Ontem, dia 8, foi o aniversário do fim da II Guerra Mundial na Europa, com a vitória dos exércitos aliados sobre os da Alemanha.
Os exércitos aliados eram, convirá não esquecer, os da Grã-Bretanha e Império Britânico, USA e os da então União Soviética.
Todos eles ocuparam parte da Europa, mas o destino dos territórios ganhos aos alemães foram diversos: os países vencidos pelos alemães e libertados pelos exércitos britânicos e norte-americanos transformaram-se em democracias mais ou menos bem sucedidas (França, Alemanha Ocidental, Itália) e os países ocupados pelo exército vermelho foram sujeitos a ditaduras que só acabaram com o fim da União Soviética.
É desses exércitos, britânico e norte-americano, que ainda hoje esperaria a libertação, caso uma nova ameaça totalitária se abatesse sobre a Europa. Foram esses exércitos, aliás, que resolveram, mais recentemente, a questão dos Balcãs, perante a manifesta incapacidade dos vencidos da II Guerra Mundial, maxime da Alemanha e da França em parar as hostilidades e a carnificina na Bósnia,
Fiquei, por isso, estupefacto e preocupado com as recentes notícias de torturas infligidas pelos exércitos que salvaram a Europa dos horrores da guerra e ver a solidez do funcionamento das instituições parlamentares para que a situação seja esclarecida e punidos os culpados é fraca consolação.
As fotografias da soldado norte-americana (que nunca tinha lido a Convenção de Geneve...) com o seu ar "leve" e divertido e "clean", anti-tabágica, recendendo inocência, reclamando-se da inocência do obedecimento às ordens dadas, fez-me pensar na banalidade do mal de Arendt, ou, mais precisamente, no seu quase reinante "inverso": na "banalidade do bem" que o "politicamente correcto" formula e promove, com a terrível consequência de esquecermos que a humanidade, tida aqui pelo que de melhor há em nós, não é adquirida, ou segura; que, certamente, nunca é banal, mas incerta, por vezes escusa, que é preciso duvidar sempre, temer e tremer perante certezas.
À young woman soldado (terá ela o seu blog?) deixo o conselho: "just say no".
domingo, maio 09, 2004
quarta-feira, maio 05, 2004
Abril águas mil e não choveu quase, mas é motivo para estes dias plúmbeos em Maio, ademais sem trovoadas, cinza e chuva "tout court"? Não é.
Por mim, que já tinha encerrado a contabilidade dos chapéus de chuva perdidos esta estação, com resultados que me lisonjeiam (chapéu e meio, já que tenho um palpite sólido sobre onde possa estar o último que comprei), decidi não sair se ameaçar chover. E, esta tarde, desde que acabei de almoçar, tenho estado a calcular as probabilidades de apanhar uma molha se me aventurar rua fora, já que não voltarei a pegar no chapéu de chuva antes de finais de Setembro.
Não posso deixar de referir que se todos partilhassem a minha firme determinação nestes assuntos a vida seria mais fácil. Pactuar com caprichos, eis um erro que não tenciono cometer.
Por mim, que já tinha encerrado a contabilidade dos chapéus de chuva perdidos esta estação, com resultados que me lisonjeiam (chapéu e meio, já que tenho um palpite sólido sobre onde possa estar o último que comprei), decidi não sair se ameaçar chover. E, esta tarde, desde que acabei de almoçar, tenho estado a calcular as probabilidades de apanhar uma molha se me aventurar rua fora, já que não voltarei a pegar no chapéu de chuva antes de finais de Setembro.
Não posso deixar de referir que se todos partilhassem a minha firme determinação nestes assuntos a vida seria mais fácil. Pactuar com caprichos, eis um erro que não tenciono cometer.
segunda-feira, maio 03, 2004
Mea culpa
Acabo de ver, aqui, a transcrição da entrevista de que falei no post anterior.
Modifica, substancialmente, a impressão com que fiquei.
Acabo de ver, aqui, a transcrição da entrevista de que falei no post anterior.
Modifica, substancialmente, a impressão com que fiquei.
Ontem, Domingo, vi, por acaso, parte de uma entrevista dada pelo Dr. João Salgueiro a duas senhoras mal humoradas. O problema, contudo, não é o mau humor das senhoras, mas a inépcia e mediocridade reveladas.
