho para um valor abaixo da média e recuperar a competitividade perdida»
Eu bem pensava que esta gente, aqui, em Portugal, estava tonta - desculpe-se-me a franqueza - e, afinal, parece que tinha razão.
segunda-feira, junho 26, 2006
Confidenciou-me a minha fiel empregada Felisbela que de vez em quando pensava na família Sampaio. Como estariam a senhora, o sr. presidente, os meninos? Isto ainda há poucos dias. Lá a sosseguei, "pas de nouvelles, bonnes nouvelles". Mas hoje, lido o Diário da República pude dar-lhe notícias frescas: a menina Verinha, disse-lhe, já tem emprego, Felisbela, é adjunta do Senhor Ministro da Presidência, desde Abril, vem hoje a nomeação. "Ah - disse ela - ainda bem. No Ministério da Presidência? Aquilo foi pelo paizinho ter sido presidente". E eu: deve ter sido, Felisbela, deve ter sido. E ia acrescentar que lá fora isto seria um escândalo, quando me lembrei que os choques emocionais da Felisbela acabam sempre por se repercutir cruel e vivamente nos meus pobres palato e estômago (nem sempre por esta ordem) e calei-me, que isto, em questões de gamela, não brinco.
Ah, aqui entre nós, o pormenor terno: a nomeaçãozinha foi publicada com efeitos retroactivos. Estou em crer que o Sr. Dr. Sampaio até foi capaz de se ter emocionado com essa atençãozinha, sabe-se lá se até chorou! Se eu, que nem conheço a Verinha, tive vontade de chorar...
Ah, aqui entre nós, o pormenor terno: a nomeaçãozinha foi publicada com efeitos retroactivos. Estou em crer que o Sr. Dr. Sampaio até foi capaz de se ter emocionado com essa atençãozinha, sabe-se lá se até chorou! Se eu, que nem conheço a Verinha, tive vontade de chorar...
sexta-feira, junho 23, 2006
Às onze e meia estava livre e resolvi apanhar um táxi e passar pelo «hiper», antes de voltar. À entrada, depois de pagar - como os americanos, já fora do táxi - ouvi um "pstpst, ó senhor" e lá estavam as duas, bem dispostas e sorridentes. Fingiam-se escandalizadas com o meu overdress - que consistia, afinal, num lenço no bolso do casaco - e para me envergonharem, diziam, tinham tirado fotografias com o telemóvel, para enviarem ao geral dos amigos. Defendi-me mostrando o traje de trabalho, enrolado debaixo do braço. Lá sossegaram... e entre risos perguntamo-nos pelas maleitas, que estão em altura sim, e despedimo-nos com os "apareça" habituais. Já na secção do leite, percebi quão agradável aquele encontro, risonho, amigo. A alquimia da felicidade de que falava o Rimbaud é isto. E se acham "isto" o meu momento "Caras Verão" não me importo. Nada melhor que gente bem humorada. Prontos.
quinta-feira, junho 22, 2006
A actividade económica descresce, as perspectivas são o que são, mas os empréstimos para a compra de casa aumentam. Quando li a notícia senti-me verdadeiramente assustado: esta gente enlouqueceu, perdeu a noção das coisas e a voracidade é tanta que quando tiverem consumido todo o cimento disponível irão cravar o dente aguçado no incauto mais próximo. Sim, será o canibalismo.
quarta-feira, junho 21, 2006
Dos charmes do reino britânico às desgraças da república portuguesa: o custo do trabalho aumentou 4 e tal % este ano e a actividade económica teve uma ligeira queda. Quando o crescimento devia estar nos 3 ou 4%... Enfim...
A coisa em si, a pobreza pátria, nao teria qualquer mal não fora a mania da grandeza desta classe média que a 3ª república gerou. Se voltasse a velha moda da pobreza e do low profile e dos jantares em tascas a condizerem já a coisa se remediava. Era como observava o Beckford sobre nós: não há grandes fortunas, dizia, mas como não há amantes caras, nem corridas de cavalos, nem nada do que faz a vida cara nas outras capitais, vivem as pessoas passavelmente.
