sábado, junho 11, 2005
Parece que o Dr. Sampaio também acumula o salário de presidente da república com a pensãozinha da Ordem dos Advogados. Eu, que defendo que deveria estar sempre salvaguardada, por uma questão de decência e prestígio do país, a situação financeira dos antigos presidentes e primeiros-ministros -não fossemos encontrar um deles a vender a Cais - acho que não ficaria nada mal aos presidentes da república prescidirem de outros proventos de origem profissional enquanto exercessem aquele cargo. Mas tenho de compreender que somos pobres - e cada vez mais - e o dinheirito dá jeito, a vida está cara, e nunca se sabe o futuro, que essa é que é essa, e cautelas e caldos de galinha...
Vi há pouco uma reportagem do Trooping the Colour a cerimónia com que se comemora o aniversário dos soberanos britânicos e relembrei os dois ou três minutos que vi do 10 de Junho mas que chegaram para me aperceber do ar pífio daquilo tudo, desde o local das "cerimonias" à organização e às gentes. Corei de vergonha da comparação com a cerimónia britânica, confesso. Já Eça falava do ar lúgubre das festas republicanas francesas. Não conheceu ele as da república portuguesa*....
* Seria interessante ver qual seria a opinião de Eça sobre a república portuguesa... Mas Eça morreu 10 anos antes da proclamação daquela e a única relação entre Eça e a república é "oblíqua": sobre pretexto dos filhos de Eça não serem afectos ao regime, foi retirada a pensão concedida pelo Parlamento do tempo da monarquia à viúva do Escritor, Dona Emília de Castro. Uma medida republicana e muito a condizer com a natureza do regime de 1910.
* Seria interessante ver qual seria a opinião de Eça sobre a república portuguesa... Mas Eça morreu 10 anos antes da proclamação daquela e a única relação entre Eça e a república é "oblíqua": sobre pretexto dos filhos de Eça não serem afectos ao regime, foi retirada a pensão concedida pelo Parlamento do tempo da monarquia à viúva do Escritor, Dona Emília de Castro. Uma medida republicana e muito a condizer com a natureza do regime de 1910.
Lido na homepage do sapo: "Meios não são suficientes para resolver tumultos em Carcavelos" Título enganador! Qual tumultos, qual quê: não se trata de agitação política ou de protesto! São roubos e agressões físicas perpetrados por hordas organizadas de rapazio delinquente sobre os frequentadores da praia, às portas de Lisboa. A técnica foi importada do Rio de Janeiro onde é praticada amiúde e tem nome próprio: arrastão. Enquanto isto, o Senhor Presidente da Republica laica distribuía comendas de antigas ordens religiosas feudais aos cidadãos de sucesso.
Nestes podia incluir os tumultuantes, que começam, desde tenra idade, a revelar forte sentido organizativo, capacidade de acção e a firme determinação tão raros entre nós.
Está mais fresca, hoje, a noite. Agradável.
Nestes podia incluir os tumultuantes, que começam, desde tenra idade, a revelar forte sentido organizativo, capacidade de acção e a firme determinação tão raros entre nós.
Está mais fresca, hoje, a noite. Agradável.
sexta-feira, junho 10, 2005
Tanto de meu estado me acho incerto,
Que em vivo ardor tremendo estou de frio;
Sem causa, juntamente choro e rio;
O mundo todo abarco e nada aperto.
É tudo quanto sinto um desconcerto;
Da alma um fogo me sai, da vista um rio;
Agora espero, agora desconfio,
Agora desvario, agora acerto.
Estando em terra, chego ao Céu voando;
Nua hora acho mil anos, e é de jeito
Que em mil anos não posso achar ua hora.
Se me pergunta alguém porque assim ando,
Respondo que não sei; porém suspeito
Que só porque vos vi, minha Senhora.
Luís de Camões, no seu dia.
Que em vivo ardor tremendo estou de frio;
Sem causa, juntamente choro e rio;
O mundo todo abarco e nada aperto.
