domingo, julho 02, 2006
sábado, julho 01, 2006
Nao vi o jogo (não tenho paciência) mas assisti aos penalties. Emocionante!
Tivera sido com a França, teria abandonado a fleuma e mandado celebrar um Solene Te Deum.
Depois, passados momentos começou a ululância nas ruas, agravada agora com a dos «populares na TV» e é já muito à contre-coeur que escrevo este post-confissão de um momento de euforia.
Tivera sido com a França, teria abandonado a fleuma e mandado celebrar um Solene Te Deum.
Depois, passados momentos começou a ululância nas ruas, agravada agora com a dos «populares na TV» e é já muito à contre-coeur que escrevo este post-confissão de um momento de euforia.
quinta-feira, junho 29, 2006
Os meus "favoritos" desorganizaram-se, melhor, organizaram-se alfabeticamente ao invés de cronologicamente, como até agora estavam. Perdi metade do meu mundo e, principalmente, os meus preciosos links finlandeses, que lá estão agora por "assunto" - desconhecido - e que não encontro, por mais que tente *. Idem para os da Frisia (encontrei apenas este que atribuo ao sono da altura).
Apesar de não parecer, estou apaticamente furioso.
* Não, não estavam arrumados nas "pastas próprias" e com o nome do respectivo"assunto" "Links da Finlândia" ou "Alojamento em Tornio"... Estavam "a granel".
Apesar de não parecer, estou apaticamente furioso.
* Não, não estavam arrumados nas "pastas próprias" e com o nome do respectivo"assunto" "Links da Finlândia" ou "Alojamento em Tornio"... Estavam "a granel".
Inquietude? Ponha-se-lhe motivos náuticos, muito azul, areia, mar, talvez um farol e logo o tormento se desfaz, a desdita cessa, sossega e se aquieta o bloguista.
"...............................................
- Que queres tu, meu gajeiro,
Que alvíçaras te hei-de dar?
"Capitão, quero a tua alma
Para comigo a levar".
- Renego de ti, demônio,
Que me estavas a atentar!
A minha alma é só de Deus,
O corpo dou eu ao mar.
........................................."
Nau Catrineta
"...............................................
- Que queres tu, meu gajeiro,
Que alvíçaras te hei-de dar?
"Capitão, quero a tua alma
Para comigo a levar".
- Renego de ti, demônio,
Que me estavas a atentar!
A minha alma é só de Deus,
O corpo dou eu ao mar.
........................................."
Nau Catrineta
quarta-feira, junho 28, 2006
terça-feira, junho 27, 2006
Descobri que a minha dentista se irrita (de um modo muito discreto e calmo) com a assistente, creio que esta a exaspera. Como faço estas observações depois do almoço, talvez seja um modo bilioso e tocantemente ultrapassado de se auxiliarem a digestão, já que é indubitável que, acima de tudo, se estimam.
M. Jean-Claude Trichet, presidente do Banco Central Europeu:
Quando observamos que os custos unitários de trabalho - que é o principal parâmetro de custos para a inflação - estão a aumentar num país, ano após ano, e que estão acima da média da Zona Euro e verificamos que a competitividade de custos de uma determinada economia está a começar a criar dificuldades, por exemplo que a balança externa se está a deteriorar em comparação com a média da Zona Euro, pensamos que então é altura de tomar as medidas apropriadas para trazer os custos unitários de trabalho para um valor abaixo da média e recuperar a competitividade perdida»
Eu bem pensava que esta gente, aqui, em Portugal, estava tonta - desculpe-se-me a franqueza - e, afinal, parece que tinha razão.
Quando observamos que os custos unitários de trabalho - que é o principal parâmetro de custos para a inflação - estão a aumentar num país, ano após ano, e que estão acima da média da Zona Euro e verificamos que a competitividade de custos de uma determinada economia está a começar a criar dificuldades, por exemplo que a balança externa se está a deteriorar em comparação com a média da Zona Euro, pensamos que então é altura de tomar as medidas apropriadas para trazer os custos unitários de trabalho para um valor abaixo da média e recuperar a competitividade perdida»
Eu bem pensava que esta gente, aqui, em Portugal, estava tonta - desculpe-se-me a franqueza - e, afinal, parece que tinha razão.
segunda-feira, junho 26, 2006
Confidenciou-me a minha fiel empregada Felisbela que de vez em quando pensava na família Sampaio. Como estariam a senhora, o sr. presidente, os meninos? Isto ainda há poucos dias. Lá a sosseguei, "pas de nouvelles, bonnes nouvelles". Mas hoje, lido o Diário da República pude dar-lhe notícias frescas: a menina Verinha, disse-lhe, já tem emprego, Felisbela, é adjunta do Senhor Ministro da Presidência, desde Abril, vem hoje a nomeação. "Ah - disse ela - ainda bem. No Ministério da Presidência? Aquilo foi pelo paizinho ter sido presidente". E eu: deve ter sido, Felisbela, deve ter sido. E ia acrescentar que lá fora isto seria um escândalo, quando me lembrei que os choques emocionais da Felisbela acabam sempre por se repercutir cruel e vivamente nos meus pobres palato e estômago (nem sempre por esta ordem) e calei-me, que isto, em questões de gamela, não brinco.