A coisa em si, a pobreza pátria, nao teria qualquer mal não fora a mania da grandeza desta classe média que a 3ª república gerou. Se voltasse a velha moda da pobreza e do low profile e dos jantares em tascas a condizerem já a coisa se remediava. Era como observava o Beckford sobre nós: não há grandes fortunas, dizia, mas como não há amantes caras, nem corridas de cavalos, nem nada do que faz a vida cara nas outras capitais, vivem as pessoas passavelmente.

Yes, is Ascot Day.
E Ascot, meus caros, é uma instituição louvável e rara: aristocrática e, por isso, alegre e bem-humorada, sorrindo com bonomia e wit de si própria, coloca-se, pelo extremo excesso, na categoria raríssima das coisas improváveis e impossíveis em que a Rainha Branca acreditava - e com razão - ainda antes do pequeno-almoço.
terça-feira, junho 20, 2006
Arrumações. Num dos livros a guardar no equivalente aos "Reservados" de uma qualquer biblioteca antiga, receitas de rissols ou, aportuguesando como o faziam naquela época, rissoles. No fim do século dezanove, o rissol, estou em crer, ainda era uma inovação em Portugal, ou se não já uma novidade, conservava-se longe do vulgo. O pobre rissol não descera ainda a longa escada da degradação, de que se imaginava, porventura, a salvo, quando, novinho, participava em piqueniques alegres, em grandes cestos ingleses sobre plaids de boa lã. Mal ele sabia, o pobre, que, estava condenado, a participar na prostituição da sanduíche em snack-tascas país fora depois de uma arrastada existência por festejos pobretes e nem ao menos alegretes. Não foi venturosa a história do pobre rissol, que quando pequeno eu cheguei a conhecer, conservando ainda um subtil laivo de estrangeirismo e de recheio muito cremoso e amarelo, feliz de salsa e limão.
Pobre rissol, pobres rissoles...
Pobre rissol, pobres rissoles...
segunda-feira, junho 19, 2006
Insónias e ceias: ceio sentado à mesa na casa de jantar e acabo com doce e fruta. Agora mesmo. A noite tenho-a passado em indagações sobre a abnegação, suas condições (o direito de, a legitimidade de negar) e onde acaba aquela e começa a condescendência, ou melhor, onde começa o desprezo sereno (no Tio Vânia, por exemplo).
sábado, junho 17, 2006
sexta-feira, junho 16, 2006
"Le 20 juin, à Drouot, va être dispersée la collection de Pierre Berès, nonagénaire alerte et discret qu'admirateurs et détracteurs s'accordent à présenter comme «le plus grand libraire du monde»".
Que há? Stendhal comentado pelo punho de Proust, ou provas suas revistas por aquele M. Beyle "sur les avis de monsieur de Balzac" e muito mais. Leiam.
Creio que os autores destes blogs (1 e 2) estarão na assistência, disfarçados de classe média baixa portuguesa a águas.
Que há? Stendhal comentado pelo punho de Proust, ou provas suas revistas por aquele M. Beyle "sur les avis de monsieur de Balzac" e muito mais. Leiam.
Creio que os autores destes blogs (1 e 2) estarão na assistência, disfarçados de classe média baixa portuguesa a águas.
quinta-feira, junho 15, 2006
Num passeio calmo e alfabético passei pelo Abrupto e li o post sobre o Francis. Só falta a conclusão: não foi apenas a preguiça que os brasileiros importaram de Goa. Daqui levaram eles o cepticismo, cinismo esquizofrénico e provincianismo - que lá brotaram tropicalmente, com violência e desmesura - como é bem visível até nos melhores deles, como Francis, sem dúvida, foi.