É tudo quanto sinto um desconcerto;
Da alma um fogo me sai, da vista um rio;
Agora espero, agora desconfio,
Agora desvario, agora acerto.
Estando em terra, chego ao Céu voando;
Nua hora acho mil anos, e é de jeito
Que em mil anos não posso achar ua hora.
Se me pergunta alguém porque assim ando,
Respondo que não sei; porém suspeito
Que só porque vos vi, minha Senhora.
Luís de Camões, no seu dia.
quinta-feira, junho 09, 2005
Prossegue a invasão, barulheira, poeirada, e a vozearia, uma vozearia sussurada que respeitos atávicos inspiram.
Terei o limiar de tolerância muito baixo, já que dou graças veementes e sinceras por amanhã ser feriado e, podendo os trabalho serem interrompidos sem dano, do que já me assegurei, informei o empreiteiro que agora, só na quarta-feira que vem. Até lá, conto restabelecer-me.
Ficarei por aqui a apreciar o silêncio, se Deus quiser.
Terei o limiar de tolerância muito baixo, já que dou graças veementes e sinceras por amanhã ser feriado e, podendo os trabalho serem interrompidos sem dano, do que já me assegurei, informei o empreiteiro que agora, só na quarta-feira que vem. Até lá, conto restabelecer-me.
Ficarei por aqui a apreciar o silêncio, se Deus quiser.
quarta-feira, junho 08, 2005
Detesto calor. Madrugada e manhã agitadas, com uma petite innondation. A casa foi tomada por uma horda de canalizadores e pedreiros. Refugiei-me numa sala e de lá faço pequenas saídas para soletrar algumas palavras de incentivo que, penso, se devem dizer nestas ocasiões: "então, está díficil?", e uns tímidos e meditativos "muito bem, muito bem". A minha empregada? Não sabem ainda se será possível evitar dois dias sem água - fria, da quente já fui desapossado. Valha o calor para alguma coisa. No ar, pela janela - voltada a Norte - que tenho semiaberta chega o aroma de pimentos assados. Será para acompanhar sardinhas? Lembro-me que a minha cozinha está quase desfeita, vou almoçar fora? A minha empregada? Detesto calor. Sexta-feira tenho empregada? Não sei se ela vem, há feriados que ela despreza, outros, quase desconhecidos, que preza, nunca sei. Insulta jocosamente os pedreiros e canalizadores, mero jogo, "ai o que vocês fizeram, que sujam tudo, então isto era preciso?" Ou não ouve a resposta ou se empenha em escutar uma explicação técnica. Acaba é por não se interessar suficientemente pelo meu bem-estar, não vem aqui dizer-me se posso almoçar em casa, não queria sair, detesto calor, sei que pretextará que não me ouviu chamar. Há gente que vive dentro de obras, anos a fio, amigos meus, creio que são dependentes da poeira e do movimento. Que tudo isto acaba por distrair, este movimento de gente e coisas.
terça-feira, junho 07, 2005
De manhã cedo já eu estava à espera. Há muito tempo que o não via, tinha-lhe falado ao telefone, anos atrás, mas tinha sido impossível um encontro. Passeava no jardim em frente, para atenuar o desgaste da espera quando percebi que era ele que estava a meu lado. Abatido, mas já convalescente da fractura, mantinha o ar pensativo e optimista de sempre. Cumprimentou-me afavelmente, mas percebi que se guardava para o estudo da situação. Conduzi-o, e ao assistente que o acompanhava, para dentro da casa. Lembrava-se ainda de tudo e, sem esforço nem auxílio, chegou lá. Perguntou-me o que tinha eu escolhido, lamentou o sistema, que considerou de mau, por pouco flexível, deu algumas imperceptíveis instruções ao assistente, que as anotou, e dirigiu-se ao outro lado da casa, onde a cena se repetiu "Isto amanhã não pode estar aqui" disse-me, no final, em ar de despedida. Foi assim que fiquei a saber que aceitara. Pensei, levado pelo entusiasmo, solicitar-lhe o número do telemóvel, mas não tive coragem. O assistente voltou mais tarde, está a preparar as coisas e amanhã estará ele aqui, às oito em ponto. Pelo que pude compreender, são três dias. Três dias que porão fim a anos de preocupações e desgostos.Oiço, agora, o martelar, ali ao lado, e regozijo-me enquanto o meu cérebro zune.
