segunda-feira, outubro 03, 2005

Tinha destinado esta semana, com o feriado ao centro, para ir respirar o ar mais fresco da Europa e eis-me nos sítios, nos lugares comuns do costume, as boas intenções dissolvidas num deixa-andar preguiçoso, desleixado, morno.

sábado, outubro 01, 2005

29,8º C, vento de sul...

É tudo, é o tempo, são as gentes, é o governo, sou eu, tudo uma seca, tudo inaturável.

quarta-feira, setembro 28, 2005

De notável o estar mais fresco em Marrocos, às portas do Sahara, de que aqui, neste assombrado país.
O site que contém estas lastimáveis revelações é este.

terça-feira, setembro 27, 2005

Satie e a noite que resfrescou com o vento noroeste. Esta noite passa dispersa, tinge as horas de volutas escuras e serenas.

segunda-feira, setembro 26, 2005

29º C... desliguei.
Farto de calor! Farto de calor! Farto de calor! Farto de calor! Farto de calor! Farto de calor! Farto de calor! Farto de calor! Farto de calor! Farto de calor! Farto de calor! Farto de calor! Farto de calor! Farto de calor! Farto de calor! Farto de calor!

domingo, setembro 25, 2005

O autor deste blog é monárquico e, por isso, as eleições para a presidência da república não lhe dizem respeito. Deve, no entanto, confessar que ouvirá, lerá e reflectirá sobre o pensamento e acção dos candidatos como se fora votar nas eleições destinadas a tal cargo. Em suma, não tenciona perder pitada.

sábado, setembro 24, 2005

Do fundo do meu sofá vejo a tarde lá fora. O vento sopra de Noroeste e oiço-o de vez em quando por entre Quiet City de Copland. Congemino com lentidão sobre viagens breves na semana do 5 de Outubro.
Que bom dia de Outono, de luz magnífica, um ouro suave que apenas se pressente no azul brando.
No Queijo Limiano, a propósito de Fátima Felgueiras contam-se coisas tenebrosas. Podem ser verdade. O que interessa ao Impensavel, porém, não são esses segredos de estado & polichinelo com muito dinheiro para excitar as imaginações ainda de país genuinamente pobre, mas o facto de que o código de processo penal pacificamente vigente é uma selvática aberração - o que não parece incomodar ninguém.

sexta-feira, setembro 23, 2005

Continuo a ler reacções indignadas ao despacho da Juíza no caso Fátima Felgueiras. Gente com alguma responsabilidade acha normal que haja pessoas à espera de serem julgadadas privadas da sua liberdade por períodos que podem atingir anos. Essa mesma gente tem obrigação de saber - e, se não souber, de se informar - que tal alarvidade na Europa apenas acontece em Portugal ou em algum dos países de leste que ainda não tenha revisto a legislação em vigor ao tempo das ditaduras comunistas.
Essa gente não se interroga sobre o porquê da desumanidade da lei portuguesa ou parece concordar com ela.
Estão as gentes muito preocupadas com o facto de Fátima Felgueiras estar em liberdade a aguardar julgamento. É o normal em qualquer democracia avançada - naquelas em que os prazos de anos do nosso código de processso penal são, para actos idênticos, de dias ou de horas.
Convirá meditar estas coisas simples.
Sem sono, de olhos bem abertos, agradeço, muito grato, os parabéns amáveis e bem dispostos de Charlotte do Bomba Inteligente e do Anarcoconservador.

quinta-feira, setembro 22, 2005


Lord Frederic Leighton

Persephone conduzida por Hermes é recebida por Demeter, sua Mãe
Há dois anos começou este blog, no tempo do regresso de Perséfone lá dos infernos (sim, é no árido estio que a deusa partilha os seus dias com Hades).
O blog continuará impensado, creio.

quarta-feira, setembro 21, 2005

Olha, olha, a Fátima Felgueiras voltou... Uhm... podia ter estado presa preventivamente estes dois anos como, com notável selvajaria e resquícios fortes da inquisição, permite a nossa actual lei. Preferiu o Brasil, fez bem. Ah, como todos os arguidos ela é presumivelmente inocente, não esquecer.

terça-feira, setembro 20, 2005

Sinto-me solícito ("bom dia, bom dia, olá como estão?") e enérgico, venho investigar o meu blog, colo um post, depois duche, preparações matinais, mais bom dia, bom dia, volto ao blog e vejo que foi visitado em pouco tempo, nesse pouco tempo, por uma horda de norte-americanos do Kentucky a NY, com passagem pela Califórnia . Sento-me, atordoado e tento saber o que fiz. Ter-me-ei tornado leitura obrigatória em Grand Forks, North Dakota, ou em Bonita Springs, Florida ou ainda em Scottsdale, Arizona ou... Terei, involuntariamente, e de boa fé, claro, publicado, por uma daquelas terríveis coincidências, códigos secretos do exército norte-americano? Tremo com a conjectura... E o leitor de Macau? E esse? Ah, esse, meus caros, esse sei quem é, o mundo é pequeno. Esboço a primeira explicação plausível - e, também, o que diz muito deste mundo, a mais maçadoramente chã: o google e as palavras mágicas: dylan, hippie. Uhm, assim deve ser. Pena.
Pena? Quem me dera poder já lamentar-me descansadamente! E o leitor de Singapura? E esse, sim, e esse, ao que vem???

Encho o meu ipod novo e depois interrogo-me: Brel, Dylan e Baez, o que diz de mim tal escolha? Sou, afinal, um esquerdista clandestino? Um velho hippie? Lembro-me, então, do postal que me enviaram do seu colégio de freiras, na Suiça, umas queridas amigas minhas que lá tinham ido passar férias, nos inícios dos, temo dizê-lo, anos setenta: ostenta um definitivo "Il est interdit d'interdire". Descanço... não sou eu que estou comuna, são os anos 60 que perduram como um reumatismo juvenil e rebelde.
E, arrumado o assunto, volto às questões importantes e interessantes.

segunda-feira, setembro 19, 2005

Li agora o post da noite. Que acesso de idiotia, enfim... todos temos que nos aturar a nós mesmos e, por vezes, é necessária uma quase infinita paciência para essa tarefa desagradável.

P.S. Semana quente, a próxima, perto dos 30º C, ainda acima. Nos últimos anos têm havido estas calorosas despedidas do Verão, o que se pode fazer? Suportar...