"Portugal conta pouco para se falar do Brasil"? Não creio. Tem que se levar em conta o imenso esforço omissivo, bojudo como uma bilha minhota, que atravanca a mente daquela gente de coisas não ditas nem escritas, numa omissão pesada e perversa que tem a exuberância - diria o estigma - de um toucado de Carmen Miranda. E no que vem ao de cima sobre Portugal, nota-se um asco seco e duro (a par com um respeito que atinge o respeitinho reverente por algumas instituições daqui - a Universidade de Coimbra, por exemplo - que se descobre radicar fundo, tal qual a devoção camponese que é) um asco rude e ressentido, dizia, e tão luso, afinal, que apenas faz realçar a verdadeira comicidade da situação: só portugueses depreciam assim Portugal.
Mas "contar pouco" Portugal??? Não, malgré eux-mêmes...
Aqui, em Portugal é que o Brasil conta escandalosamente pouco, império metido entre impérios, entre a Índia, o Oriente todo com que perpetuamento nos incensamos e a África que sonhámos ainda há pouco como futuro.
"Portugal conta pouco para se falar do Brasil"? Não creio. Tem que se levar em conta o imenso esforço omissivo, bojudo como uma bilha minhota, que atravanca a mente daquela gente de coisas não ditas nem escritas, numa omissão pesada e perversa que tem a exuberância - diria o estigma - de um toucado de Carmen Miranda. E no que vem ao de cima sobre Portugal, nota-se um asco seco e duro (a par com um respeito que atinge o respeitinho reverente por algumas instituições daqui - a Universidade de Coimbra, por exemplo - que se descobre radicar fundo, tal qual a devoção camponese que é) um asco rude e ressentido, dizia, e tão luso, afinal, que apenas faz realçar a verdadeira comicidade da situação: só portugueses depreciam assim Portugal.
Mas "contar pouco" Portugal??? Não, malgré eux-mêmes...
Aqui, em Portugal é que o Brasil conta escandalosamente pouco, império metido entre impérios, entre a Índia, o Oriente todo com que perpetuamento nos incensamos e a África que sonhámos ainda há pouco como futuro.
terça-feira, junho 13, 2006
Trezena
Irmãos caríssimos. Apresentemos a Jesus as nossas súplicas, a fim de que, por intercessão de Santo António, infunda sobre nós a Sua misericórdia.
1. Ó glorioso Santo António que recebeste de Deus o poder de ressuscitar os mortos, acorda o meu coração da preguiça e faz desabrochar uma vida de verdadeira fé.
Glória ao Pai …
2. Ó sábio Santo António que pela tua Sabedoria foste luz por toda a Igreja e por todo o mundo, iluminai a minha inteligência abrindo-a à verdade de Deus.
Glória ao Pai …
Glória ao Pai …
3. Ó Santo António rico de piedade que amparas logo os que te invocam, auxilia-me nas necessidades actuais.
Glória ao Pai …
Glória ao Pai …
4. Ó generoso Santo António que respondeste ao chamamento de Deus, consagrando a Tua vida ao serviço do Evangelho, faz que possa escutar docilmente a voz do Senhor.
Glória ao Pai …
Glória ao Pai …
5. Ó Santo António, modelo de Santidade não permitas que a minha existência fique manchada pelo pecado e ajuda-me a viver com modéstia e sobriedade.
Glória ao Pai …
Glória ao Pai …
6. Ó querido Santo António por cuja intercessão todos os doentes encontram saúde, orienta a minha alma, cura-a das culpas e dos hábitos maus.
Glória ao Pai …
Glória ao Pai …
7. Ó Santo António que te esforçaste por salvar a todos, conduz-me no mar da vida e dá-me a graça de chegar ao porto da salvação.
Glória ao Pai …
Glória ao Pai …
8. Ó Santo cheio de compaixão que ao longo da tua vida libertaste prisioneiros, que também eu seja liberto do pecado.
Glória ao Pai …
Glória ao Pai …
9. Ó Santo dos milagres não permitas que eu me afaste do Amor de Deus e me separe da unidade da Igreja.
Glória ao Pai …
Glória ao Pai …
10. Ó Santo António solidário com os pobres, que ajudas a encontrar o que se perde, permite que eu nunca perca a amizade com Deus, mas a conserve todos os dias da minha vida.