Ah, aqui entre nós, o pormenor terno: a nomeaçãozinha foi publicada com efeitos retroactivos. Estou em crer que o Sr. Dr. Sampaio até foi capaz de se ter emocionado com essa atençãozinha, sabe-se lá se até chorou! Se eu, que nem conheço a Verinha, tive vontade de chorar...
Ah, aqui entre nós, o pormenor terno: a nomeaçãozinha foi publicada com efeitos retroactivos. Estou em crer que o Sr. Dr. Sampaio até foi capaz de se ter emocionado com essa atençãozinha, sabe-se lá se até chorou! Se eu, que nem conheço a Verinha, tive vontade de chorar...
sexta-feira, junho 23, 2006
Às onze e meia estava livre e resolvi apanhar um táxi e passar pelo «hiper», antes de voltar. À entrada, depois de pagar - como os americanos, já fora do táxi - ouvi um "pstpst, ó senhor" e lá estavam as duas, bem dispostas e sorridentes. Fingiam-se escandalizadas com o meu overdress - que consistia, afinal, num lenço no bolso do casaco - e para me envergonharem, diziam, tinham tirado fotografias com o telemóvel, para enviarem ao geral dos amigos. Defendi-me mostrando o traje de trabalho, enrolado debaixo do braço. Lá sossegaram... e entre risos perguntamo-nos pelas maleitas, que estão em altura sim, e despedimo-nos com os "apareça" habituais. Já na secção do leite, percebi quão agradável aquele encontro, risonho, amigo. A alquimia da felicidade de que falava o Rimbaud é isto. E se acham "isto" o meu momento "Caras Verão" não me importo. Nada melhor que gente bem humorada. Prontos.
quinta-feira, junho 22, 2006
A actividade económica descresce, as perspectivas são o que são, mas os empréstimos para a compra de casa aumentam. Quando li a notícia senti-me verdadeiramente assustado: esta gente enlouqueceu, perdeu a noção das coisas e a voracidade é tanta que quando tiverem consumido todo o cimento disponível irão cravar o dente aguçado no incauto mais próximo. Sim, será o canibalismo.
quarta-feira, junho 21, 2006
Dos charmes do reino britânico às desgraças da república portuguesa: o custo do trabalho aumentou 4 e tal % este ano e a actividade económica teve uma ligeira queda. Quando o crescimento devia estar nos 3 ou 4%... Enfim...
A coisa em si, a pobreza pátria, nao teria qualquer mal não fora a mania da grandeza desta classe média que a 3ª república gerou. Se voltasse a velha moda da pobreza e do low profile e dos jantares em tascas a condizerem já a coisa se remediava. Era como observava o Beckford sobre nós: não há grandes fortunas, dizia, mas como não há amantes caras, nem corridas de cavalos, nem nada do que faz a vida cara nas outras capitais, vivem as pessoas passavelmente.
A coisa em si, a pobreza pátria, nao teria qualquer mal não fora a mania da grandeza desta classe média que a 3ª república gerou. Se voltasse a velha moda da pobreza e do low profile e dos jantares em tascas a condizerem já a coisa se remediava. Era como observava o Beckford sobre nós: não há grandes fortunas, dizia, mas como não há amantes caras, nem corridas de cavalos, nem nada do que faz a vida cara nas outras capitais, vivem as pessoas passavelmente.

Yes, is Ascot Day.