Amanhã começará a mudar-se a canalização cá de casa.
Amanhã começará a mudar-se a canalização cá de casa.
Vai fechar a Byblos... não sei se foi a primeira livraria portuguesa na internet mas foi nela que comprei os meus primeiros livros em português on line.
Foi a crise, dizem os responsavéis num mail simpatico e triste em que anunciam o fim da livraria.
Tenho pena e saudades - já, mesmo que ainda faça uma última encomenda.
Foi a crise, dizem os responsavéis num mail simpatico e triste em que anunciam o fim da livraria.
Tenho pena e saudades - já, mesmo que ainda faça uma última encomenda.
segunda-feira, junho 06, 2005
E ia-me esquecendo...
Faz hoje anos que se deu a ofensiva orquestrada pelo complexo militar-industrial capitalista anglo-saxónico contra o status quo franco-alemão.
D- day. Milhares de soldados norte-americanos, britânicos e dos domínios do Imperio Britânico, do Canadá à Nova Zelândia deram as suas vidas, há 61 anos nas praias da Normandia.
Faz hoje anos que se deu a ofensiva orquestrada pelo complexo militar-industrial capitalista anglo-saxónico contra o status quo franco-alemão.
D- day. Milhares de soldados norte-americanos, britânicos e dos domínios do Imperio Britânico, do Canadá à Nova Zelândia deram as suas vidas, há 61 anos nas praias da Normandia.
A ler "Now for the British revolution" de Anthony Browne na Spectator (conteúdo de acesso grátis).
Aviso: pode ser considerado insuportavelmente inglês (mas prefiro o insuportável inglês ao insuportavelmente francês).
Aviso: pode ser considerado insuportavelmente inglês (mas prefiro o insuportável inglês ao insuportavelmente francês).
Dei por encerrado, por medo de ser apodado de miserabilista. A questão do miserabilismo português é que, ao lado do que tão justamente criticado enquanto atitude da classe média, há miséria real, gente a viver miseravelmente com meia dúzia de tostões. E ao lado dessa, muita mais a viver muito mal nesta "terra museu em que se vive ainda,/ com porcos pela rua, em casas celtiberas" (Sena). Tudo isso complica muito o achar sensato e "normal" que por meia dúzia de anos se tenha pensões vitalícias que um alemão não desdenharia, acumuláveis com outras benesses desta gigantesca "Casa da India" em que se tornou parte do país e onde, à porta, espera ainda muita gente - se bem que já sem o garrido e o pitoresco de outrora no vestir e no gritar por qualquer coisinha - as migalhas europeias do bolo que lá dentro alguns repartem. São mais do que soíam, os que lá estão dentro, é verdade, mas ainda são poucos.
Em suma, o problema com estes nichos de previlégios, num país que é de invejas e ressentimentos, é que dificulta qualquer sentido de "togetherness", da intimidade, do empenho que deve existir de todos com o destino da res publica,
Com situações destas, e explicadas destes modos de azedo mal-estar, a maioria dos portugueses sente o poder - e quem o exerce - como uma longínqua coisa, feita por poucos para alguns, um bando que se porta como em terra conquistada, e reage pelo ensimesmamento, pela descrença.
E tem razão: gente desta não leva ninguém a lado algum.
E dou por encerrado o assunto dos vencimentos e gorjetas dos políticos neste blog.
Com situações destas, e explicadas destes modos de azedo mal-estar, a maioria dos portugueses sente o poder - e quem o exerce - como uma longínqua coisa, feita por poucos para alguns, um bando que se porta como em terra conquistada, e reage pelo ensimesmamento, pela descrença.
E tem razão: gente desta não leva ninguém a lado algum.