O Dr. João Salgueiro bem tentava falar de problemas graves: a questão do déficit - o estado gasta mais 5% do que arrecada - a questão da falta de estratégia de desenvolvimento económico do país a médio e a longo prazo (e igual falta de estratégia europeia), o problema de um país que tem tantos empregados quanto imigrantes, a necessidade de gerir a Justiça, de reformar a administração pública. Isto é, o Dr. João Salgueiro tentava falar dos problemas nacionais. E eu bem o queria ouvir discorrer sobre eles... As senhoras, contudo, estavam mais interessadas em saber do discurso do Presidente da República e se ele era uma advertência ao governo, ou se, em si, continha contradições.
Talvez em consequência do que lhe estava a acontecer, do total desinteresse das senhoras pelas questões que tentava expor, o Dr. João Salgueiro levantou a questão da responsabilidade do nosso jornalismo pela falta de debate de tais problemas no país. O tempo escoou-se, as senhoras deram por terminada a entrevista.
Eu, por mim, no remanso do sofá, pensava que ficariam ambas muito bem no desemprego.
Infelizmente, porém, atendendo às preocupações de ambas por questões tão tormentosas e facilidade de discernir o essencial do acessório, auguro-lhes um futuro brilhante entre os seus pares.
O TLS tem chegado às segundas-feiras. É muito agradável ler artigos com mais substantivos do que adjectivos, escritos por quem domina o assunto sobre que escreve e não meramente se "desenrasca" sobre ele, por haver lido meia dúzia de artigos.
A propósito, tenho dado por mim a pensar que, com duas ou três assinaturas, cabo, abstenção da imprensa e televisão indígenas - e da grande maioria dos assuntos locais, em geral - e internet, a amazon (fr e uk) e as poupanças bem empregues em fundos internacionais, já disponíveis para qualquer aforrador, não é totalmente doloroso viver aqui. Poderá haver alguma coisa de paternalismo fradiquista nesta minha opinião mas, para quem a natureza não dotou generosamente com o dom do entusiasmo, esta condição de "neo-estrangeirado" é uma solução muito praticável.
O Dr. João Salgueiro bem tentava falar de problemas graves: a questão do déficit - o estado gasta mais 5% do que arrecada - a questão da falta de estratégia de desenvolvimento económico do país a médio e a longo prazo (e igual falta de estratégia europeia), o problema de um país que tem tantos empregados quanto imigrantes, a necessidade de gerir a Justiça, de reformar a administração pública. Isto é, o Dr. João Salgueiro tentava falar dos problemas nacionais. E eu bem o queria ouvir discorrer sobre eles... As senhoras, contudo, estavam mais interessadas em saber do discurso do Presidente da República e se ele era uma advertência ao governo, ou se, em si, continha contradições.
Talvez em consequência do que lhe estava a acontecer, do total desinteresse das senhoras pelas questões que tentava expor, o Dr. João Salgueiro levantou a questão da responsabilidade do nosso jornalismo pela falta de debate de tais problemas no país. O tempo escoou-se, as senhoras deram por terminada a entrevista.
Eu, por mim, no remanso do sofá, pensava que ficariam ambas muito bem no desemprego.
Infelizmente, porém, atendendo às preocupações de ambas por questões tão tormentosas e facilidade de discernir o essencial do acessório, auguro-lhes um futuro brilhante entre os seus pares.
O TLS tem chegado às segundas-feiras. É muito agradável ler artigos com mais substantivos do que adjectivos, escritos por quem domina o assunto sobre que escreve e não meramente se "desenrasca" sobre ele, por haver lido meia dúzia de artigos.
A propósito, tenho dado por mim a pensar que, com duas ou três assinaturas, cabo, abstenção da imprensa e televisão indígenas - e da grande maioria dos assuntos locais, em geral - e internet, a amazon (fr e uk) e as poupanças bem empregues em fundos internacionais, já disponíveis para qualquer aforrador, não é totalmente doloroso viver aqui. Poderá haver alguma coisa de paternalismo fradiquista nesta minha opinião mas, para quem a natureza não dotou generosamente com o dom do entusiasmo, esta condição de "neo-estrangeirado" é uma solução muito praticável.
sábado, maio 01, 2004
O alargamento da UE põe fim à separação europeia que a barbárie nazi e comunista provocou no terrível século vinte e foi com uma emoção que não me suspeitava que vi imagens das populações a celebrar a entrada dos seus países nesta Europa que, para a maioria é, e eles sabem-no, a entrada num mundo difícil, num trabalhoso futuro em branco que se pode ganhar ou perder. Mas não é essa a melhor das apostas? a da Topia?