E Ascot, meus caros, é uma instituição louvável e rara: aristocrática e, por isso, alegre e bem-humorada, sorrindo com bonomia e wit de si própria, coloca-se, pelo extremo excesso, na categoria raríssima das coisas improváveis e impossíveis em que a Rainha Branca acreditava - e com razão - ainda antes do pequeno-almoço.
terça-feira, junho 20, 2006
Arrumações. Num dos livros a guardar no equivalente aos "Reservados" de uma qualquer biblioteca antiga, receitas de rissols ou, aportuguesando como o faziam naquela época, rissoles. No fim do século dezanove, o rissol, estou em crer, ainda era uma inovação em Portugal, ou se não já uma novidade, conservava-se longe do vulgo. O pobre rissol não descera ainda a longa escada da degradação, de que se imaginava, porventura, a salvo, quando, novinho, participava em piqueniques alegres, em grandes cestos ingleses sobre plaids de boa lã. Mal ele sabia, o pobre, que, estava condenado, a participar na prostituição da sanduíche em snack-tascas país fora depois de uma arrastada existência por festejos pobretes e nem ao menos alegretes. Não foi venturosa a história do pobre rissol, que quando pequeno eu cheguei a conhecer, conservando ainda um subtil laivo de estrangeirismo e de recheio muito cremoso e amarelo, feliz de salsa e limão.
Pobre rissol, pobres rissoles...
Pobre rissol, pobres rissoles...
segunda-feira, junho 19, 2006
Insónias e ceias: ceio sentado à mesa na casa de jantar e acabo com doce e fruta. Agora mesmo. A noite tenho-a passado em indagações sobre a abnegação, suas condições (o direito de, a legitimidade de negar) e onde acaba aquela e começa a condescendência, ou melhor, onde começa o desprezo sereno (no Tio Vânia, por exemplo).
sábado, junho 17, 2006
sexta-feira, junho 16, 2006
"Le 20 juin, à Drouot, va être dispersée la collection de Pierre Berès, nonagénaire alerte et discret qu'admirateurs et détracteurs s'accordent à présenter comme «le plus grand libraire du monde»".
Que há? Stendhal comentado pelo punho de Proust, ou provas suas revistas por aquele M. Beyle "sur les avis de monsieur de Balzac" e muito mais. Leiam.
Creio que os autores destes blogs (1 e 2) estarão na assistência, disfarçados de classe média baixa portuguesa a águas.
Que há? Stendhal comentado pelo punho de Proust, ou provas suas revistas por aquele M. Beyle "sur les avis de monsieur de Balzac" e muito mais. Leiam.
Creio que os autores destes blogs (1 e 2) estarão na assistência, disfarçados de classe média baixa portuguesa a águas.
quinta-feira, junho 15, 2006
Num passeio calmo e alfabético passei pelo Abrupto e li o post sobre o Francis. Só falta a conclusão: não foi apenas a preguiça que os brasileiros importaram de Goa. Daqui levaram eles o cepticismo, cinismo esquizofrénico e provincianismo - que lá brotaram tropicalmente, com violência e desmesura - como é bem visível até nos melhores deles, como Francis, sem dúvida, foi.
"Portugal conta pouco para se falar do Brasil"? Não creio. Tem que se levar em conta o imenso esforço omissivo, bojudo como uma bilha minhota, que atravanca a mente daquela gente de coisas não ditas nem escritas, numa omissão pesada e perversa que tem a exuberância - diria o estigma - de um toucado de Carmen Miranda. E no que vem ao de cima sobre Portugal, nota-se um asco seco e duro (a par com um respeito que atinge o respeitinho reverente por algumas instituições daqui - a Universidade de Coimbra, por exemplo - que se descobre radicar fundo, tal qual a devoção camponese que é) um asco rude e ressentido, dizia, e tão luso, afinal, que apenas faz realçar a verdadeira comicidade da situação: só portugueses depreciam assim Portugal.
Mas "contar pouco" Portugal??? Não, malgré eux-mêmes...
Aqui, em Portugal é que o Brasil conta escandalosamente pouco, império metido entre impérios, entre a Índia, o Oriente todo com que perpetuamento nos incensamos e a África que sonhámos ainda há pouco como futuro.
"Portugal conta pouco para se falar do Brasil"? Não creio. Tem que se levar em conta o imenso esforço omissivo, bojudo como uma bilha minhota, que atravanca a mente daquela gente de coisas não ditas nem escritas, numa omissão pesada e perversa que tem a exuberância - diria o estigma - de um toucado de Carmen Miranda. E no que vem ao de cima sobre Portugal, nota-se um asco seco e duro (a par com um respeito que atinge o respeitinho reverente por algumas instituições daqui - a Universidade de Coimbra, por exemplo - que se descobre radicar fundo, tal qual a devoção camponese que é) um asco rude e ressentido, dizia, e tão luso, afinal, que apenas faz realçar a verdadeira comicidade da situação: só portugueses depreciam assim Portugal.
Mas "contar pouco" Portugal??? Não, malgré eux-mêmes...
Aqui, em Portugal é que o Brasil conta escandalosamente pouco, império metido entre impérios, entre a Índia, o Oriente todo com que perpetuamento nos incensamos e a África que sonhámos ainda há pouco como futuro.
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