E dou por encerrado o assunto dos vencimentos e gorjetas dos políticos neste blog.
domingo, junho 05, 2005
Caro 1º Ministro,
Vi-o há pouco na televisão, de barba por fazer, com uns modos muito sacudidos, diga-se mesmo, desabridos, como quem responde às impertinências de um criado, a falar de ética e lei tudo isto a propósito da situação de alguns dos seus (nossos) ministros.
Lembrei-me então de contar a V. Exia., uma história verídica acontecida em Londres há uns tempos, isto para ver se V. Exia entende melhor o que está em causa. Foi assim:
seis executivos de um banco privado inglês resolveram jantar fora, a um dos mais caros e exclusivos restaurantes de Londres. O jantar foi, ao que se diz, muito agradável e a conta a condizer com a raridade de alguns Bordeaux preciosos. Para abreviar a coisa: custou o jantar aproximidademente 14000 contos (sic), (70 400 euros - idem, sic) como se soube pela indiscrição de um criado. O conselho de administração do Banco resolveu, ao saber, prescindir de imediato dos serviços dos convivas seus trabalhadores, porquanto a época era de crise, e o comportamento dos extravagantes era pouco consentâneo com algumas medidas de restrição de crédito aos clientes do banco e poderia ainda ser mal entendido pelos depositantes que tinham obtido magros resultados das suas aplicações financeiras.
Concordo que o asssunto levanta problemas delicados de liberdade, mas não deixei de estimar a reacção imediata (e educada) do banco.
V. Exia, não está a perceber ao que vêm os problemas delicados relacionados com a liberdade de cada um? É isso mesmo: o jantar não foi pago com o cartão de crédito do banco. Os 70 000 euros, os 14 00 contos saíram, integralmente, do bolso de cada um dos "gourmets".
Percebe agora, Caro 1º Ministro?
Leia tudo - ou parte - aqui
P.S. Li agora que Freitas do Amaral se solidariza com os seus colegas de gabinete e acha que tudo é legal. Pois é, ninguém diz o contrário. O problema não se resolve ou contém nesse estreito positivismo, como muito bem compreendeu a direcção do Barclays... Os alegres comensais também não cometeram nenhuma ilegalidade... Enfim, o Barclays é o Barclays, um grande banco europeu, passe a publicidade, e o nosso governo é o governo de um pequeno e cada vez mais pobre país.
Vi-o há pouco na televisão, de barba por fazer, com uns modos muito sacudidos, diga-se mesmo, desabridos, como quem responde às impertinências de um criado, a falar de ética e lei tudo isto a propósito da situação de alguns dos seus (nossos) ministros.
Lembrei-me então de contar a V. Exia., uma história verídica acontecida em Londres há uns tempos, isto para ver se V. Exia entende melhor o que está em causa. Foi assim:
seis executivos de um banco privado inglês resolveram jantar fora, a um dos mais caros e exclusivos restaurantes de Londres. O jantar foi, ao que se diz, muito agradável e a conta a condizer com a raridade de alguns Bordeaux preciosos. Para abreviar a coisa: custou o jantar aproximidademente 14000 contos (sic), (70 400 euros - idem, sic) como se soube pela indiscrição de um criado. O conselho de administração do Banco resolveu, ao saber, prescindir de imediato dos serviços dos convivas seus trabalhadores, porquanto a época era de crise, e o comportamento dos extravagantes era pouco consentâneo com algumas medidas de restrição de crédito aos clientes do banco e poderia ainda ser mal entendido pelos depositantes que tinham obtido magros resultados das suas aplicações financeiras.
Concordo que o asssunto levanta problemas delicados de liberdade, mas não deixei de estimar a reacção imediata (e educada) do banco.
V. Exia, não está a perceber ao que vêm os problemas delicados relacionados com a liberdade de cada um? É isso mesmo: o jantar não foi pago com o cartão de crédito do banco. Os 70 000 euros, os 14 00 contos saíram, integralmente, do bolso de cada um dos "gourmets".
Percebe agora, Caro 1º Ministro?