Glória ao Pai …
Glória ao Pai …
11. Ó querido Santo António que escutas todos os que por ti clamam, escuta com bondade também a minha oração e apresenta-a a Deus para que seja atendida.
Glória ao Pai …
Glória ao Pai …
12. Ó Santo António apóstolo incansável da Palavra de Deus, ajuda-me a dar testemunho da minha fé com a palavra e o exemplo.
Glória ao Pai …
Glória ao Pai …
13. Ó bem-amado Santo António do Paraíso onde te encontras olha para as minhas necessidades: a tua língua milagrosa fale a Deus por mim, derrame a sua consolação e seja atendido nos meus pedidos.
Glória ao Pai …
Glória ao Pai …
- Santo António, rogai por nós.-
E seremos dignos das promessas de Cristo.
Oremos: Deus Todo Poderoso e eterno, que em Santo António de Lisboa ofereceste ao Teu povo um insigne anunciador do Evangelho e um santo solidário com os pobres e os doentes, concede-nos, por sua intercessão, seguir os seus ensinamentos de vida cristã e experimentar, na provação, o auxílio da Tua misericórdia.
Por Cristo Nosso Senhor.
segunda-feira, junho 12, 2006

Em memória dos tempos bons das férias grandes, pego no meu balde, na minha pá, e vou para a praia. Se o tempo não estiver bom, fico por lá de qualquer maneira, a dar razão ao Abrupto
domingo, junho 11, 2006
Eu sabia que havia mais qualquer coisa com este dia 11... E havia! Desde a escola primária até ao fim do liceu era o dia em que começavam as Férias Grandes - que só acabavam a 7 e, depois a 1 de Outubro.
As férias, enormes, tinham fases diversas de campo e, mais tarde, de viagens, mas a mais divertida era a da praia, uma fase longa, que, muitas vezes, passava dos dois meses. Tenho muitas saudades dessas férias grandes e lentas.
As férias, enormes, tinham fases diversas de campo e, mais tarde, de viagens, mas a mais divertida era a da praia, uma fase longa, que, muitas vezes, passava dos dois meses. Tenho muitas saudades dessas férias grandes e lentas.
Ontem li 2 ou 3 sonetos de Camões e alimentei o patrioteirismo (sic) com a descoberta de que a os mot d'esprit da Duquesa de Guermantes (compósita figura que Proust quis a personificação da requintadíssima sociedade da Paris da segunda metade do século) e mesmo alguns dos seus achados estético-mundanos -os sapatos encarnados - foram contributo de Mme. Strauss que, sobre ter sido viúva de Bizet, era filha de uma senhora Rodrigues-Henriques, de uma família de judeus portugueses refugiados em Bordeaux.
P.S. Para acabar o affaire Proust-Albaret: Esta queimou manuscritos, mas, como ela própria explica, por ordem expressa de Monsieur Proust. Que se esperava? Que tivesse desobedecido? A honra da Albarét parece-me salva.
P.S. Para acabar o affaire Proust-Albaret: Esta queimou manuscritos, mas, como ela própria explica, por ordem expressa de Monsieur Proust. Que se esperava? Que tivesse desobedecido? A honra da Albarét parece-me salva.
sábado, junho 10, 2006

Grão tempo há já que soube da Ventura
a vida que me tinha destinada;
que a longa experiência da passada
me dava claro indício da futura.
Amor fero, cruel, Fortuna dura,
bem tendes vossa força exprimentada:
assolai, destrui, não fique nada;
vingai-vos desta vida, que inda dura.
bem tendes vossa força exprimentada:
assolai, destrui, não fique nada;
vingai-vos desta vida, que inda dura.
Soube Amor da Ventura que a não tinha;
e, por que mais sentisse a falta dela,
de imagens impossíveis me mantinha.
e, por que mais sentisse a falta dela,
de imagens impossíveis me mantinha.