Com a entrada dos novos países, não sei se Portugal deixará o último lugar nos índices europeus. Se deixar, não nos preocupemos: em breve nos será devolvido, a bem de sonhos com futuros magníficos.
Com a entrada dos novos países, não sei se Portugal deixará o último lugar nos índices europeus. Se deixar, não nos preocupemos: em breve nos será devolvido, a bem de sonhos com futuros magníficos.
terça-feira, abril 27, 2004
O advogado cubano Juan Carlos Gonzalez Leyva foi condenado a 4 anos de prisão - está preso, preventivamente, já há dois - por ultraje ao presidente cubano, o ditador Castro, por resistência à polícia e perturbação da ordem pública.
Espero que o ilustre advogado tenha mesmo ultrajado o ditador, é uma honra que poucos podem almejar; espero, de igual modo, que tenha conseguido perturbar a ordem pública que, na barbárie totalitarista é tarefa a um tempo fácil e quase impossível. Duvido, no entanto, que tenha conseguido resistir à polícia, já que é cego.
Note-se a linguagem "ordeira", própria dos regimes totalitários de destino único. Sob ela se esconde a violência, nela vive a barbárie das certezas.
Espero que o ilustre advogado tenha mesmo ultrajado o ditador, é uma honra que poucos podem almejar; espero, de igual modo, que tenha conseguido perturbar a ordem pública que, na barbárie totalitarista é tarefa a um tempo fácil e quase impossível. Duvido, no entanto, que tenha conseguido resistir à polícia, já que é cego.
Note-se a linguagem "ordeira", própria dos regimes totalitários de destino único. Sob ela se esconde a violência, nela vive a barbárie das certezas.
segunda-feira, abril 26, 2004
domingo, abril 25, 2004
terça-feira, abril 20, 2004
"Fuja-se ao agreste, etc.": é difícil não "verdurinar" de quando em vez. O uso deste "imperativo" - que é um conjuntivo... - de cumplicidade muito paternalista é irritante, subjaz-lhe o convite dificilmente declinável e levemente histérico a todos aqueles - e espera-se que "todos" sejam os poucos - que não podem ser muitos - que comungam da nossa sensibilidade, ou estética, portadores de idiossincrasias ou sinestesias assemelhadas - a que atribuimos, por aquelas falazes razões, um mesmo desconforto.
Destesto essa pastorícia da solidariedade, ou da "eleição" mas o certo é que caí nela.
Nota: Fez muito bem em ler as notas de Yourcenar. Não me lembro já do texto, nem o vou reler para confirmar impressões. Mas que má disposição contra Marguerite Yourcenar! Eu entendo, com mais ou menos erupções ou eructações, o que ela quer dizer, como julgo perceber o que Sena quer dizer quando afirma que o melhor confessionalismo da poesia portuguesa é requintadamente intelectual.
Parti pris, é o que é...
Destesto essa pastorícia da solidariedade, ou da "eleição" mas o certo é que caí nela.
Nota: Fez muito bem em ler as notas de Yourcenar. Não me lembro já do texto, nem o vou reler para confirmar impressões. Mas que má disposição contra Marguerite Yourcenar! Eu entendo, com mais ou menos erupções ou eructações, o que ela quer dizer, como julgo perceber o que Sena quer dizer quando afirma que o melhor confessionalismo da poesia portuguesa é requintadamente intelectual.
Parti pris, é o que é...
segunda-feira, abril 19, 2004
quinta-feira, abril 15, 2004
Aqui há dias deixei cruelmente subentendido o mau receber reinante nas lojas de Lisboa por comparação às de Coimbra. Ontem à tarde, cumpridas as obrigações que me levaram à capital, fui fazer compras. E dado o modo como tudo correu, tenho de deixar aqui a declaração honesta de que há lojas em Lisboa onde ainda é um gosto ir. Numa delas, uma camisaria, fui recebido como um filho pródigo, dada a minha longa ausência. Conversa simpática, divertida, desarrumação imensa do balcão, encomenda (modesta) feita. Encorajado pelo sucedido, visitei outras. Comprasse ou não comprasse, sempre um ar solícíto e atento. Entre as visitas às lojas, os táxis. Embora com greve, não esperei mais de três minutos por um táxi! A explicação para o fenómeno, que ouvi atentamente, relevava das férias escolares e da crise. A crise é cruel, sei-o, mas faz maravilhas no que respeita ao atendimento e ao passear à tarde em Lisboa.