Leia tudo - ou parte - aqui
P.S. Li agora que Freitas do Amaral se solidariza com os seus colegas de gabinete e acha que tudo é legal. Pois é, ninguém diz o contrário. O problema não se resolve ou contém nesse estreito positivismo, como muito bem compreendeu a direcção do Barclays... Os alegres comensais também não cometeram nenhuma ilegalidade... Enfim, o Barclays é o Barclays, um grande banco europeu, passe a publicidade, e o nosso governo é o governo de um pequeno e cada vez mais pobre país.
sábado, junho 04, 2005
Vai por aí um burburinho que não compreendo com os ordenados e pensões dos ministros.
Sendo certo que não perfilho a tese de que os princípios não têm de vir depois do dinheiro, a realidade não é essa: primeiro o pé de meia, depois os escrúpulos.
E poderia ser de outro modo, num país pobre? Esta gente com fomes ancestrais - mesmo quando eram fomes "remediadas" - criou "isto", este estado de coisas para, se não enriquecer, ao menos poder copiar os tiques de "aisance" que vêem lá por fora. Daqueles dinheiros não podem eles prescindir sem prejudicarem planos meticulosos de há anos: a "segunda residência", o arranjo da leira que herdaram dos pais, a ajuda aos filhos, etc, etc.
Querem o quê? Que se comportem como gentlemen? Não o são. E não o sendo não se lhes peça o que não podem dar. Eles que fiquem com as pensões... eu só peço que as apliquem na educação dos filhos. Assim, daqui a três ou quatro gerações somos capazes de ter alguém que não venha falar de lei quando a questão é de mera vergonha na cara. Ou de panache.
Sendo certo que não perfilho a tese de que os princípios não têm de vir depois do dinheiro, a realidade não é essa: primeiro o pé de meia, depois os escrúpulos.
E poderia ser de outro modo, num país pobre? Esta gente com fomes ancestrais - mesmo quando eram fomes "remediadas" - criou "isto", este estado de coisas para, se não enriquecer, ao menos poder copiar os tiques de "aisance" que vêem lá por fora. Daqueles dinheiros não podem eles prescindir sem prejudicarem planos meticulosos de há anos: a "segunda residência", o arranjo da leira que herdaram dos pais, a ajuda aos filhos, etc, etc.
Querem o quê? Que se comportem como gentlemen? Não o são. E não o sendo não se lhes peça o que não podem dar. Eles que fiquem com as pensões... eu só peço que as apliquem na educação dos filhos. Assim, daqui a três ou quatro gerações somos capazes de ter alguém que não venha falar de lei quando a questão é de mera vergonha na cara. Ou de panache.
quinta-feira, junho 02, 2005
"I once employed an old Dorset labourer, a tall, slim, aristocratic figure, with an elegant, refined nose to match; he bore the well-known name of an ancient and distinguished Dorset family, and I have no doubt was well descended. He was decidedly a canny, not to say crafty, man. I gave him a holiday at Whitsuntide to visit his old home, but he overran the time agreed upon and returned some days late. Before I could begin the rebuke I proposed to administer, he produced a charming photograph of a ruined abbey near his old locality, and handed it to me as a present. «I thought upon you, master, while I was away, and knowing as you was fond of ancient things I've brought you this picture.» I was completely disarmed, and the rebuke had to be postponed «sine die»".
Do "Grain and Chaff from an English Manor" de que falei ontem.
Do "Grain and Chaff from an English Manor" de que falei ontem.
quarta-feira, junho 01, 2005
Tenho lido com muito gosto e notável proveito para a minha abalada boa disposição, "Grain and Chaff from an English Manor" de Arthur H. Savory, um "Harrow's boy" que escreve em 1920 sobre a vida da sua aldeia. Humour o suficiente para distrair do circunspecto e sisudo ar que o governo tomou na esperança de nos fazer engolir a pílula dos aumentos e passar em claro o facto de ter descaradamente mentido aquando das eleições (sim, mais do que o habitual e por todos já esperado - e descontado).
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