Mas vós, Senhora, pois que minha estrela
não foi melhor, vivei nesta alma minha,
não foi melhor, vivei nesta alma minha,
que não tem a Fortuna poder nela
Luís Vaz de Camões
sexta-feira, junho 09, 2006
O apartamento de uma amiga foi assaltado por uma quadrilha búlgara, um audacioso quinteto de tocadores de banjo balcânico, uma inverosímil mas teimosa coisa de Hergé. Tal qual nos livros de Tintin, o roubo foi audacioso.
A minha amiga está desolée, e quer tirar disto tudo, que não é nada, uma lição para a vida. Desanconselhei-a, terminantemente, de fazer tal: não levaram as jóias boas e filosofar a partir ou à conta de bijouterie parece-me contraproducente e pouco digno.
A minha amiga está desolée, e quer tirar disto tudo, que não é nada, uma lição para a vida. Desanconselhei-a, terminantemente, de fazer tal: não levaram as jóias boas e filosofar a partir ou à conta de bijouterie parece-me contraproducente e pouco digno.
quinta-feira, junho 08, 2006
Poucos dias antes de morrer, Eça escrevia da Suiça a sua Mulher, Dona EmÍlia de Castro, lastimando-se da falta de dinheiro.
Eça era - ou é - o maior escritor português, um dos grandes génios literários do mundo, popular e lido em Portugal e traduzido ainda em vida em várias línguas, entre as quais o inglês.
Cem anos depois, Miguel Sousa Tavares, que não é nada disso, como o próprio, com elegância, reconheceu, ganhou, com um único livro, mais de um milhão de euros.
Vasco Pulido Valente tem razão: não só se lê em Portugal como, acrescento eu, já se lê demais.
Isto a propósito do tal plano.
Eça era - ou é - o maior escritor português, um dos grandes génios literários do mundo, popular e lido em Portugal e traduzido ainda em vida em várias línguas, entre as quais o inglês.
Cem anos depois, Miguel Sousa Tavares, que não é nada disso, como o próprio, com elegância, reconheceu, ganhou, com um único livro, mais de um milhão de euros.
Vasco Pulido Valente tem razão: não só se lê em Portugal como, acrescento eu, já se lê demais.
Isto a propósito do tal plano.
terça-feira, junho 06, 2006
E de novo o aniversário!
Faz hoje 62 anos que os norte-americanos, britânicos e canadianos invadiram a Normandia para libertarem a Europa da barbárie nazi.
Além do papel militar, os USA criaram o plano Marshall que permitiu a reconstrução europeia.
Honra àqueles países e aos milhares dos seus cidadãos e súbditos que morreram para devolver a liberdade à Europa.
Aqui pode saber mais sobre o DIA D.
Faz hoje 62 anos que os norte-americanos, britânicos e canadianos invadiram a Normandia para libertarem a Europa da barbárie nazi.
Além do papel militar, os USA criaram o plano Marshall que permitiu a reconstrução europeia.
Honra àqueles países e aos milhares dos seus cidadãos e súbditos que morreram para devolver a liberdade à Europa.
Aqui pode saber mais sobre o DIA D.
segunda-feira, junho 05, 2006
O processo de designação e escolha de deputados está tão perto do de simples funcionários que do que li da declaração presidencial que acompanha o veto, me parece, creio, que o âmago da questão não é tocado.E é uma questão simples: escolher os representantes do povo, de cada um de nós, é, afinal, assegurar a soberania do povo. Em nome de quê pode essa liberdade de escolha ser coarctada? Qualquer limitação é um atentado aos fundamentos mais elementares e profundos da democracia.
A enormidade da coisa tornava-se evidente se existissem listas nominais, em que pudéssemos escolher esta e não aquele, aquele e não aqueloutra.