Notículas: a) recebi um mail recomendando-me muito o filme do Gibson, que "era lindo". O autor do mail era um bom católico - ao contrário de mim que sou um mau católico, preguiçoso e desleixado, ou seja, tradicional - mas "lindo" parece-me um adjectivo muito impróprio e de mau gosto. Não vou nada ver o filme.
b) Num programa na Antena 2 - não sei se para a "juventude" - falam de música com "giríssimos!" e outros adjectivos exclamativos semelhantes. Os adjectivos, mesmo mais habituais abundam. Os substantivos, não sendo mal usados, rareiam.
c) Chegou a minha encomenda de Curzon Street e, de cá, os livros que tinha encomendado. Ambas com algum atraso. Eu, que sou impaciente, tenho usado estes atrasos habituais como disciplinas, e insisto em encomendas por telefone, correio, e "on line". Estou, todavia, longe de conseguir resultados: se não as esqueço, às encomendas, mirro-me com a espera, devo confessar
Notículas: a) recebi um mail recomendando-me muito o filme do Gibson, que "era lindo". O autor do mail era um bom católico - ao contrário de mim que sou um mau católico, preguiçoso e desleixado, ou seja, tradicional - mas "lindo" parece-me um adjectivo muito impróprio e de mau gosto. Não vou nada ver o filme.
b) Num programa na Antena 2 - não sei se para a "juventude" - falam de música com "giríssimos!" e outros adjectivos exclamativos semelhantes. Os adjectivos, mesmo mais habituais abundam. Os substantivos, não sendo mal usados, rareiam.
c) Chegou a minha encomenda de Curzon Street e, de cá, os livros que tinha encomendado. Ambas com algum atraso. Eu, que sou impaciente, tenho usado estes atrasos habituais como disciplinas, e insisto em encomendas por telefone, correio, e "on line". Estou, todavia, longe de conseguir resultados: se não as esqueço, às encomendas, mirro-me com a espera, devo confessar
quinta-feira, abril 08, 2004
"E então, as feriazinhas? Para onde? Lá para baixo? Estrangeiro?" - isto dito com um ar afirmativo - o tom interrogativo é de mera retórica, antes convidativo a um assentimento cúmplice - deixa-me desarmado. Difícil explicar que fico em casa a arrumar papelada, pôr umas leituras em dia, preguiçar e gozar a ausência dos amigos, queridos amigos sejam eles - e que, este ano, diasporaram com um assombroso zelo. Uns na Índia, outros a caminho do círculo polar ártico après investigação ao Hermitage, outros, menos imaginativos, para o sol da Bahia.
Eu vou, daqui a pouco, ao supermercado, sem deixar de considerar que não é dia para se ir passear por entre as áleas dos produtos de limpeza, e onde felizmente, não espero encontrar ninguém.
E amanhã e depois, e talvez no Domingo, não tenciono sair de casa, espero, senão para as cerimónias da Semana Santa.
Daqui a pouco, à tardinha, relerei a sequência de Páscoa da Marguerite Yourcenar - tenho dúvidas se é este o título correcto - um roteiro para o essencial destes dias.
Eu vou, daqui a pouco, ao supermercado, sem deixar de considerar que não é dia para se ir passear por entre as áleas dos produtos de limpeza, e onde felizmente, não espero encontrar ninguém.
E amanhã e depois, e talvez no Domingo, não tenciono sair de casa, espero, senão para as cerimónias da Semana Santa.
Daqui a pouco, à tardinha, relerei a sequência de Páscoa da Marguerite Yourcenar - tenho dúvidas se é este o título correcto - um roteiro para o essencial destes dias.
quarta-feira, abril 07, 2004
No portal Sapo noticia-se que o Santo Padre convidou os fiéis a meditarem sobre "o mal".