A enormidade da coisa tornava-se evidente se existissem listas nominais, em que pudéssemos escolher esta e não aquele, aquele e não aqueloutra.
domingo, junho 04, 2006
sexta-feira, junho 02, 2006
O club de futebol do burgo - uma invenção infecta dos medíocres políticos locais - pede hoje, no jornal da terra, uma contribuição financeira já que, tudo leva a crer, está falido ou perto. A prosa usada é um magnífico exemplo daquele simulacro de bom-senso, bons propósitos e seriedade que oculta a miséria caótica em que vivemos. Li e reli, deliciado, já que não tenciono dar um só ceitil, tostão, ou cêntimo e a única coisa que intensamente desejei foi prolongar no tempo aquele prazer omissivo, indefinidamente não dando, gozando com abundância o sintoma daquele prazer, aquele "alguma coisa que antes de tudo não cessa de se escrever do Real", e "que volta sempre ao mesmo lugar" (Lacan)
E estou nisto desde que a empregada me trouxe os jornais, sem escrúpulos, apenas tomei um café e a vitamina C.
E estou nisto desde que a empregada me trouxe os jornais, sem escrúpulos, apenas tomei um café e a vitamina C.
quarta-feira, maio 31, 2006
Preparativos de fuga
E entre Tornio e Luleia? E entre Narvik e Bodo? Há autocarros, já descobri o horários. E ir a Jyväsjärvi para visitar o museu?
E entre Tornio e Luleia? E entre Narvik e Bodo? Há autocarros, já descobri o horários. E ir a Jyväsjärvi para visitar o museu?
terça-feira, maio 30, 2006
Os dados estão à vista de toda a gente. Refiro-me aos mostrados e explicados por Medina Carreira, um dos poucos portugueses que parece saber ainda o valor da realidade e do dizer-se a verdade sobre ela.
O programa de ontem, do "Pros e Contras" foi , em si mesmo, um bom exemplo do nosso drama: A apresentadora parecia acima de tudo interessada na revisão da constituição e em possíveis recados do Eng. Belmiro ao Governo. O senhor da Galp que ficou ao lado do Dr. Medina Carreira veio falar da "excelência" e dos optimismos e ficou, claro está, calado, quando lhe foi lembrado que o crescimento de 0,6 foi o que conseguimos com todas essas virtudes...
Mas alguém realmente perigoso é o estimável Dr. Silva Lopes: é bem intencionado, honesto e parece sensato, com os seus gradualismos ficando, por vezes, o Dr. Medina Carreira com o papel de louco exaltado. E afinal... é devido ao "bom senso" dos Drs. Silva Lopes deste país que estamos como estamos... é devido a esses cuidados que diariamente a nossa situação se agrava...
No final, entre alguns prognósticos espectaculares, dramáticos, de guerras civis e outras palermices, a nota de realidade foi dada, de novo pelo Dr. Medina Carreira que apenas falou do nosso mais óbvio e pacífico futuro: a pobreza, apagada, calma e vil.
O programa de ontem, do "Pros e Contras" foi , em si mesmo, um bom exemplo do nosso drama: A apresentadora parecia acima de tudo interessada na revisão da constituição e em possíveis recados do Eng. Belmiro ao Governo. O senhor da Galp que ficou ao lado do Dr. Medina Carreira veio falar da "excelência" e dos optimismos e ficou, claro está, calado, quando lhe foi lembrado que o crescimento de 0,6 foi o que conseguimos com todas essas virtudes...
Mas alguém realmente perigoso é o estimável Dr. Silva Lopes: é bem intencionado, honesto e parece sensato, com os seus gradualismos ficando, por vezes, o Dr. Medina Carreira com o papel de louco exaltado. E afinal... é devido ao "bom senso" dos Drs. Silva Lopes deste país que estamos como estamos... é devido a esses cuidados que diariamente a nossa situação se agrava...
No final, entre alguns prognósticos espectaculares, dramáticos, de guerras civis e outras palermices, a nota de realidade foi dada, de novo pelo Dr. Medina Carreira que apenas falou do nosso mais óbvio e pacífico futuro: a pobreza, apagada, calma e vil.
Uma amável leitora deste blog (que redundância!) situou a ida de Bergotte à exposição no 5º volume da RTP Recherche Temps Perdu), a páginas 177 da edição da Relógio de Água (a traduzida por Pedro Tamen). Na minha edição, a da Livros do Brasil, a páginas 174. Aproveite-se e leia-se.
Mas o episódio não era, afinal, aquilo que tinha referido. Aquele de eu que falava é uma descrição de um quadro, ou meramente de uma cor, ou de uma textura que, pareceu-me quando li, exige de nós uma fusão entre os olhos da corpo e os do espírito, da alma (como Santa Teresa de Ávila distinguia), a um ver que se transmuta em visão, em luz sobre este mundo (e sobre nós nele) no limite do suportável por uma pobre mente ocidental.
Vou continuar a procurar.
Mas o episódio não era, afinal, aquilo que tinha referido. Aquele de eu que falava é uma descrição de um quadro, ou meramente de uma cor, ou de uma textura que, pareceu-me quando li, exige de nós uma fusão entre os olhos da corpo e os do espírito, da alma (como Santa Teresa de Ávila distinguia), a um ver que se transmuta em visão, em luz sobre este mundo (e sobre nós nele) no limite do suportável por uma pobre mente ocidental.
Vou continuar a procurar.
segunda-feira, maio 29, 2006
Li Monsieur Proust até bastante tarde. As despesas que este fazia - e que horrorizavam e preocupavam a sua empregada - pôde fazê-las porque sua Mãe tudo fez para que ele tivesse rendimentos suficientes para viver e escrever sem os constrangimentos das faltas de dinheiro. Proust foi, nesse sentido, um escritor planeado (com a minúcia que hoje em dia se guarda para os atletas olímpicos ou estrelas de cinema). E, também, toda as suas excentricidades foram, afinal, medidas ponderadas de gestão: sendo a sua obra o único fim importante, tudo o mais, conveniências sociais, horários, tudo foi moldado para que a sua obra pudesse ser terminada.
Céleste Albaret fala, de quando em vez, da saída de Proust para rever um quadro de Vermeer, saída que este, creio, utilizou na sua obra. Mas, nascidas dessa ida ou de outra, anterior, aconselho a todos que leiam ou releiam essas considerações sobre a textura de uma parede de um muro que, foram, creio, das coisas mais assombrosas que alguma vez li. Está no último volume da RTL, no "Tempo Reencontrado"*.
* Não está. Está na Prisioneira ou na Fugitiva (já folheei a Prisioneira e não encontro, creio que o capítulo sobre a morte de Bergotte está na Fugitiva que não sei onde pus....). E não é uma parede de um muro: é o "petit pan de mur jaune"; podem ler mais aqui.
Céleste Albaret fala, de quando em vez, da saída de Proust para rever um quadro de Vermeer, saída que este, creio, utilizou na sua obra. Mas, nascidas dessa ida ou de outra, anterior, aconselho a todos que leiam ou releiam essas considerações sobre a textura de uma parede de um muro que, foram, creio, das coisas mais assombrosas que alguma vez li. Está no último volume da RTL, no "Tempo Reencontrado"*.
* Não está. Está na Prisioneira ou na Fugitiva (já folheei a Prisioneira e não encontro, creio que o capítulo sobre a morte de Bergotte está na Fugitiva que não sei onde pus....). E não é uma parede de um muro: é o "petit pan de mur jaune"; podem ler mais aqui.
domingo, maio 28, 2006
Deliciei-me com a etimologia de Charlotte e, porque estou cada vez mais ingrato, ao invés de agradecer e por aí ficar, sempre direi que o dito no Bomba sobre a lavagem dos lenços de assoar de Monsieur Proust é uma memória falsa, como tive ontem o prazer de descobrir!
O que aconteceu foi que Céleste, a Albaret, encarregada, uma vez, de comprar lenços para Proust, comprou, por mais baratos, uns menos bons do que aqueles que o Escritor usava, na campónia esperança que este não percebesse e assim poupasse uns cêntimos. Proust, claro está, deu pela diferença. Céleste lavou e relavou os lenços e após uma segunda tentativa de o fazer usá-los, disseminando-os na pilha dos lenços, tentativa gorada pela meticulosidade das mucosas do grande escritor, ainda persistiu, com mais lavagens, etc., uma terceira vez. Proust, sem esgotar a sua bonomia, viu-se obrigado a cortar com uma tesoura de unhas um desses lenços à frente de Céleste, para que esta compreendesse quão vãs seriam as possibilidades de ludibriar o Escritor.