Noto as aspas e pergunto-me em nome de que negro optimismo - ou de que mera negligente ingenuidade - o jornalista de serviço "tentou resolver o assunto" tão pouco consentâneo com alegres preparativos de idas para algarves, brasis, caraíbas ou balis.
Noto as aspas e pergunto-me em nome de que negro optimismo - ou de que mera negligente ingenuidade - o jornalista de serviço "tentou resolver o assunto" tão pouco consentâneo com alegres preparativos de idas para algarves, brasis, caraíbas ou balis.
terça-feira, abril 06, 2004
Ontem, dia passado em Coimbra. Compras. Feitas elas, as programadas, rumo à Baixa, pedir por mim e pelo País em Santa Cruz. Depois, tomando como base o Nicola, incursões pelas ruas vizinhas. Visita de devoção à Almedina e fúria compradora que me provocou problemas logísticos: as compras tiveram de ser levadas por um funcionário até ao Montanha que serviu de interface - gostei desta do interface Montanha - onde esperei que outra pessoa transportasse a livralhada toda até ao carro. Todas estas dificuldades se tornam mais compreensíveis se disser que entre os livros que comprei estava o Houaiss. Mais tarde, em casa, regozijei-me com a compra do dicionário, embora pense ter encontrado um erro na palavra "entrevista" que é dada como aparecida na língua em 1908 tendo eu quase a certeza que Eça a usou.
Em Coimbra ainda: que beleza de dia, que cor magnífica! De menos agradável, apenas o branco da pedra que usaram nos pavimentos das ruas e que, nalguns casos, pela intensidade luminosa, prejudica a riqueza cromática (também gostei desta).
E as pessoas? As pessoas das lojas (livrarias, lojas de roupa, de som e ourivesarias são amáveis, simpáticas, sabedoras e prestáveis, como tenho a vaga lembrança de terem sido as de Lisboa, anos atrás, muitos anos atrás. Numa dessas lojas entrei a fumar e, tendo-me apercebido disso, dispunha-me a apagar o cigarro quando me trouxeram, com ar simpático e solícito, um cinzeiro: podia-se fumar! Em sinal de gratidão, comprei uma caixa de dvds que, nos meus planos de compras, estava reservada para o depois de verão e, ainda uns Wagners e Mahlers dirigidos pelo Boulez.
Voltarei, assim possa.
Em Coimbra ainda: que beleza de dia, que cor magnífica! De menos agradável, apenas o branco da pedra que usaram nos pavimentos das ruas e que, nalguns casos, pela intensidade luminosa, prejudica a riqueza cromática (também gostei desta).
E as pessoas? As pessoas das lojas (livrarias, lojas de roupa, de som e ourivesarias são amáveis, simpáticas, sabedoras e prestáveis, como tenho a vaga lembrança de terem sido as de Lisboa, anos atrás, muitos anos atrás. Numa dessas lojas entrei a fumar e, tendo-me apercebido disso, dispunha-me a apagar o cigarro quando me trouxeram, com ar simpático e solícito, um cinzeiro: podia-se fumar! Em sinal de gratidão, comprei uma caixa de dvds que, nos meus planos de compras, estava reservada para o depois de verão e, ainda uns Wagners e Mahlers dirigidos pelo Boulez.
Voltarei, assim possa.
sábado, abril 03, 2004
quinta-feira, abril 01, 2004
Mais facilmente do que supunha, estou a conseguir refazer os links dos blogs. Não sei se estão todos os que blogs que estavam antes da "petite catastrophe". Tentarei repor.
À tarde, cansado, desalentado, recolhi ao sofá e peguei no primeiro da rima que está ao lado e muito irrita a empregada. Era "A Velhice" - De Senectude - de Cícero (em tradução francesa). A última frase que li: "Si, comme le pensent certains philosophes, il n'y a rien après la mort, alors je n'ai pas a craindre les railleries des philosophes disparus".
À tarde, cansado, desalentado, recolhi ao sofá e peguei no primeiro da rima que está ao lado e muito irrita a empregada. Era "A Velhice" - De Senectude - de Cícero (em tradução francesa). A última frase que li: "Si, comme le pensent certains philosophes, il n'y a rien après la mort, alors je n'ai pas a craindre les railleries des philosophes disparus".
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