Sobre isto, construiu a memória benfazeja da Ilustre Bloguista uma história de piedosa devoção albaresca. Não, minha senhora, tudo não passou de uma tentiva desastrada de encobrimento de uma sovinice (ainda que por interposto pecúlio).
O que aconteceu foi que Céleste, a Albaret, encarregada, uma vez, de comprar lenços para Proust, comprou, por mais baratos, uns menos bons do que aqueles que o Escritor usava, na campónia esperança que este não percebesse e assim poupasse uns cêntimos. Proust, claro está, deu pela diferença. Céleste lavou e relavou os lenços e após uma segunda tentativa de o fazer usá-los, disseminando-os na pilha dos lenços, tentativa gorada pela meticulosidade das mucosas do grande escritor, ainda persistiu, com mais lavagens, etc., uma terceira vez. Proust, sem esgotar a sua bonomia, viu-se obrigado a cortar com uma tesoura de unhas um desses lenços à frente de Céleste, para que esta compreendesse quão vãs seriam as possibilidades de ludibriar o Escritor.
Sobre isto, construiu a memória benfazeja da Ilustre Bloguista uma história de piedosa devoção albaresca. Não, minha senhora, tudo não passou de uma tentiva desastrada de encobrimento de uma sovinice (ainda que por interposto pecúlio).
sexta-feira, maio 26, 2006
Ainda o abalo
Na "votação" uma forma de inquérito no Sapo, à declaraçao de Welsh sobre a necessidade do "grande abano" 85,1% dos "votantes" declaram que é necessário um não pequeno abano salvador... 10,2% ficam-se pelo talvez e 4,7% discordam dessa necessidade. O que valem estas "consultas" a gente sabe. Mas 85%? Creio que tenho razão: o governo está a governar com medos e cuidados que já não são necessários há anos. Bem sei que seria necessário o sacrifício de parte da classe média, dos seus previlégios, e que chegada a altura... mas mesmo assim, não sei se não seria possível dar o pulo para os tempos de hoje. Nem ninguém sabe ou saberá, enquanto nao surgir a coragem de propor um país radicalmente diferente - aquilo que está a ser feito no resto do mundo, a começar por aqui ao lado, em Espanha, e que aqui ainda é mera especulação de café, ou de blog.
Portugal precisa de um «grande abalo»
diz Welsh, segundo as notícias do Sapo:
"Portugal é visto no estrangeiro como um país em contínua degradação e declínio no que respeita ao mais variados indicadores económicos, necessitando de um «grande abalo». O retrato negro é traçado pelo guru da gestão norte-americano, Jack Welch.
«Ele (Jack Welch) diz que é humilhante para os portugueses a percepção que o exterior tem de Portugal, com uma contínua degradação e declínio ao longo dos últimos anos», disse Mira Amaral.
A educação, formação profissional, inovação, investigação, desenvolvimento tecnológico e níveis de exportação foram alguns dos exemplos apontados. «Se compararmos o crescimento com o dos países da Europa do Leste, com a Irlanda ou Espanha , eu ficaria embaraçado com o desempenho económico português», afirmou."
O resto... são diversões fúteis
"Portugal é visto no estrangeiro como um país em contínua degradação e declínio no que respeita ao mais variados indicadores económicos, necessitando de um «grande abalo». O retrato negro é traçado pelo guru da gestão norte-americano, Jack Welch.
«Ele (Jack Welch) diz que é humilhante para os portugueses a percepção que o exterior tem de Portugal, com uma contínua degradação e declínio ao longo dos últimos anos», disse Mira Amaral.
A educação, formação profissional, inovação, investigação, desenvolvimento tecnológico e níveis de exportação foram alguns dos exemplos apontados. «Se compararmos o crescimento com o dos países da Europa do Leste, com a Irlanda ou Espanha , eu ficaria embaraçado com o desempenho económico português», afirmou."
O resto... são diversões fúteis
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